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David Bowie: entre a novidade e a memória

Texto: NUNO GALOPIM

A edição deste mês da “Mojo” leva David Bowie à capa. Para apresentar o álbum que chega em janeiro. E para recordar o clássico de 1980 “Scary Monsters”, um dos melhores discos da sua obra.

Estamos a pouco mais de um mês da chegada de Blackstar… E é claro que vamos ficar com água na boca, à conta daquele gosto que muitas vezes as publicações musicais têm em falar dos discos bem antes de o comum mortal o poder escutar. Enfim… Não é coisa que mude. E como mais vale ter salivar sabendo pelo que se saliva, que ficar, ignorante, à espera mais umas poucas semanas, nada como passar pelas páginas da nova edição da Mojo.

Tal como sucedera com o anterior álbum, lançado em 2013, David Bowie não fala, mas deixa aos outros a oportunidade de contar a história. É Tony Visconti quem dá a entrevista que serve de peça central a um destaque que faz a capa da edição. Entre as muitas revelações dá a entender que este disco começou a ser trabalhado há cerca de um ano e que, além do tema-título que já conhecemos, inclui as duas canções do single lançado em finais de 2014: Sue (or in a Season of Crime) e ‘Tis a Pity She Was a Whore, ambos regravados.

O trabalho de várias páginas dedicadas a Bowie inclui ainda um texto sobre o saxofonista Danny Eccleston (um dos protagonistas do novo disco) e um feature que evoca Scary Monsters, o álbum editado em 1980 cuja imagem do Beep Beep Pierrot (que lembramos do teledisco de Ashes to Ashes) faz a capa da revista. Há ainda uma crítica que dá ao álbum quatro estrelas em cinco (não o ouvi ainda, mas acredito que mereça um mais, mas disso falaremos em janeiro).

Como nem só de Bowie vive esta edição, há ainda uma seleção vasta de listas de melhores do ano, com Julia Holter a brilhar. E um belo artigo sobre a dupla de autores Dan Penn / Spooner Oldham, que assinou muitos temas para muitas vozes, entre as quais a de Aretha Franklin. E ainda uma boa entrevista com Laurie Anderson.

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