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Queer Pop: Björk e Red + Hot no Cinema São Jorge

Texto: ANDRÉ LOPES

O Queer Lisboa volta a propor momentos de reflexão e debate centrados em conjuntos de telediscos que, este ano, destacam canções das coletâneas da Red Hot Organization e a videografia de Björk.

"All Is Full of Love", de Björk

Sendo uma secção regular do festival de cinema Queer Lisboa, a programação do Queer Pop propõe, ano após ano, um olhar (e um consequentemente pensar) sobre alguns momentos em que o cinema se cruza com a música popular, gerando criações autónomas que merecem ser consideradas enquanto objetos artísticos próprios. Aqui são recorrentemente apresentados programas em que o destaque é dado a artistas que de alguma forma pensam as suas obras de acordo com ideias ou propostas estéticas que desconstroem a heteronormatividade e problematizam estereótipos de género.

Este ano, esta secção conta com um primeiro programa centrado na organização internacional Red Hot. Fundada em 1990 e trabalhando desde então segundo o propósito de divulgar informação sobre o VIH e respetivas formas de prevenção, esta é uma organização que edita frequentemente compilações que juntam vários músicos, com o propósito de recolher fundos para campanhas de luta contra a sida. Em 2015, assinalam-se 25 anos desde a edição da primeira das compilações, que com o título de Red Hot + Blue, juntou nomes como Annie Lennox, Tom Waits ou Sinéad O’Connor, num alinhamento que será parcialmente revisitado nesta sessão que terá lugar no dia 20 de setembro, a partir das 18h30. Nesta sessão serão também apresentados telediscos de canções presentes noutras compilações da Red Hot, cuja particularidade lhes confere um estatuto já intemporal.

A 26 de Setembro, a música volta a ocupar o espaço da sala Montepio do Cinema São Jorge com a apresentação de um programa que sugere uma lógica de pensamento concreta sobre a videografia – bem como da totalidade da obra – de Björk. Não são raros os momentos em que os seus telediscos se revelaram como elementos absolutamente marcantes na história desse formato audiovisual, e a verdade é que muitos deles assentam em colaborações com nomes como Chris Cunningham ou Michel Gondry. Esta segunda sessão do Queer Pop tem a particularidade de pensar os vídeos da artista islandesa de acordo com duas perspetivas temáticas: o corpo e a natureza. Dessa forma, será apresentado um primeiro conjunto de telediscos que exploram o modo como as particularidades da existência corporal foram um mote fértil para a ilustração de narrativas visuais que se coadunam na perfeição com a poesia de Björk. Um segundo conjunto de vídeos será mostrado com o intuito de deixar clara a afinidade que a musicalidade destas canções nutre para com o contexto natural que nos rodeia e que nos influencia: desde o comportamento de micro-organismos até aos movimentos das placas tectónicas.

As sessões do Queer Pop acontecem na sala Montepio do Cinema São Jorge e têm entrada livre.

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