Lemmy (1945-2015)
Ian Fraser Kilmister, Lemmy para todos nós, um dos ícones maiores da história do rock’n’roll, morreu em sua casa, em Los Angeles, aos 70 anos. Tinha-lhe sido diagnosticado um cancro logo após o Natal, que fora logo noticiado na página de Facebook da sua banda. Na hora da sua morte os colegas de banda pedem que o recordemos ouvindo a sua música. Com o volume bem alto, como era a norma quando Lemmy estava em palco. E com um copo… Ou alguns. Como ele mesmo gostaria que acontecesse, sublinham na mensagem publicada.
Formou os Motörhead em 1975 e foi o único membro permanente da história da banda, somando os papéis de baixista e vocalista. O grupo, com um papel determinante na história do metal, mas aberto à comunicação com outros públicos, nomeadamente os dos punk, e com reconhecida influência na definição do que viriam a ser as correntes speed e thrash, deixa uma obra de mais de 20 álbuns, alguns com considerável impacte, mas nunca tendo atingido um patamar de sucesso comercial global. Lemmy comentava mesmo que ganhara mais dinheiro com os direitos de Mama I’m Coming Home (1991) de Ozzy Osbourne, do que com todo o catálogo dos Motörhead. Entre outras colaborações pela sua obra passaram parcerias com os Sex Pistols, Ramones, Nina Hagen ou os Foo Fighters.
Nascido em Burslem (mesmo no centro de Inglaterra) na véspera de Natal de 1945, deu primeiros passos na música bem antes de formar os Motörhead. Foi roadie de Jimi Hendrix, tocou em várias bandas antes de chegar aos Hawkind dos quais foi despedido, como ele mesmo revelou na sua autobiografia White Line Fever (publicada em 2002 pela Simon & Schuster), por não estar a tomar as drogas certas…
Paradigma do rocker em todos os sentidos e excessos, tem a sua vida documentada no filme Lemmy, de Greg Olliver e Wes Orshoki, estreado no SXSW em 2010. A sua imagem e voz está representada em vários jogos vídeo, como Scarface: The World is Yours ou Brütal Legend. – N.G.
(em atualização)

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