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Revista Cabide regressa com uma nova edição

Texto: HELENA BENTO

A revista ao vivo dirigida pelo jornalista João Pombeiro e pelo designer Luís Alegre apresenta o seu segundo número no Teatro da Trindade, em Lisboa, nos dias 7 e 8 de Fevereiro, sob o título de capa – “E se os muros falassem?”.

Cabide, revista portuguesa ao vivo, regressa com uma nova edição, subordinada à pergunta: “E se os muros falassem?”, que será apresentada nos dias 7 e 8 de fevereiro no Teatro da Trindade, em Lisboa.

João Pombeiro, jornalista e um dos diretores da revista, explica que, ao contrário da primeira edição, a escolha da pergunta para o segundo número foi motivada por vários pretextos, esperando-se assim um debate mais alargado. São eles: os 25 anos da queda do muro de Berlim, os trinta anos da eleição de Gorbatchev na União Soviética e o ataque ao jornal francês Charlie Hebdo, no passado dia 7 de janeiro.
“Quisemos criar uma pergunta que tivesse a ver não só com as divisões físicas, como também com as divisões simbólicas que existem no mundo”, explica João. Entre os principais colaboradores deste número estão Gonçalo M. Tavares, José Tolentino Mendonça, João Miguel Tavares, Pedro Mexia, Diogo Freitas do Amaral, Manuel Graça Dias, Carla Hilário Quevedo, José Milhazes e Rui Tavares.

A revista foi fundada em 2014 por João Pombeiro e pelo designer Luís Alegre, e tem periodicidade semestral. O nome, Cabide, remete para a vontade de “querer manter o leitor pendurado na revista, no sentido de estar fixo, agarrado”, explica João.

Todas as edições da revista têm como ponto de partida uma pergunta que se prende com a atualidade. “Saberemos tomar conta de nós?” foi a pergunta colocada pelo primeiro número, tendo como pretexto a saída da troika e as eleições europeias. O logótipo desenhado por Luís Alegre, um ponto de interrogação e um parêntesis, que dão forma ao objeto cabide, resume também essa ideia de haver uma pergunta que dá origem a uma variedade de respostas.

Apesar de ser apresentada em palco, a Cabide, como qualquer revista, tem um plano editorial jornalístico e uma posição editorial, que implica tomar decisões relativamente à escolha dos colaboradores e ângulos de abordagem, bem como, em alguns casos, aos títulos dos textos apresentados.

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