11 perguntas a… João Peste
1. O primeiro disco comprado
Isso implica três respostas, uma para o primeiro single, outra para o primeiro álbum e outra para o primeiro CD. Sendo assim, single, tinha nove anos, foi Pomme, Pomme, Pomme, da Monique Melsen, que representou o Luxemburgo no Eurofestival, em 1971 – por estranho que pareça, continuo a seguir o Eurofestival todos os anos. O álbum foi Changesonebowie, de David Bowie, uma compilação, tinha então 14 anos. O CD, creio que foi o Sister, dos Sonic Youth, ou o Trans Europe Express, dos Kraftwerk, não me lembro bem, pois foram comprados no mesmo dia ou num pequeno espaço de dias.
2. Um filme marcante visto nos dias de infância
Se considerar a infância como as idades inferiores a 12 anos, talvez O Rapaz dos Cabelos Verdes, de Joseph Losey, que passou na televisão ainda antes do 25 de Abril, apesar do sua mensagem subliminar ser relativamente política. Bom, se se considerar até aos 16 anos, foram Metropolis, de Fritz Lang, Ivan, o Terrível, de Sergei Eisenstein, ou O Circo, de Charlie Chaplin – mudos e a preto e branco, mas, de facto, apreciava-os (e aprecio) mesmo.
3. Uma canção para escutar em repeat.
Geralmente, nunca oiço uma canção em repeat mas um disco. Sendo assim, a banda sonora (ou alguns dos seus temas) da série televisiva Roma, de Jeff Beal, ou os álbuns (ou alguns dos seus temas) The Black Book of Capitalism, de Sylvain Chauveau, e Impermanence, de Meredith Monk, entre outros, são discos que costumo pôr em repeat quando estou a ler ou a escrever, por exemplo.
4. O filme preferido.
Sinceramente, não tenho um filme preferido, embora oficialmente este seja Satyricon, de Fellini, pois uma vez dei-o como resposta a esta pergunta num questionário deste género (não disse exactamente que era o meu filme preferido, mas referi-o ao dizer que Satyricon, de Petrónio, era o último livro que lera) e ainda hoje sou confrontado, por vezes, com essa preferência, o que não me incomoda minimamente, pois é um filme excelente. Entre os preferidos também estão os filmes Roma, Cidade Aberta, de Rossellini, Morte em Veneza, de Visconti, Querelle, de Fassbinder ou Desprezo, de Jean-Luc Godard, para citar apenas mais quatro do que seria uma lista enorme, com nomes como John Ford, Gus Van Sant, David Lean, Hitchcock, Luis Buñuel, Jacques Tati, Tarantino ou Wes Anderson.
5. Uma série de TV que nunca percas.
Há muitas que tento não perder nunca. A passar, neste momento, Mr. Robot e Fargo. Mas, ao longo deste ano, tenho de referir A Guerra dos Tronos, Vikings, True Detective e The Looking. No passado, Eu, Cláudio, Roma, Os Sopranos, Sherlock Holmes (mas com Jeremy Brett, pois nenhum dos outros lhe chega aos calcanhares).
6. Um músico que nunca vais deixar de ouvir.
Eu próprio, por força do destino.
7. Um realizador (de cinema) de eleição.
Fellini e os que referi nas respostas anteriores sobre filmes.
8. O último concerto a que assististe.
Kraftwerk, no Coliseu de Lisboa… Não, afinal foi o Rodrigo Amado Motion Trio e Matthew Shipp, no Teatro Maria Matos.
9. O mais recente filme que viste em sala.
As 50 Sombras de Grey. Mas por acaso, pois vou pouco ao cinema. Prefiro ver os filmes em casa.
10. O livro que estás a ler.
Estou a reler A Odisseia, de Homero, e o novo Astérix, O Papiro de César.
11. Quem gostarias de ver a fazer uma versão de um tema dos Pop Dell’Arte?
Esta é mais complicada, pois dependeria muito do tema. O Nick Cave poderia fazer uma versão do Avanti Marinaio, o Rodrigo Amarante d’ O Amor É.. Um Gajo Estranho, o José Mário Branco do Anominous, os Sparks do Mr. Sorry, a St. Vincent do Janis Pearl e os Parquet Courts do Esborrre. Dava um bom disco.

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