Rod Taylor (1930-2015): um australiano em Hollywood
Rod Taylor, o segundo ator australiano (depois de Errol Flynn) a conhecer sucesso em Hollywood, morreu aos 84 anos na sua casa, em Los Angeles, no passado dia 7 de janeiro. Foi com ele que viajamos até um futuro distante numa Terra habitada por “eloi” e “morlocks” na adaptação ao cinema, por George Pal, da Máquina do Tempo de H.G. Wells em 1960. E com ele sentimos a ameaça assassina de aves que se lançam sobre os habitantes de uma pequena comunidade nos Pássaros de Alfred Hitchcock, em 1963.
Natural de Sydney, onde nasceu a 11 de janeiro de 1930, Rodney Stuart Taylor começou por preparar um caminho na área das belas artes. Mas depois de ter assistido a uma representação de Ricardo III, protagonizada por Laurence Olivier, decidiu ser ator. Depois de se estrear num palco em 1947, participou em alguns filmes e em produções de teatro radiofónico na Austrália antes de tentar a sorte em Los Angeles onde, à chegada, foi recusado por uma grande agência de talentos. Mas não desistiu.
Tinha já trabalhado com atores de Hollywood em Long John Silver (1954), de Byron Haskin, um filme de aventuras com piratas rodado na Austrália e que na verdade fora o momento da decisão da partida para Los Angeles. Nos EUA começou com pequenos papéis passando, entre vários filmes, pel’O Gigante (1956), de George Stevens. O papel protagonista n’A Máquina do Tempo colocou-o num outro patamar, abrindo-lhe portas a uma série de outros papéis no cinema e televisão, o pequeno ecrã tendo representado parte significativa do seu trabalho a partir dos anos 70. Teve aí papéis regulares em séries como Hong Kong, Bearcats!, Outlaws ou The Oregon Trail e passagens ocasionais por episódios de Crime, Disse Ela, Falcon Crest ou Walker, Ranger do Texas. O seu último filme foi Inglorious Basterds (2009), de Quentin Tarantino, onde interpretou a figura de Winston Churchill.

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