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Os filmes do MOTELx 2015

Textos de: RUI ALVES DE SOUSA e DIOGO SENO

Acompanhe aqui as nossas opiniões sobre os filmes apresentados na edição 2015 do festival MOTELx, que decorre esta semana em Lisboa.

“Dust Devil”,
de Richard Stanley

A segunda longa-metragem de Richard Stanley foi um pesadelo de rodagem e um desastre de bilheteira. As suas proezas enquanto filme género, no entanto, valeram-lhe um merecido estatuto de filme de culto. Uma “visão” do realizador, que mistura aqui géneros de uma forma original e inesperada, conseguindo resultados deveras impressionantes no que diz respeito à criação de um universo estranho, densamente atmosférico, em alguns momentos, dir-se-ia, “possuído”.

O filme parte do folclore africano: os dust devils são fenómenos atmosféricos, pequenos remoinhos de areia que, em diversos países de África, são conotados com a presença do diabo.

Um belo demónio, com figura de cowboy, viaja pelas estradas da Namíbia, em busca de “almas perdidas” para sacrificar e entregar ao vazio e assim ganhar poder. Vai cruzar-se com uma mulher fugida do marido e um polícia céptico que se encontra a seguir o rasto de mortes que vai deixando. A narrativa do filme, diga-se, bem como as personagens, interessam pouco aqui: são embaraçosas de mal escritas. Os actores amadores também não ajudam à credibilidade dramática do filme. O que interessa aqui, é a forma como Richard Stanley mistura os géneros para falar do confronto entre razão e superstição, ou das tensões em África durante o Apartheid. Apesar do ridículo de algumas cenas, outras tantas são memoráveis. O realizador lança as personagens numa paisagem inóspita, alterna entre os interiores das casas e das grutas namibianas e o vasto deserto, entre as povoações com vida e as casas abandonadas e destruídas pelos ventos do deserto, satura o ecrã de vermelho e laranja. Nas cenas finais, coloca as personagens num cenário pós-apocalíptico realista, que não se encontra longe da Namíbia que tínhamos antes testemunhado. É claro, tendo também em conta também uma cena com sonhos dentro de sonhos, o objectivo do filme: confundir o espectador, colocá-lo em estado hipnótico, para que não consiga distinguir o estado de vigília e o estado de sono. Objectivo parcialmente conseguido.- D.S.

 

“Extinction”,
de Miguel Ángel Vivas

“E claro, ao papá e à mamã”. É o último agradecimento já no final dos créditos de Extinction, de Miguel Ángel Vivas, o mesmo de I’ll See you in My Dreams, primeira curta de zombies filmada em Portugal. Na sessão de questões com o público que se seguiu, Vivas voltou a enfatizar o que o filme já tinha deixado claro: não queria fazer algo diferente do esperado numa película pós-apocalíptica, mas adoptar um ponto de vista diferente. No centro do seu filme encontramos uma menina, Lu, docemente interpretada por Quinn McColgan: o realizador disse que mal a encontrou não quis fazer mais castings e recusou-se a filmar sem ela e facilmente se percebe porquê. McColgan é a testemunha inocente de um mundo reduzido a cinzas e a um inverno gélido e incessante, assombrado por criaturas tenebrosas. Um cenário reconhecível de tantos outros filmes do género, que aqui serve para o desenrolar de um drama familiar que leva tempo a revelar-se em todos os seus contornos, com a inserção de flashbacks breves ao longo da narrativa.

A dupla de amigos Jack (Jeffrey Donovan, insípido), o pai da menina, e Patrick (Mathew Fox, convicente) são as outras duas personagens, vizinhos embora se odeiem, que causam a perplexidade de Lu, ao lutar, cada um à sua maneira, pela sua atenção e protecção. A família, então. Uma aproximação a este núcleo, com uma emoção que não seria estranha a Spielberg (e a determinado momento do filme, Patrick conta uma história de embalar a Lu que é nada mais do que o plot de E.T. – O Extraterrestre), mas com nenhuma da sua mestria.

A junção do drama familiar, apesar do investimento do realizador nas personagens e nos actores, com o cenário apocalíptico, com uma construção competente da tensão, acaba por não resultar completamente, talvez pela falta de originalidade. O olhar fascinado e inocente de Lu, e também o do realizador (que se nota estar a fazer o que gosta e que não se coíbe de homenagear as suas influências), bem como a capacidade de criar algumas imagens interessantes (algumas delas próximas da BD e do imaginário dos contos de fadas, como uma casa de madeira totalmente congelada e branca, ou uma menina com um casaco com capuz vermelho a caminhar na neve com um ramo de flores), acabam por ser as razões de recomendação deste filme de outra forma inofensivo. – D.S.

“Sun Choke”,
de Ben Cresciman

Janie, uma bela rapariga, encontra-se fechada em casa, presa a rituais de recuperação e bem-estar diários, num ambiente luxuoso, minimalista, branco e asséptico, na companhia apenas da sua cuidadora. O filme não vai desvendar as razões do seu trauma e consequente prisão, embora algumas cenas permitam vislumbrar as possíveis causas.

Quando Janie começa a mostrar sinais de melhoria, a sua ama permite que ela comece a sair sozinha à rua, em intervalos controlados. Na sua primeira saída, cruza-se com uma rapariga (que num vislumbre parece uma doppelganger), que se vai tornar objecto da sua obsessão e vai precipitar a história no psicothriller erótico.

Sun Choke vai introduzindo os seus acessos de experimentalismo desde o início e não é despiciendo o controlo que o realizador demonstra na construção de uma atmosfera opressiva e onírica, antes de mais na utilização dos efeitos sonoros e na criação de algumas imagens surreais. As actrizes principais, sobretudo Barbara Crampton, que protagoniza a ama, tornam algumas cenas memoráveis e dão espessura à história de obsessão e opressão que se está a contar. O erotismo e voyeurismo de outras cenas impressionam também.

Mas de resto, a obra de Cresciman desempenha um truque de magia para o qual o espectador não conseguirá encontrar uma explicação coerente. E se a princípio o truque impressiona, rapidamente começa a cansar, pois já vimos outros mágicos a fazê-lo, Lynch e Bergman entre eles, com uma superior mestria e maior mistério, e também maior comando da linguagem cinematográfica. – D.S.

 

“What we do in the Shadows”,
de Jemaine Clement & Taika Waititi

E se uma equipa decidisse filmar, câmara ao ombro, o quotidiano de antiquíssimos e excêntricos vampiros, a viver juntos nos subúrbios de Wellington, na Nova Zelândia?

A ideia de What we do in the Shadows poderia deixar os mais cépticos com receio do resultado, não tanto pelo ridículo mas sobretudo pela saturação do universo vampiresco. À semelhança do que acontecia em Nina Forever (também estreado nesta edição do MOTELx), com os zombies, encontramos aqui uma actualização deste universo através da comédia e da sátira. Ao contrário do que acontece no referido filme, os resultados são amplamente hilariantes e imaginativos.

A obra de Clement & Waititi não se consegue descolar da sua natureza episódica, mas o que impressiona é o fôlego criativo e o investimento no detalhe. Uma por uma, cada convenção do universo dos vampiros (e também da reality TV) vai sendo desconstruída, gozada, subvertida. O ridículo de cada situação é abordado com a dose certa de humor, absurdo e anarquia, num filme recheado de diálogos hilariantes, com timings cómicos perfeitos. E com a sensibilidade imprescindível a um filme destas características, as personagens saem de cena antes que a magia se esgote.
As personagens excêntricas e os excelentes actores estão no cerne do coração gentil desta obra. Se se fala da necessidade de beber sangue para sobreviver, das agruras de se apaixonar por um ser humano, ou de querer entrar numa discoteca, mas não podendo fazê-lo sem ser explicitamente convidado, é para falar de nós, humanos. A falta de pudor na apropriação do universo macabro dos vampiros, a sátira corrosiva aos hábitos modernos (e a tentativa de adaptação às ultimas tecnologias e às novas relações sociais), ganham o espectador graças à criação de personagens únicas: Vladislav, o vampiro Don Juan de orgulho ferido, Deacon, o rockstar do grupo, Viago, o vampiro dandy que foi para a Nova Zelândia por amor a uma dama, Nick, o rapaz que é transformado em vampiro e o seu amigo Stu, o humano inocente que todos acolhem, impedindo-se de o tornar em alimento. As dificuldades destas personagens ao partilhar casa, a execução das tarefas domésticas, o seu confronto com os lobisomens que também vagueiam por Melbourne, as agruras de ter de beber sangue diariamente, as festas desregradas de vampiros solteirões, compõem um filme delicioso que poderá bem transformar-se num clássico de culto.- D.S.

“Cop Car”,
de Jon Watts

Logo no início se percebe que Cop Car quer criar uma atmosfera envolvente onde mergulhar as suas personagens e igualmente os espectadores. Dois miúdos passeiam pelos desertos campos americanos, uma paisagem já mitificada em tantos outros filmes, familiar. Jon Watts investe nestas crianças, não através dos diálogos, que em quase o todo o filme se vão manter nos mínimos necessários, simples e eficazes (que quando falham, falham redondamente, pondo as cenas no limite do credível, embora isso aconteça poucas vezes), mas através da sua caminhada, da forma como exploram o espaço interminável onde estão a brincar. É o universo infantil, com as suas lógicas diferentes do adulto, ainda adormecido para certas realidades: inocente. O investimento que o realizador faz nestas cenas iniciais é o que vai dar alguma substância ao que se seguirá assim que o thriller começar. Os dois miúdos resolvem roubar um carro de polícia que encontram no caminho, espoletando uma perseguição cheia de incidentes que, na sua natureza violenta e “sem sentido”, fazem lembrar o cinema dos irmãos Coen. Entra o xerife roubado (Kevin Bacon) que esconde segredos que o filme não vai desvendar totalmente. O que encontramos é um ser corrupto, a correr desenfreadamente atrás de duas crianças que não sabiam o perigo em que se estavam a meter, usando de artimanhas (algumas pouco inteligentes), envolvendo outras pessoas inocentes nos seus crimes. É uma boa interpretação do actor, hábil na criação de um homem corrupto e dissimulado, cínico e capaz de criar uma fachada de calma e respeitabilidade quando se encontra mesmo à beira de ser desmascarado. No entanto, o parco desenvolvimento da narrativa para além do thriller, acaba por não deixar que se torne numa personagem memorável.

No decorrer do filme, o virtuosismo do realizador em criar ambientes, em desenvolver situações, vai perdendo fôlego. Ainda assim, a curta duração (80 e pouco minutos) impede o exagero, e uma incrível cena final embrulha tudo de uma forma ambígua e que sublinha o que ao longo do filme se tentou modestamente expor: a imagem da violência é indelével desde sempre no nosso espírito, mas só o crescimento nos faz perceber a sua infinita e abismal dimensão.- D.S.

“Der Bunker”,
de Nikias Chryssos

Imaginem que David Lynch convocava Tim Burton, os Monty Python e a Família Addams para os ajudar a fazer um novo filme. O resultado bem poderia ser este Der Bunker, comédia negra surreal e extravagante. É claro que, se para falar de uma obra, temos de mencionar desde logo todas as referências que convoca, estamos a limitá-la a uma simples reformulação daquilo que outros fizeram antes e melhor (uma tendência cada vez mais presente no cinema contemporâneo e no catálogo do MotelX em particular: qualquer filme é desculpa para se falar em Mario Bava, Hitchcock, Scorsese, sem qualquer justificação plausível). Mas de facto, são aquelas quatro figuras que associamos à partida a Der Bunker, e não num sentido depreciativo – é que isto é tão grotesco e ridiculamente divertido que só poderia ter sido possível se esse grupo tivesse feito um brainstorming.

É uma história de personagens repugnantes que tomam atitudes esquisitas e desconcertantes, mas que tem um visual tão próprio e uma linha de comédia que funciona tão bem (na sua esquisitice), que faz com que Der Bunker consiga passar por um interessante e inesperado guilty pleasure. Muitas pontas soltas na narrativa deixam à nossa imaginação as origens daquela casa e dos seus habitantes, e o significado dos estranhos acontecimentos que por lá irão acontecer. E de terror aqui temos pouco (ou mesmo nada), mas o cheirinho de nonsense do filme, muito bem aproveitadas pelos quatro atores que encarnam completamente os seus papéis, ajuda a suportar o elevado desconforto proporcionado pelos momentos de maior clímax, assim como algumas fraquezas narrativas que impedem o filme de conseguir ir mais além do que aquilo que promete. Uma surpresa relevante, numa época em que o imaginário dos filmes negros com toques góticos e imprevisíveis parece ter desaparecido na modernidade. – R.A.S.

 

“Night Fare”,
de Julien Seri

Não é um filme de terror, nem é um thriller, nem sequer é… um filme! Night Fare não passa mais do que uma compilação insuportável de músicas retiradas da playlist de algum DJ da atualidade, e de um reclame publicitário interminável montado sem qualquer interesse ou justificação que dê importância à sua existência. Foi promovido pelo festival como um filme influenciado por Taxi Driver – porquê? Apenas porque existe um… taxista no filme? E ainda mais: Night Fare foi definido como uma reinterpretação de Duel – Um Assassino Pelas Costas. Não me parece que Julien Seri viu o dito filme de Spielberg, porque nada aprendeu com as qualidades do mesmo: Night Fare não tem subtilezas, não tem qualquer momento que se aproveite, não faz a menor ideia do que é o suspense, do que é a tensão, das normas de funcionamento das linhas mais clássicas da narrativa.

É um dicionário detalhado de clichés, com todos os possíveis e imaginários, e que se esquece muito rapidamente. Tivesse mais de 80 minutos e quem viveria o maior inferno não seriam os dois amigos perseguidos pelo taxista maquiavélico (que vai-se a ver e afinal tem razões muito profundas para matar todo o ser humano com quem se cruza), mas os espectadores. Talvez foi incluído nas sessões da meia noite do MotelX por uma razão que não a do terror: é que Night Fare é um bom auxiliar para a cura de insónias. Um desastre completo que mostra os sintomas e os malefícios do cinema digital e “modernaço” que hoje impera. – R.A.S.

 

“Nina Forever”,
de Ben & Chris Blaine

Há filmes que falham pela premissa desinspirada ou demasiado vista, outros por não saberem explorar a premissa, por lhes faltar imaginação. Nina Forever, dos irmãos Ben & Chris Blaine, parte de uma ideia interessante (mesmo tendo em conta a saturação de histórias de zombies no cinema e televisão recentes). Os zombies, mostrou-nos com mestria Romero, funcionam como uma larga metáfora com diferentes dimensões e o filão parece ainda não ter esgotado. Não é a primeira, e a procissão ainda deve ir no adro, no campo da comédia romântica com zombies.

O que se esperava, tratando-se ainda por cima de um filme de terror britânico, era menos timidez e mais arrojo. Surpreendentemente, esta obra que parte de um triângulo amoroso namorada morta/zombie-nova namorada-namorado confuso, acaba por ser segura e inofensiva. Os resultados devem-se sobretudo a uma realização que tenta embelezar um universo que devia ser, desde o início, assumidamente ridículo e exagerado.

O filme começa como um drama de luto: Rob perdeu a namorada Nina, num acidente de automóvel. Enquanto faz o luto, para isso mantendo-se próximo dos pais de Nina, conhece outra rapariga, Holly, mais nova, que lhe traz alguma alegria momentânea. Na primeira vez que os novos namorados fazem sexo, debaixo da cama, e manchando os lençóis de sangue, aparece Nina, zombie, para complicar a relação que se está a criar, e baralhar ainda mais Rob. Começa aqui a comédia, que mesmo quando tenta ser escatológica, acaba por se esfumar.

Os realizadores não sabem o que fazer a todas as questões que este triângulo amoroso levanta sobre a memória ou o luto por alguém que se ama, pelo que trivializam tudo. Talvez conscientes da sua incapacidade, refugiam-se numa montagem que baralha de forma desnecessária a narrativa, repetindo planos e motivos, diálogos frouxos, dinâmicas entre as personagens previsíveis e opções de iluminação e fotografia que só prejudicam um filme que se imaginaria perturbante e provocador. – Diogo Seno

 

“The Invitation”,
de Karyn Kusama

Velhos amigos reúnem-se num jantar que irá colocar em causa várias feridas do passado, e provocar estranhos acontecimentos entre todos os convidados e os anfitriões, à medida que a tensão entre todos eles aumenta. Quantas vezes não vimos já esta premissa em tantos outros filmes, que aproveitam um único espaço cénico para desenvolver várias situações intensamente dramáticas e inesperadas? Demasiadas, talvez. No entanto, alguns títulos dos últimos anos souberam aproveitar melhor este tipo de história claustrofóbica através de variações interessantes (e saindo do campo de terror, lembro-me logo do curioso O Deus da Carnificina, de Roman Polanski, ou de uma obra muito mais conseguida, e certamente, mais inesquecível: a versão original de Autópsia de um Crime, com Lawrence Olivier e Michael Caine).

Outros filmes não conseguiram passar de simples cópias falhadas das ideias de vários clássicos. E The Invitation vai por esse caminho, e no final, não aquece nem arrefece, sendo uma narrativa que nos deixa simplesmente indiferentes. O filme de Karyn Kusama, que de “independente” só deve ter tido os custos de produção (porque de resto, parece exatamente igual a toda a produção mainstream contemporânea), não consegue ser mais do que um filme banalíssimo, constituído por vários fragmentos mal “cozidos” que não convencem. Algumas ideias até resultam e conseguem encher o olho (como o soberbo plano final), mas não são suficientes para justificar a duração do filme e o seu propósito – aliás, será que The Invitation tem propósito algum, no meio de tantos estereótipos que desfilam no ecrã?

Aqui há de tudo: desde o cliché de “quem deve morrer e quem sobreviver”, para agradar a todos os públicos, passando por a criação de um culto misterioso (que só danifica ainda mais o conteúdo central), e que parece ser uma espécie de crítica ao extremismo religioso que tantos rios de tinta faz correr, e incluindo ainda uma espécie de drama familiar secreto, que em nada auxilia o desenvolvimento das personagens ou a nossa empatia com as suas convicções. Aliás, a maioria das figuras que vemos nem são sequer personagens, mas figuras de cartão à procura de qualquer coisa que as torne relevantes. À exceção das interpretações do protagonista da história e da principal “vilã”, o restante elenco parece não ter um rumo definido a seguir.
Por isso, o principal problema do filme é, sem dúvida, a falta de surpresas: nem a própria realizadora conseguiu aproveitar da melhor maneira os poucos pontos fulcrais da história através da câmara, que parece saltitar de plano em plano através do princípio da aleatoridade (à exceção do clímax que encerra a trama, que demonstra uma maior preocupação em tornar visual, e emocional, o medo que, de repente, se instala naquela casa paradisíaca de Los Angeles).

The Invitation é só apenas “mais um” filme moderno, mais virado para o género de thriller do que de terror, e que não consegue concretizar nada que lhe dê um destaque especial. Vemos, e rapidamente esquecemos, depois do tempo passar rapidamente, sem proporcionar qualquer coisa que realmente se aproveite. E grande parte das cenas que se passam dentro da casa seriam muito melhor aproveitadas num reclame de uma qualquer companhia de decoração e mobiliário. – Rui Alves de Sousa

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