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Visitas guiadas ao mundo de Tintin

Texto: NUNO GALOPIM

Uma edição especial da revista “Geo” propõe uma série de artigos sobre os percursos geográficos e culturais que serviram de cenário a algumas das mais importantes aventuras criadas por Hergé.

Ao contrário de muitas outras personagens suas contemporâneas, Tintin não conheceu outras vidas depois do desaparecimento de Hergé, o seu criador. Esse facto não tem contudo impedido os sucessivos lançamentos de títulos focados na exploração do universo de Tintin, muitos deles (e com considerável sucesso) tendo surgido como edições especiais criadas por algumas grandes publicações da imprensa francesa, como a L’Histoire, o Le Point, o Le Figaro, o L’Express ou a Beaux Arts. E assim, nos últimos anos, e em alguns casos já com segundas edições (e com capas diferentes, o que por vezes até confunde o leitor), surgiram títulos como Tintin et la Mer, Les Personages de Tintin Dans L’Histoire, Le Rire de Tintin, Tintin à la Decouverte des Grandes Civilizations ou Tintin et les Forces Obscures. Agora é a vez da Geo entrar em cena, propondo Les Arts et Les Civilizations vus Par le Héros d’Hergé.

Trata-se de um número especial da conceituada revista e avisa, logo na capa, que inclui o mapa do reino da Sildávia, o país ficcional criado por Hergé para receber a narrativa que se conta em O Ceptro de Ottokar e que regressaria depois em outros momentos, nomeadamente em Rumo à Lua.

Nesta edição, de 132 páginas ilustradas, começamos por regressar a pormenores de algumas pranchas célebres de Tintin, justapondo-os a imagens de lugares que as terão inspirado. Segue-se uma sucessão de artigos onde, depois de uma visita aos espaços de trabalho de Hergé, se revisitam algumas das viagens do repórter mais célebre da história da BD. Evoca-se a visão de África em Tintin no Congo, notando as polémicas que com o tempo foi gerando. Os percursos propostos notam depois como o Médio Oriente era bem diferente daquele que hoje conhecemos, passam pela breve (apenas cinco pranchas) mas marcante passagem pelo Egito em Os Charutos do Faraó e, mais adiante, pela China dos anos 30, os Andes e o Tibete.
Há ainda artigos sobre o próprio desenho de Hergé e o que o terá inspirado, assim como memórias contadas por Pierre Sterckx, seu amigo, historiador e crítico de arte. O volume final Tintin e a Alph-Art merece ainda uma abordagem num outro texto, na reta final de um volume que termina com uma visita à coleção de arte do próprio Hergé.

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