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Queer Lisboa 19 estreia filme de Peter Greenaway

O filme “Eisenstein in Guanajuato” faz o encerramento do Queer Lisboa 19, que passa o Queer Art a secção competitiva. O brasileiro “Sangue Azul”, de Lírio Ferreira, é o filme de abertura do Queer Porto 1.

"Eisenstein in Guanajuato", de Peter Greenaway

O filme de Peter Greenaway Eisenstein in Guanajuato vai passar, em estreia nacional, na sessão de encerramento do Queer Lisboa 19, festival que decorre entre os dias 18 e 26 de setembro no Cinema São Jorge. O filme, que teve estreia mundial este ano, durante a 65.ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, apresenta como protagonista o cineasta russo Sergei Eisenstein (1898-1948), autor de títulos históricos como Couraçado Potemkin (1925) ou Ivan, O Terrível (1944, 1958). Einstein in Guanajuato foca o período que o realizador passou no México e do qual nasceria um filme (Que Viva México, que só teria estreia póstuma, em 1979) e dá conta da relação que o realizador terá então mantido com o guia turístico Jorge Palomino y Cañedo.

Uma das novidades do Queer Lisboa 19 é o facto de a secção Queer Art passar a ser secção competitiva, numa parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que patrocina um prémio monetário no valor de 1.000 euros, a ser atribuído ao realizador do melhor filme. Marc Siegel, Professor Assistente em Estudos de Cinema na Universidade Goethe de Frankfurt, cuja investigação incide nos estudos queer e no cinema de vanguarda do pós-guerra integra o júri desta secção juntamente com o artista e curador Justin Jaeckle e a realizadora portuguesa Susana de Sousa Dias.

Fica aqui a programação completa da Competição Queer Art:

Batguano (Brasil, 2014, 74’), de Tavinho Teixeira
Cancelled Faces (Alemanha, Coreia do Sul, 2015, 80’), de Lior Shamriz
Me Quedo Contigo (México, 2015, 99’), de Artemio Narro
Nova Dubai (Brasil, 2014, 53’), de Gustavo Vinagre
Pauline S’Arrache (França, 2015, 88’), de Émilie Brisavoine
Sueñan los Androides (Espanha, 2014, 61’), de Ion de Sosa
Tots Els Camins de Déu (Espanha, 2014, 66’), de Gemma Ferraté
Videofilia (Y Otros Síndromes Virales) (Peru, 2015, 103’), de Juan Daniel F. Molero

Em conferência de imprensa que decorreu ontem no Hotel Florida foi revelado ainda que a edição deste ano do Queer Lisboa vai apostar numa uma nova vertente formativa, com a realização de dois workshops. Um deles é realizado por Marc Siegel.  Em “How Do I Look (Now)?” pretende dar-se um “olhar para o momento atual do cinema queer, com base em dois filmes recentes: Jaurès, de Vincent Dieutre, vencedor do prémio para Melhor Documentário do Queer Lisboa 16, e Mondial 2010, de Roy Dib, vencedor da melhor curta em 2014″. O outro workshop será dado por Gustavo Vinagre, realizador e argumentista brasileiro. Em “Ver ou não ver, eis a questão” o autor de Filme para poeta cego e da média-metragem Nova Dubai vai “analisar o porquê das suas próprias escolhas cinematográficas”.

Depois de uma edição zero em 2014, este ano a Associação Cultural Janela Indiscreta, que organiza o Queer Lisboa desde 1997, apresenta o Queer Porto 1 – Festival Internacional de Cinema Queer. A decorrer de 7 a 10 de outubro, o Queer Porto 1 vai decorrer entre espaços como o Teatro Municipal Rivoli, Maus Hábitos, Mala Voadora e a Galeria Wrong Weather, apresentando uma programação na qual várias linguagens artísticas estarão em articulação com o cinema. Esta primeira edição do festival terá uma competição para Melhor Longa-Metragem de ficção ou documental, à qual concorrem 12 títulos. O prémio para Melhor Filme é atribuído pela RTP 2, pela compra dos direitos de exibição, no valor de 3.000 euros.

A abertura no Porto ficará por conta de Sangue Azul, de Lírio Ferreira e protagonizado por Daniel de Oliveira, que foi já distinguido no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro e fez ainda a abertura da secção Panorama deste ano na Berlinale. Esta é “uma fábula lírica que se centra em Pedro (Daniel de Oliveira), ou “Zolah, o Homem-Bala” de um circo itinerante, que regressa à ilha de Fernando de Noronha, onde havia sido separado da sua irmã Raquel, aos dez anos, por a sua mãe temer uma relação incestuosa entre os dois”.

Da competição do Queer Porto 1 foram já revelados os filmes De l’ombre il y a, do cineasta francês Nathan Nicholovitch, e que foi exibido na edição deste ano do Festival de Cannes, integrado no programa da ACID e o documentário Regarding Susan Sontag,  de Nancy Kates, que foi já premiado pelo Festival de Cinema de Tribeca.

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