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Os dez melhores singles de Beck (nº 9)

Filho de um maestro e arranjador canadiano (que acabaria por colaborar com o filho) e de uma artista que vivera os seus dias de maior glória entre a Factory de Andy Warhol, Beck é hoje já um veterano reconhecido como uma das maiores revelações da música norte-americana dos anos 90.

Deu os primeiros passos em terrenos folk, tanto em Los Angeles (onde nasceu, em 1970), como em Nova Iorque, onde passou uma temporada na qual frequentou a cena anti-folk do Lower East Side. Cansado de uma vida no limar do precário acabou por regressar a Los Angeles encontrando um trabalho de dia num clube de vídeo, atuando de noite em pequenos clubes e cafés.

Começou a gravar canções, passando-as em cassetes a quem as queria ouvir. Até que cativou a atenção de um “olheiro” de novos talentos na BMG, numa altura em que a convivência com outras músicas – sobretudo ligadas à cultura hip hop – começavam a ser assimiladas na sua composição… “Mellow Gold”, em 1984, fez história e teve em “Loser” um cartão de apresentação global. Mas a históruia não acaba aí… De resto, continua bem viva. Pelo que vamos aqui lembrar dez episódios deste percurso.

9. “Gamma Ray” (2008)

Apesar da presença maior de algumas esferas de referência – que vão dos universos da folk a vários domínios da música negra norte-americana – a obra de Beck sempre mostrou interesse em assinar aventuras por outros domínios e fontes de entusiasmo. E coube a “Modern Guilt”, álbum de 2008 que assinalou o capítulo final de um antigo acordo com a editora com a qual ganhara notoriedade desde meados dos anos 90, representar o momento no qual focou atenções em memórias pop/rock dos anos 60 e, em particular, ecos dos tempos do psicadelismo, para assinalar mais uma mão-cheia de experiências onde se cruzam tempos e o novo tem sabor a clássico. Criado em colaboração com Danger Mouse, o disco teve neste “Gamma Ray” o seu momento de maior mediatismo.

10. “E-Pro” (2005)

Depois de uma série de experiências e desafios, que passaram por espaços de flirt com o funk (em “Midnite Vultures”) ou por uma primeira materialização de uma ideia de álbum de baladas orquestrais (“Sea Change”), eis que em 2005 Beck se reaproximou do terreno no qual tinha definido espaços de diálogo entre a canção pop e as contaminações de novas músicas urbanas nos dias de “Odelay” (que em 1997 o elevara a um patamar de aclamação entre pares ao triunfar em noite de Grammys). Ao álbum, no qual a dupla The Dust Brothers voltava (como em “Odelay”) a assumir um papel destacado na produção, chamou “Guero”. O cruzamento de culturas e heranças é ponto de partida para uma mão-cheia de grandes canções. Entre elas este “E-Pro”, com claro sabor a Beck “clássico”, que foi o single de apresentação do álbum.

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