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11 perguntas a… Vítor Belanciano

Quem responde hoje às breves questões lançadas pela Máquina de Escrever é o Vitor Belanciano, jornalista que podemos ler nas páginas do Público.

1. O primeiro disco comprado.
O primeiro que me recordo de ter pedido à minha mãe para comprar foi o single da canção da banda-sonora da série da TV Sandokan.

2. Um filme marcante visto nos dias de infância.
A Mulher do Lado, um drama do François Truffaut, que vi por engano e do qual, compreensivelmente, não gostei. No entanto, o filme ficou-me. Quando o revi, anos mais tarde, percebi porquê.

3. Uma canção para escutar em repeat.
Há muitas canções a que regresso sempre, uma dela é What’s going on do Marvin Gaye.

4. O filme preferido.
Não sei se será o meu filme preferido, mas One From The Heart do Coppola, pelo filme em si, e também por toda a história que rodeou a sua feitura, é um daqueles a que gosto de regressar muitas vezes

5. Uma série de TV que nunca percas.
A última série de TV que nunca perdia, já lá vão uns anos, foi o Sete Palmos de Terra. Hoje não existe nenhuma que me provoque esse efeito.

6. Um músico que nunca vais deixar de ouvir.
Não acredito muito na ideia romântica da intemporalidade. Agora existem músicos que têm acompanhado a minha vida, nos seus bons e mais momentos criativos, e nos meus maus e bons momentos de vida. Um deles é Robert Wyatt.

7. Um realizador (de cinema) de eleição.
Muitos. Um deles, Coppola, o pai.

8. O último concerto a que assististe.
Beach House, no Armazém F, em Lisboa. Quer dizer, tentei, porque naquela sala, quando está cheia, como era o caso, não é fácil assistir ao quer que seja.

9. O mais recente filme que viste em sala.
Um documentário no festival Doc Lisboa do qual já não me recordo o nome, mas que era sobre as memórias de família, e do pós II Guerra Mundial, de uma velha mulher japonesa. Era muito simples: uma câmara fixa, uma mulher a falar e os sombreados do dia a revelarem que a conversa tinha começado de manhã e a noite estava a chegar. Gostei muito.

10. O livro que estás a ler.
Curso Urgente de Política para Gente Decente, do espanhol Juan Carlos Monedero, um dos fundadores do partido Podemos. Tenho lido pouca ficção ou poesia nos últimos anos. Muito ensaio. Tenho pena que em Portugal, na época convulsa que estamos a viver, não se aposte mais aí.

11. Um disco que tenhas comprado apenas por ter lido uma crítica.
O Remain In Light dos Talking Heads. Recordo-me de ter ficado entusiasmado ao ler a crítica – não sei onde, talvez na revista Musica & Som? – e de ter ido de imediato comprar o disco. Os Heads não me eram totalmente desconhecidos, mas também não era um conhecedor. Quando cheguei a casa coloquei o disco a tocar e detestei. Achei que nada tinha a ver com aquilo que conhecia dos Heads e soou-me tudo muito estranho. Estive na dúvida se o iria trocar ou não à loja. Lá ficou. Hoje é um dos meus álbuns preferidos de sempre. E ainda tenho esse disco em vinil.

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