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Óscares 2015: surpresas ou nem por isso?

Texto: NUNO GALOPIM

Ao longo das últimas semanas várias guildas e associações profissionais escolheram os seus prémios pessoais. Serão indicadores de quem vai ganhar os Óscares. Veja aqui as escolhas e compare com as nomeações.

Apesar das muitas comparações que muitas vezes se fazem entre os Óscares e os Globos de Ouro, a verdade é que, apesar de ocasionais coincidências, o potencial de desacordo entre uma e outra premiação é até enorme. Basta comparar o universo de votantes dos oitenta e poucos membros da associação que reúne a imprensa estrangeira em Los Angeles (que decide os Globos de Outro) e os mais de seis mil membros da Academia (que votam nos Óscares), um quinto dos quais representando o conjunto dos atores que são, assim, o grupo mais representado e, por isso, “poderoso” entre quem decide os prémios que serão atribuídos este domingo.

Há mesmo assim onde procurar – e com mais afinação que junto dos Globos de Ouro – quem podem vir a ser os vencedores da gala de domingo. De resto, e da tão frequente coincidência entre as escolhas (que se tem verificado nos últimos anos) e a progressivamente maior mediatização destas outras distinções, a “surpresa”, outrora uma das chaves do interesse de quem acompanha a noite dos Óscares, começa a ganhar antes os contornos de “confirmação”. Como se, afinal, fossem ou não os Óscares um reafirmar do que estas mesmas premiações foram decidindo. Ou, como dizia há dias o João Lopes em conversa na mais recente edição do ‘Sound + Vision Magazine’ que apresentamos mensalmente “ao vivo”, uma espécie de “jogo final num campeonato já decidido”.

Falo em concreto das premiações das guildas profissionais e sindicatos que juntam os vários corpos profissionais que, de certa forma, estão representados nas várias categorias dos Óscares. Foram já conhecidas as suas escolhas. Estarão assim os Óscares já “decididos”?…

Vejamos alguns dos casos um a um:

Melhor Realizador
Alejandro González Iñarritu, por Birdman ou (a Inesperada Virtude da Ignorância)
Richard Linklater, por Boyhood – Momentos de uma Vida
Bennett Miller, por Foxcatcher
Wes Anderson, por Grand Budapest Hotel
Morten Tyldum, por O Jogo da Imitação

Para a Director’s Guild of America, o melhor realizador de um filme de ficção foi Alejandro Gonzálo Iñarritu, por Birdman. Nos documentários venceu Citizenfour, de Laura Poitras.

Melhor Ator
Steve Carell, em Foxcatcher
Bradley Cooper, em Sniper Americano
Benedict Cumberbatch, em O Jogo da Imitação
Michael Keaton em Birdman ou (a Inesperada Virtude da Ignorância)
Eddie Redmayne, em A Teoria de Tudo

Melhor Atriz
Marion Cotillard, em Dois Dias Uma Noite
Felicity Jones, em A Teoria de Tudo
Julianne Moore, em O Meu Nome é Alice
Rosamund Pike, em Em Parte Incerta
Reese Witherspoon, em Wild

Melhor Ator Secundário
Robert Duvall, em O Juiz
Ethan Hawke, em Boyhood – Momentos de Uma Vida
Edward Norton, em Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
Mark Ruffalo, em Foxcatcher
J.K. Simmons, em Whiplash – Nos Limites

Melhor Atriz Secundária
Patricia Arquette, em Boyhood – Momentos de uma Vida
Laura Dern, em Wild
Keira Knightley, em O Jogo da Imitação
Emma Stone, em Birdman ou (a Inesperada Virtude da Ignorância)
Mery Streep, Os Caminhos da Floresta

A Screen Actors Guild lança escolhas que podem indicar caminhos na votação. Eddie Redmauyne, em A Teoria de Tudo, foi escolhido como Melhor Ator e Julianne Moore, em O Meu Nome É Alice, como Melhor Atriz. J.K. Simmons venceu Melhor Ator Secundário pelo trabalho em Whiplash e Patricia Arquette foi a Melhor Atriz Secundária, por Boyhood. O Melhor Elenco coube a Birdman. Unbroken ganhou o prémio para duplos, mas estes não têm direito a categoria nos Óscares.

Melhor Argumento Adaptado
Sniper Americano
O Jogo da Imitação
Inherent Vice
A Teoria de Tudo
Whiplash – Nos Limites

Melhor Argumento Original
Birdman ou (a Inesperada Virtude da Ignorância)
Boyhood – Momentos de Uma Vida
Foxcatcher
Grand Budapest Hotel
Nightcrawler: Repórter Na Noite

A Writers Guild of America votou, como sendo os melhores, Wes Anderson em Grand Budapest Hotel (Melhor Argumento Original), Graham Moore em O Jogo da Imitação (Melhor Argumento Adaptado) e Brian Knappenberger em The Internet’s Own Boy: The Story of Aaron Swartz (Melhor Argumento para Documentário).

Direção Artística
Grand Budapest Hotel
O Jogo da Imitação
Interstellar
Caminhos da Floresta
Mr. Turner

Segundo a Art Director’s Guild os filmes do ano foram Birdman (Filme Contemporâneo), Grand Budapest Hotel (Filme de Época) e Guardians of The Galaxy (Filme de Fantasia).

Melhor Caracterização
Foxcatcher
Grand Budapest Hotel
Os Guardiões da Galáxia

A Make Up and Hair Stylists Guild dividiu as suas escolhas entre Guardians of The Galaxy (Melhor Caracterização em Filme Contemporâneo e Melhores Efeitos Visuais de Caracterização), Grand Budapest Hotel (Melhor Caracterização e também Melhor Hair Syiling em Filme de Época) e Birdman (Melhor Hair Styling em Filme Contemporâneo).

Melhor Montagem
Sniper Americano
Boyhood – Momentos de uma Vida
Grand Budapest Hotel
O Jogo da Imitação
Whiplash – Nos Limites

A American Cinema Editors – associação que congrega os montadores – anunciou que os melhores do ano eram Boyhood (Melhor Montagem em Filme Dramático), Grand Budapest Hotel (Melhor Montagem em Filme de Comédia ou Musical), Lego – O Filme (Melhor Montagem em Filme de Animação) e Citizenfour (Melhor Montagem em Documentário).

Montagem de Som
Sniper Americano
Birdman (ou a Inesperada Virtude da Ignorância)
O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos
Interstellar
Invencível

Mistura de Som
Sniper Americano
Birdman ou (a Inesperada Virtude da Ignorância)
Interstellar
Invencível
Whiplash – Nos Limites

Birdman venceu o prémio de Melhor Som pela Cinema Audio Society

Efeitos Visuais
Capitão América: O Soldado do Inverno
Planeta dos Macacos: A revolta
Os Guardiões da Galáxia
Interstellar
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

A Visual Effects Society escolheu, entre as suas muitas categorias (de detalhe e precisão quanto ao tipo de trabalho e ambiente da ação), filmes como Dawn of The Planet of The Apes, Birdman, X-Men: Days of Future Past, Big Hero 6 e Interstellar.

Já agora, para a International Animated Film Society (que não se pode comparar às guildas e sindicatos acima mencionados), os melhores filmes de animação do ano foram How To Train Your Dragon 2 (longa-metragem) e Feast (curta).

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