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Lisb_On: o jardim do som está de regresso à capital

Texto: ANDRÉ LOPES

Dando resposta à necessidade de um festival de verão realmente urbano em território português, o Lisb_On vive a sua segunda edição entre hoje e amanhã.

Quando em 2014 ocupou o Parque Eduardo VII, eram várias as incógnitas face ao que se poderia esperar do primeiro Lisb_On, que já então tinha o subtítulo de Jardim Sonoro, uma expressão chave para compreender a dimensão e o propósito que o evento pretende alcançar. Com um cartaz que apontava (e fá-lo novamente este ano) para o plano da música de dança, dando espaço a algumas das suas vertentes mais ecléticas, a verdade é que o Lisb_On tem a sua maior peculiaridade ao aliar um conjunto de atuações diversificadas, a um ambiente relaxado de pôr-do-sol, com cenário numa das zonas verdes mais centrais de Lisboa.

É esse o espírito que fomenta um evento que pretende proporcionar uma experiência urbana, sem menosprezar a envolvente natural daquela área da cidade. Na edição do Lisb_On deste ano, que decorre hoje e amanhã, as atuações têm início a partir das 14h e prolongam-se até perto da meia-noite, sendo que a festa tem continuação nos vários espaços lisboetas que se associaram ao evento, entre os quais se incluem o Europa Sunrise, o Lounge e o Musicbox.

O cartaz deste ano destaca a eletrónica e são vários os nomes que merecem um destaque especial, quer pela forma como servem de impulsionadores de tendências, quer porque assinam alguns dos discos mais interessantes no que diz respeito aos ritmos que apontam para a pista de dança.

Hoje o palco é inaugurado com Isilda Sanches (Rádio Oxigénio e que integra também a equipa da Máquina de Escrever), que não atua frequentemente enquanto DJ e que presenteará aqueles que chegarem cedo ao festival com uma seleção de discos que não irá desapontar. Este primeiro dia de Lisb_On será ainda marcado pela performance do projeto de Rui Maia, Mirror People, que surgirá em palco pela primeira (e eventualmente única) vez no formato de banda, com sintetizadores, voz, baixo e bateria.

O nome mais saliente do primeiro dia, Nicolas Jaar, estará responsável por um DJ set onde antecipamos escolhas que passem pelos seus dois EPs deste ano, bem como algumas das sonoridades que tenham influenciado a sua restante discografia. A noite no parque terminará ao som das escolhas de Nina Kraviz, que com um repertório próprio já vasto e com sonoridades únicas provenientes da editora Trip (por si criada em 2014), terá ainda muito para mostrar ao público do Lisb_On.

Para o dia de amanhã, que abre com Rui Miguel Abreu às 14 horas, o grande destaque é dado a Todd Terje. O autor de It’s Album Time!, um dos discos mais interessantes que se ouviram em 2014, estará em palco em formato live act para mostrar a forma como ritmos easy-listening podem coexistir com a sonoridade disco mais eletrizada. A noite terminará com o veterano Michael Mayer, o pioneiro do techno alemão e uma das figuras principais da editora Kompakt, que já assinou remisturas para bandas e projectos tão diferenciados como Pet Shop Boys, Sade, Depeche Mode, Miss Kittin, Shit Robot, Who Made Who ou Rufus Wainwright.

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