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Percursos a solo dos ‘fab four’ em dez singles (4)

Seleção e textos: NUNO GALOPIM

Em novembro de 1968 George Harrisson e John Lennon editaram os respetivos primeiros discos a solo. Cinquenta anos depois recordamos dez singles a solo lançados pelos ‘fab four’.

O mês de novembro de 1968 acolheu o lançamento do álbum “The Beatles” que toda a gente se habituou a tratar como o “álbum branco” dos fab four. Esse foi também o mês que assistiu à estreia das carreiras discográficas a solo de dois elementos do grupo.

George Harrisson lançou “Wonderwall Music” a 1 de novembro de 1968. Editado pela Apple Music o disco continha a banda sonora do filme “Wonderwall”, de Joe Massot.

Semanas depois, no dia 29 de novembro, e uma vez mais pela Apple Music, John Lennon editava, dividindo os créditos com Yoko Ono, o álbum experimental “Unfinished Music No. 1: Two Virgins”.

O formato do single só surgiria nas discografias a solo de elementos dos Beatles com “Give Peace a Chance” da Plastic Ono Band, onde militava John Lennon. Seria o primeiro de muitos pelos quatro fab four. E dez deles vamos lembrar nesta lista.

“Mind Games”, de John Lennon
(1973)

Depois do politicamente mais vincado “Sometime In New York City”, de 1972, John Lennon procurou no seu sucessor fixar uma série de crónicas e retratos do seu mundo. Assim se fez, representando igualmente “Mind Games” (o álbum editado em 1973) o momento em que ele mesmo assume o papel de produtor que, nos últimos anos, fora partilhado com Phil Spector. O álbum foi lançado em 29 de outubro de 1973, chegando ao mesmo tempo às lojas de discos um single com o tema-título e com “Meat City” (outra das canções do álbum) no lado B. Visão definitiva para uma melodia que tinha já passado por outras vidas e possíveis destinos, “Mind Games” não repetiu contudo o patamar de popularidade das canções que Lennon lançara já em single quer a solo quer através da Plastic Ono Band.

“My Sweet Lord”, George Harrison
(1970)

Editado em finais de 1970 o triplo álbum “All Things Must Pass” vincou o que muitos já sabiam depois de acompanhar as canções de George Harrison que chegaram a ser gravadas em discos dos Beatles: também ele era um espantoso compositor. Se o álbum representa um dos melhores editados a solo pelos ‘fab four’ do seu alinhamento saíram também momentos capazes de fazer história. E este foi o que mais longe chegou. Editado no formato de single por alturas do lançamento do álbum “My Sweet Lord” correspondeu ao primeiro título da discografia de George Harrison em 45 rotações e conquistou atenções pelo mundo fora, tendo sido o single mais vendido no Reino Unido em 1971. A canção é um hino ecuménico traduzindo um desejo de entendimento entre religiões e contou na produção com uma evidente presença de Phil Spector.

“Instant Karma”, John Ono Lennon, com a Plastic Ono Band
(1970)

Numa reunião na sede da Apple em setembro de 1969 John Lennon tinha anunciado que se queria afastar dos Beatles. Por essa altura tinha já editado dois álbuns de música experimental em conjunto com Yoko Ono e um primeiro single com a Plastic Ono Band. Em janeiro de 1970 John e Yoko foram à Dinamarca visitar o anterior marido desta última. Das conversas que ali tiveram surgiu, de regresso ao Reino Unido uma nova canção para a qual Lennon e Yoko convocaram imediata uma sessão de gravação à qual compareceram, entre outros, George Harrisson, Klaus Voormann e Billy Preston. Dez dias depois “Instant Karma” chegava às lojas de discos, representando a derradeira edição a solo de um elemento dos Beatles antes de anunciada a separação da banda. O single representou mais um sucesso para Lennon e fez-se um clássico com o tempo, tendo já sido criadas versões por nomes como os Duran Duran, U2 ou Paul Weller, entre outros.

“Jenny Wren”, Paul McCartney
(2005)

Um dos melhores discos de estúdio que Paul McCartney editou depois da viragem do século teve por título “Chaos and Creation in the Backyard” e contou na produção com uma figura de referência do universo pop/rock de então: Nigel Godrich, que ganhara visibilidade no trabalho com os Radiohead e, entretanto, começara a trabalhar com Beck, os Divine Comedy e Air. O disco representou na verdade o primeiro no qual McCartney não assumia a produção desde os tempos de “Give My Regards To Broad Street”, assim como fazia parelha com o que sucedera nos clássicos “McCartney” (1970) e “McCartney II” (1980) no facto de todos os instrumentos serem por ele tocados. Depois de ter escolhido o mais pungente “Fine Line” como single de apresençação, coube ao acústico “Jenny Wren” (com título inspirado na personagem de Dickens) ser o segundo single extraído deste álbum, mostrando uma vez mais a incrível solidez das aparentemente mais frágeis e simples canções de Paul McCartney.

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