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A caminho de Plutão…

Texto: NUNO GALOPIM

Lançada em 2006 a sonda New Horizons estará mais perto que nunca de Plutão a 14 de julho… A revista ‘All About Space’ conta a história da missão e lança algumas questões que esperam respostas.

Representação artística da aproximação da New Horizons a Plutão

Muitas das grandes descobertas científicas são reveladas como surpresa para todos os que não estavam envolvidos no processo de investigação. Mas há outras em que, mesmo sem saber exatamente que novidades nos trarão, surgem com data marcada de antemão no calendário. E 2015 tem uma datas dessa já agendada. 14 de julho… É o dia da maior aproximação da sonda New Horizons a Plutão e, com ela, o desvendar de muitos dos segredos que o mais distante dos pequenos planetas do sistema solar ainda guardam.

Descoberto em 1930 por Clive Tombaugh, no mesmo observatório no Arizona que permitiu a Percival Lowell algumas observações históricas sobre Marte em finais do século XIX, Plutão foi então somado como nono planeta ao sistema solar, sendo contudo “despromovido” pela International Astronomic Union em 2006, depois de uma votação que gerou controvérsia (e está ainda hoje longe de ser caso de unanimidade). Nesse mesmo ano a Nasa lançou a sonda New Horizons que, três meses depois passava por Marte, chegando a Júpiter em fevereiro de 2007, passando depois pelas órbitas de Saturno em junho de 2008, Urano em março de 2011 e Neptuno em agosto do ano passado. Apesar de as sondas Voyager terem há muito passado pela Cintura de Kuiper – uma região exterior e distante do sistema solar – a New Horizons não só permitirá um estudo mais detalhado que nunca de Plutão e do seu sistema de luas (das quais são conhecidas cinco), como dos corpos que eventualmente poderá encontrar mais adiante.

As características, história e expectativas que a New Horizons coloca são o tema de um dos artigos da mais recente edição da revista All About Space. Bem ilustrado, o artigo dá conta dos sistemas que a sonda leva a bordo e do tipo de observações que poderá registar. Há um espectrómetro, a que chamaram Alice, que poderá estudar as atmosferas de Plutão e da sua maior Lua, Caronte. Raph é uma câmara de infravermelhos que permitirá fazer mapas a cores de Plutão e Caronte, assim como ficar a conhecer as suas composições e temperaturas. A Lorri, por sua vez, é uma outra câmara telescópica que permitirá captar imagens de alta resolução e que será depois usada para mapear a face oculta de Plutão depois da aproximação, já com a sonda em rota de mergulho nos espaços mais exteriores do sistema solar.

O que poderemos encontrar em Plutão? Um sistema de anéis e, eventualmente, mais luas (a juntar às já conhecidas Caronte, Nix, Hydra, Kerberos e Styx)? Como será a sua superfície? E da sua eventual origem (sobre a qual a própria órbita invulgar lança questões) fora daquela zona do sistema solar poderemos ter respostas?… As nove páginas do belo artigo sob o título ‘Mission To Pluto’ lançam questões que vai valer a pena acompanhar. E depois, a partir de 14 de julho, esperar por eventuais respostas.

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