A “força” desperta de hoje a uma semana
Falta uma semana para a estreia em Portugal de O Despertar da Força, o sétimo episódio de Star Wars e o primeiro de uma série de filmes que, agora integrada no universo da Disney, esta saga conhecerá ao longo dos próximos anos. Em tempo de expectativas é disso que, para já, podemos falar. Mas comecemos por rever o trailer oficial do filme…
Vamos então juntar aqui algumas notas pessoais. Notas sobre expectativas. Umas de nomes ligados à Máquina de Escrever, outros convidados para este momento. Uns gostam deste universo. Outros nem por isso.
Eurico de Barros (Time Out):
De O Despertar da Força, sétimo filme da saga Guerra das Estrelas, espero que tenha as qualidades da trilogia original e da segunda, sem ter também os defeitos desta última. Que seja mais “artesanal” e menos digital. E que, por favor, não haja parentes de Jar Jar Binks.
Carlos Conceição (realizador):
Espero que o novo filme, na sua relação directa com a trilogia original de 70/80, não a desmistifique, nem as personagens, seguindo a direcção menos interessante que foi a dos mais recentes. Gostava de ver um novo A New Hope, e ao mesmo tempo não uma imitação. Contento-me se o filme conservar 20% do classicismo épico do primeiro, sem lhe adulterar os ícones a favor de um McDonaldismo previsível qualquer.
Luís Clara Gomes (Moullinex):
Não espero muito e é melhor assim, tudo o que vier de bom vai saber melhor. Pretendo emular ao máximo o deslumbramento (literalmente) infantil com que recebi os primeiros, e não ceder ao cinismo da idade adulta.
João Barreiros (escritor):
Nunca fui um fã do Star Wars. Considero a série uma das principais responsáveis da decadência do cinema de FC. Ou seja, a progressiva e irremediável infantilização dos conceitos. Agora nas mãos da Disney, receio que os resultados sejam ainda piores. O politicamente correcto irá triunfar? Receio que sim. Neste novo filme, haverá explosões q.b., sons no vácuo, duelos com espadas laser, balas mágicas que nunca acertam nos heróis, um maniqueísmo cada vez mais cerrado, alienígenas humanoides mas sempre numa postura “inferior” à dos humanos, planetas a explodir, mas todos com oxigénio e gravidade igual à da Terra. Enfim, mais do mesmo. Vi todos os episódios da série sempre em busca de um milagre que nunca veio a acontecer. Também vou ver este novo capítulo. Porque não? Mas sem grandes esperanças…
Tiago Pereira (jornalista):
O Despertar da Força vai ser o melhor regresso que a saga Star Wars poderia algum dia fazer. E vai ser terrível quando chegar ao fim porque ainda não sabemos muito bem quando vamos poder ver o filme seguinte. Qual era a pergunta mesmo?
Tiago Castro (Rádio Radar):
Star Wars é paixão desde os seis anos de idade. Vi e revi vezes sem conta a trilogia original, bati palmas no cinema nas estreias das prequelas e sinto que vou chorar quando surgir o Luke Skywalker no novo filme. Acredito no JJ Abrams, acredito na Kathleen Kennedy e no poder da Força de milhões de fãs que querem recuperar a magia dos primeiros filmes, em que a simplicidade de uma aventura pelas estrelas e uma batalha do bem contra o mal era tudo o que importava. Acho que é desta que Star Wars regressa em pleno!
Álvaro Costa (Antena 3)
Metáforas expressivas sobre o jogo dos Poderes à la JJ mas o outro Abrams!!!!
Miguel Branco (Spoiler Alert):
É algo pelo qual estou à espera há três longos anos, desde a confirmação até à data de estreia, onde estarei com os meus amigos geeks do Spoiler Alert nos melhores lugares da primeira sessão de dia 17. É uma vida à espera de saber o que aconteceu ao Luke, Han e Leia!
David Santos (Noiserv):
Era pequeno e falava-se da trilogia Star Wars. Nunca quis ver. Tinha já 18 anos e surgiu aquele que seria o primeiro episódio de toda esta “guerra”. Não fui ver. Apareceu o segundo e o terceiro, e repeti: não fui ver. Agora em 2015, vem aí o sétimo, mas pretendo continuar assim, e um dia ser o único no universo a poder ver as estrelas sem pensar em guerra.
Daniel Barradas (Máquina de Escrever):
Estou sem expectativas nenhumas. Deve ser autodefesa psicológica depois dos outros desastres. Vou ver e guardo eventual entusiasmo para depois.
Rui Pedro Tendinha (DN):
Acredito que seja o fim da infância de todos nós que crescemos com A Guerra das Estrelas e sonhámos com o Luke, com o Han Solo e com o mestre Yoda. Será o filme que obrigará essa simpática canalha a sair do ninho. Será também a sessão que me vai reconciliar com a adrenalina numa sala de cinema. Acredito mesmo muito no filme do JJ, embora a ansiedade do novo Tarantino me tire mais o sono…
Jorge Pinto (Metropolis):
É impossível que as expectativas não sejam as mais altas a partir do momento em que J.J. Abrams se tornou o homem do leme. Despertar da Força será um filme tributo feito por um fã para os fãs mas também o princípio de uma nova era de uma fantástica mitologia. Aposto o meu sabre de luz em que o lado negro Força não se irá abater sobre o novo capítulo de Star Wars.
Luis Filipe Rodrigues (Time Out):
O novo Star Wars: O Despertar da Força, realizado por J. J. Abrams, tem tudo para correr bem. A julgar pelo trailer e o pouco que se sabe sobre o filme, é evidente que o afastamento de George Lucas e a contratação de fãs de Star Wars para a realizar os novos filmes foram o melhor que aconteceu ao universo Star Wars desde os anos 80.
Isilda Sanches (Antena 3):
Espero que se manifeste a mística original que não senti nos episódios mais recentes (se podem ter um Han Solo envelhecido também podem poupar no circo digital). Sobretudo espero que a Força triunfe, mesmo que o Darkside se manifeste forte! Tenho alguma fé no JJ Abrams, depois do Lost tendo sempre a acreditar nele, mas a Disney preocupa-me um pouco… Mas estou curiosa em relação ao tal de BB-8.
José António Moura (Flur / Príncipe Discos):
Pode ser uma coisa muito sentimental: a mitologia Star Wars intacta e reforçada em tempos precisados de fé + J.J. Abrams no ponto como esteve em Cloverfield e enquanto Lost foi bom. Não sei. Ainda guardo aquele momento inicial de desvio quando o meu avô me obrigou a ir ao teatro na sala ao lado de onde o Episódio IV passava, num cine-teatro da Margem Sul provavelmente só em 1978 (em Lisboa estreou em Dezembro de 77). F***.
Luís Salvado (programador televisivo de cinema):
Depois do momento “Chewie, we’re home” do primeiro trailer, todo o cepticismo voou pela janela e voltou a renascer a alegria quase infantil de “fanboy” de Star Wars que A Ameaça Fantasma tinha enterrado. Já não espero menos que a estratosfera deste O Despertar da Força. Será possível voltar ao maravilhoso “sense of wonder” da trilogia original?

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