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18 canções para recordar grandes momentos de 2018 (7/18)

Chegada a reta final de cada ano entra em cena aquela febre das listas. Quem não gostar de listas tem bom remédio… Ou passa ao post seguinte. Ou faz uma lista das razões pelas quais não gosta de listas. (sorriso malandro aqui)…

Para quem gosta de listas esta é a primeira que vamos propor este ano aqui por estes lados. Um percurso por 18 canções que nos ajudam a lembrar 18 momentos que fizeram a história musical deste ano.

Não se trata do ‘best of’ pessoal. Esse chegará mais adiante. Mas um conjunto de episódios que fazem parte da história do ano que está quase a terminar…

“Come Along”, de Cosmo Sheldrake

Apesar das marcas de identidade que o moldam (e são bem vincadas e únicas), há na música de Cosmo Sheldrake alguma familiaridade com o sentido de demanda de novos caminhos para a canção popular como os que Owen Pallett assinou, por exemplo, no magnífico He Poos Clouds (editado ainda como Final Fantasy) ou a compositora Anna Meredith no mais recente “Varmints”. Com o título “The Much Much How How and I”, o álbum caminha entre um universo de surpresas e desejo de descobertas que lembra o tom desafiante dos primeiros discos de Owen Pallett. Este é um nome a anotar entre os novos estetas da canção popular que gosta de viver longe das tendências do momento.

“Grão da Mesma Mó”, de Sérgio Godinho

De frutuosos jogos de colaboração entre músicos com quem tinha já parcerias vividas e outros que agora chegam ao seu universo criativo, Sérgio Godinho apresenta em “Nação Valente” o seu melhor álbum em mais de 20 anos. Nos temas e ideias é um álbum profundamente enraizado nos mais firmes terrenos da obra de Sérgio Godinho. Coube então à música o papel de sublinhar então os valores do tempo em que nasce, cimentados por uma família de colaborações nas quais encontramos nomes como os de David Fonseca, Hélder Gonçalves, Nuno Rafael, José Mário Branco, Márcia, Filipe Raposo e Pedro da Silva Martins, além do próprio Sérgio Godinho, que escreveu todas as letras. Esta é a canção que abre o alinhamento e tem música de David Fonseca.

“You’re So Cool”, de Jonathan Bree

Frequentemente referido como autor de “música pop de câmara” o neozelandês Jonathan Bree lançou este ano um terceiro álbum que cativou mais algumas atenções para uma obra em construção num terreno que tem como ícones de referência figuras como um Brian Wilson, Van Dyke Parks ou, mais recentemente, Neil Hannon. “Sleepwalking” é uma coleção de deliciosas canções “pop sóbrias com arrajos de cordas”. A tal pop de câmara, num alinhamento que, mesmo dominado pelo tom melancólico que a voz de crooner de Jonathan Bree confere às canções, está longe de ser experiência pesada ou mesmo sombria. “You’re So Cool” foi um dos cartões de visita do álbum.

“Fuego”, de Eleni Foureira

Começou como uma aposta evidentemente forte. Mas só quando a vimos no palco a verdadeira dimensão da performance se materializou e lhe deu outro estatuto. De ascendência albanesa mas carreira entretanto feita na Grécia, Eleni Foureira teve em “Fuego” um dos momentos mais inesquecíveis da edição portuguesa do Festival da Eurovisão. Chegou a ser apontada como a favorita e acabou a votação em segundo lugar dando a Chipre a melhor classificação de sempre no concurso. A canção continuou a fazer o seu percurso depois da final eurovisiva e tornou-se em alguns territórios num dos êxitos do verão deste ano. E entre a equipa que trabalhou no projeto ainda hoje é raro o dia em que não há quem não cante um verso do refrão…

“Di Mi Nombre”, de Rosalía

Pode o flamenco ser ponto de partida para um dos melhores discos de canções pop que vamos ouvir este ano? Pode sim… E a resposta chega com “El Mal Querer”, segundo álbum de Rosalía pelo qual passam sinais de um discurso de identidade que traduz o que é viver na aurora do século XXI. É um disco intenso, capaz de convocar toda a carga emotiva que habita o flamenco para a projetar num espaço que, sem apagar essas marcas de origem, as projeta entre sonoridades e formas que estão na linha da frente da música do nosso tempo. Este foi um dos singles.

“Alvoroço”, de JP Simões

O processo de remodelação do Festival da Canção teve resultados imediatos logo no ano 2017 com consequência mais evidente na vitória em Kiev da canção “Amar Pelos Dois” de Luísa Sobral, na voz do seu irmão, Salvador Sobral. Em 2018 o Festival da Canção conheceu um número ainda maior de participações chamando, tal como no ano anterior, nomes de diversas gerações e espaços da música popular portuguesa. E foi entre as 26 canções concorrentes que surgiu “Alvoroço”, canção de JP Simões que ele mesmo interpretou.

“Star”, de Jain

A jovem francesa Jain confirmou, ao segundo álbum, que é autora de uma música pop capaz de cativar atenções e, ao mesmo tempo, expressar marcas de identidade bem peculiares. Canções com sabor a dias quentes chegaram no fim do verão… “Star”, que foi um dos singles de antecipação, vinca um tom festivo que pisca o olho a uma assimilação garrida de ecos do techno e, vocalmente, soma pistas tanto entre a pop como num modo depurado de aceitar heranças do rap, piscando ainda o olho a memórias da cultura dos videojogos.

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1 Comment on 18 canções para recordar grandes momentos de 2018 (7/18)

  1. Acho que sim, o Alvoroço não correu muito bem ao vivo na meia final, mas é uma excelente música e andei parte do ano a ouvi-la na Playlist da Antena 3. A Jain deu um grande concerto no Alive.

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