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Ettore Scola (1931-2016)

Texto: RUI ALVES DE SOUSA

Morreu em Roma, aos 84 anos, o realizador italiano Ettore Scola. A RTP2 passa esta noite o seu mais recente filme.

Ao lado de tantos outros nomes da sua geração (uma das mais importantes e interessantes do cinema italiano), como Federico Fellini e Dino Risi, por exemplo, Ettore Scola é talvez para alguns um realizador menos conhecido e menos aclamado.

Começou como argumentista e é nessa função que assinou algumas histórias mais notáveis e inesquecíveis, e que se tornaram icónicas para a Sétima Arte, como a comédia dramática A Ultrapassagem, realizada por Risi.

Como realizador, estreou-se em 1964, e alguns anos mais tarde começou a ter algum sucesso dentro e fora do seu país-natal, graças a filmes emblemáticos como Tão Amigos que Nós Éramos, Feios, Porcos e Maus, O Baile, Os Novos Monstros e Um Dia Inesquecível. Para Scola colaboraram alguns dos mais talentosos atores e atrizes italianos, como Sophia Loren, Monica Vitti, Totò, Vittorio Gassmann e Marcello Mastroianni.

Entre comédias e dramas, paixões e enganos, Scola desenvolveu uma filmografia de quase 50 anos, com várias dezenas de filmes, prémios e homenagens. O seu cinema distingue-se pelo retrato de uma Itália urbana e das suas figuras características, desprezando o glamour pelo riso, a sátira e a crítica social. Veio a Portugal em 2004, a pretexto do convite feito pelo Festival de Cinema de Tróia, em que recebeu um prémio especial de carreira.

O seu último filme, Que Estranho Chamar-se Federico, que estreou entre nós, é um documentário que homenageia o seu amigo realizador (e que com ele colaborou em algumas ocasiões), e passa hoje à noite na RTP2.

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