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Já imaginou Spacey como presidente dos EUA? É melhor não…

Texto: NUNO CARDOSO

Já trabalhou para ex-presidentes dos EUA em adolescente e é hoje amigo de alguns deles. Mas o cargo de chefe de Estado só o consegue cumprir na pele do implacável Frank Underwood, em ‘House Of Cards’, que regressa hoje a Portugal. E ainda bem para o mundo: “Provavelmente também iria matar muita gente”.

Corrosivo, manipulador, mordaz, cínico, impiedoso, chantagista, mentiroso. Um homem que não olha a meios para atingir os seus fins e, indiscutivelmente, um dos maiores sacanas que já se sentaram na Sala Oval da Casa Branca no que toca à ficção televisiva. Só quem nunca viu House Of Cards não saberá ainda de quem se fala. Assim tem sido descrito Frank Underwood, o congressista democrata e agora indigitado novo presidente dos EUA, num papel que já ofereceu a Kevin Spacey um Globo de Ouro e uma indicação para os Emmy como Melhor Ator numa Série Dramática.

Mas se o ator norte-americano, de 55 anos, tem convencido a crítica à frente do elenco desta série criada por Beau Willimon, baseada no formato homónimo britânico que a BBC exibiu nos anos 90 e na obra de Michael Dobbs, a verdade é que Spacey nunca imaginaria candidatar-se ao cargo de presidente dos EUA na vida real. Porquê? Para começar, porque não daria bom resultado: seria um corrupto e assassino igual ou pior do que Frank Underwood.

“No fundo, gosto de alcançar tudo aquilo a que me proponho. Iria achar o mundo da política muito frustrante por essa mesma razão. E assim como Frank Underwood, provavelmente também iria acabar por matar muita gente na vida real”, disse ao The Guardian o protagonista do elogiado drama político que tem catapultado o negócio do Netflix e que chega a Portugal já este sábado com a sua terceira temporada, no TVSéries, pelas 21.00. Noutra entrevista, o vilão da trama que conta ainda com Robin Wright (Claire) num dos papéis principais, acrescentava: “Gosto de traçar uma meta e conquistá-la. Nunca estaria numa profissão na qual tinha a certeza que estaria frustrado para o resto da minha vida”.

O homem que dá vida ao vilão que foi inspirado em três figuras (Hannibal Lecter, o ex-presidente dos EUA Lyndon B. Johnson e o antigo britânico Ricardo III) defende que o jogo sujo da política e o argumento de House Of Cards não está assim tão longe da realidade. “Estavamos a filmar a série durante as últimas eleições presidenciais nos EUA. Muitas vezes chegava ao hotel ao final do dia, ligava a televisão e pensava: ‘A nossa história não é assim tão doida como isso’”.

Ainda assim, e curiosamente, a política é alvo de interesse de Spacey, mas de outra forma. O ator que venceu dois Óscares, por Beleza Americana e Os Suspeitos do Costume, trabalhou temporariamente a selar envelopes, quando ainda estava no ensino secundário, para a campanha presidencial de Jimmy Carter, o 39ª. chefe de Estado norte-americano. E fez campanha por Ted Kennedy e Bill Clinton quando ambos se propuseram candidatar às presidenciais (destes dois últimos só Clinton tendo conseguido a nomeação).

Aliás, Spacey, democrata assumido, é um amigo chegado e de longa data da família Clinton. Por fim, já defendeu várias vezes as políticas de Obama em entrevistas. Este último e Clinton já retribuíram o favor, expressando publicamente que são fãs de House Of Cards… E que têm aprendido algumas lições com a série agora está de regresso.

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