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Wes Craven (1939-2015)

Texto: NUNO CARVALHO

Desaparece o realizador que ganhou reputação com “slashers” como “Pesadelo em Elm Street” e a série “Gritos”.

Morreu ontem, aos 76 anos, Wes Craven, um dos principais nomes do cinema de terror, que ganhou reputação sobretudo como realizador de slashers como Pesadelo em Elm Street e a série Gritos. Craven foi o criador de uma das personagens mais icónicas da história do cinema do género, Freddy Krueger (interpretado por Robert Englund), o famoso psicopata com o rosto queimado e uma luva com lâminas que entrava nos sonhos de um grupo de adolescentes, com consequências diretas na realidade. A ideia para criar essa personagem mítica foi inspirada por uma notícia que o realizador leu num jornal sobre um jovem que morrera na sequência de um pesadelo. Em meados da década de 90, iniciou a série Gritos (outra série de sucesso, cujos quatro filmes assinou), inventando a personagem de Ghostface para fazer uma leitura crítica e metaficcional das convenções e regras dos slasher movies.

Nascido a 2 de agosto de 1939, em Cleveland, Ohio, no seio de uma família batista, Wesley Earl Craven estudou Inglês e Psicologia, tendo obtido o grau de mestre em Filosofia e Escrita na Universidade Johns Hopkins. Durante um breve período foi professor de Inglês e de humanidades, antes de entrar na indústria do cinema como editor de som. Estreou-se nas longas-metragens em 1972, com A Última Casa à Esquerda. Realizou também, entre outros, filmes como Os Olhos da Montanha (1977) ou A Bênção do Anjo Negro (1981), no qual deu a Sharon Stone a oportunidade de ter o seu primeiro papel no grande ecrã. De resto, Craven era um descobridor de novos talentos, tendo proporcionado a Johnny Depp o seu primeiro papel de relevo no cinema, em Pesadelo em Elm Street (1984), um franchise em que assinaria ainda o último título da série, O Novo Pesadelo em Elm Street (1994), no qual a atriz Heather Langenkamp (protagonista do filme original) interpreta a sua própria pessoa, juntamente com o realizador, numa “história dentro da história” autorreferencial, revisionista e metafílmica.

Craven trabalhou quase exclusivamente dentro das fronteiras do cinema de terror, experimentando porém muitas das suas variações, tendo-se apenas afastado desse género codificado em Melodia do Coração (1999), drama musical protagonizado por Meryl Streep (que obteve uma das duas nomeações para os Óscares que o filme alcançou), e ainda no thriller Red Eye (2005), com Cillian Murphy e Rachel McAdams.

O realizador morreu ontem, na sua casa em Los Angeles, após lhe ter sido diagnosticado um cancro no cérebro.

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