Últimas notícias

As dez melhores séries de 2015 (nº 1 – “Mr. Robot”)

Estas foram as dez melhores séries de televisão de 2015, segundo o voto coletivo da equipa da Máquina de Escrever. E no número 1 está…

Estas foram as dez séries de TV mais votadas pela equipa da Máquina de Escrever. O método foi simples, pedindo a cada um que integra a equipa, independentemente das águas em que habitualmente navegue, que escolhesse as suas dez favoritas do ano, da soma das votações surgindo esta lista de dez.

1. “Mr. Robot”
de Sam Esmail
(USA Network)
Do triângulo das Bermudas definido por The Matrix com os seus hackers heróis, Fight Club com a sua raiva social, e V for Vendetta com os seus revolucionários anónimos, emergiu Mr. Robot, um aparente OVNI mas que afinal é puro sintoma do espírito do nosso tempo. Nesta série, já renovada para uma segunda temporada e com uma história planeada para cinco, um hacker solitário e idealista envolve-se com um grupo (aparentemente) empenhado em trazer a público as hipocrisias e negócios escuros de uma grande empresa. Mas é claro que tudo é mais complicado do que parece e a cada episódio é-nos arrancado o tapete debaixo dos pés. Desconcertante, paranóica, e completamente viciante, esta série foi uma grande pedrada no charco televisivo deste ano. – Daniel Barradas

2. “A Guerra dos Tronos”
de David Benioff e D. B. Weiss
(HBO)
Poder. Traição. Sexo. Vingança. Religião. Os ingredientes da quinta temporada de A Guerra dos Tronos, que não perdeu o fôlego das anteriores, explicam a contínua popularidade da série de fantasia inspirada na obra de George R. R. Martin. O formato da HBO, exibido por cá no Syfy, apresentou-nos este ano ao mundo de Dorne e deixou na memória cenas como a da humilhação de Cersei (Lena Headey) nua, a do ataque dos White Walkers ou a do seu final, que gerou um frenesim nas redes sociais e levou milhões a perguntarem-se: “Jon Snow (Kit Harington) morreu mesmo?”. Para além do habitual exemplar desempenho de Peter Dinklage, ficou de novo visível a atenção ao detalhe e em torno da fotografia e efeitos especiais – não é por acaso que cada temporada tem dez episódios: cada um custa cinco milhões de euros a produzir. – Nuno Cardoso

3.”BoJack Horseman”
de Raphael Bob-Waksberg
(Netflix)
É verdade que BoJack Horseman reflecte um mundo animado onde seres humanos e animais antropomorfizados convivem harmoniosamente em Hollywood. Mas por detrás desta fantasia está um retrato realista e complexo do negrume que é viver com uma depressão. Na sua segunda temporada a série criada por Raphael Bob-Waksberg ainda vai mais fundo na psicologia de BoJack Horseman, o protagonista que dá título à série, um cavalo com voz do incrível Will Arnett que, mesmo depois de, aparentemente, tudo estar bem na sua vida, continua a ser consumido pelas suas tendências auto-destrutivas e pelo seu egoísmo exacerbado. E, apesar de tudo, isto é uma comédia. – João Moço

4. “House of Cards”
de Beau Willimon
(Netflix)
No final da segunda temporada a ascensão de Frank Underwood atingia o topo, ao assumir a presidência. A menos que o império galático o chamasse para dar uma mãozinha lá para os lados de Jakku ou Tatooine ou onde quer que seja, a hora agora não era mais a de escalar, mas a hora era a de manter o estatuto e acautelar o ricochete de eventuais ecos do passado…  O quotidiano na Casa Branca – quer no plano político entre a equipa governativa e de comunicação e o espaço de vida familiar – revelou-se de magra expressão quando comparado com a maior riqueza da escrita e do conjunto de personagens de West Wing. Falta aqui um Aaron Sorkin para habitar a casa com maior fôlego nas ideias e até mesmo situações. Frank Underwood era nas duas primeiras temporadas uma personagem de ação rápida e de pensada ginástica de planos de bastidores. Na Casa Branca sentiu-se um estranho em terra estranha e perdeu um viço que, nesta terceira época, levou episódios a reativar. A terceira temporada de House of Cards deu assim a entender que a figura criada por Kevin Spacey é mais a de um lutador de bastidores do que a de um governante. Felizmente a equipa descobriu a “avaria” a tempo de a reparar.- Nuno Galopim

5. “Narcos”
de Andrew Black
(Netflix)
Por muito que a escolha de Wagner Moura seja criticável (talento à parte, havia mesmo necessidade de escolher um ator brasileiro, mais o seu espanhol macarrónico, para fazer de colombiano?), Narcos é um estrondoso sucesso em toda a linha. Nos dez excitantes episódios desta primeira temporada, que se devoram como se a nossa vida disso dependesse, conta-se, com maiores ou menores desvios à realidade, a história de como Pablo Escobar se tornou um dos grandes barões da droga e o cartel de Medellín se transformou na força motriz da disseminação da cocaína pelo globo, há quatro décadas. Tem duas nomeações para os Globos de Ouro (Melhor Série Dramática e Melhor Ator em Série Dramática – sim, Wagner Moura) e é, claro, mais um triunfo com a chancela da Netflix. – Mário Rui Vieira

6. “Sense8”
de Andy e Lana Wachowski e J. Michael Straczynski
(Netflix)
A premissa é estranha e a história, por vezes, complicada de seguir, mas Sense8 revelou-se um dos projetos mais inovadores que vimos nascer nos últimos anos. Quando oito cidadãos do mundo subitamente entram nas cabeças uns dos outros – culpa de uma Daryl Hannah renascida das cinzas – e conseguem sentir o que cada um dos outros sente, apesar de geograficamente afastados, o que acontece é… Percebermos que são as diferenças que nos tornam fortes. Cruzam-se os caminhos de um criminoso alemão, um inocente rapaz queniano, uma mulher transgénero ativista de São Francisco, um ator gay (no armário) mexicano, um polícia de Chicago, uma milionária (e mestre na arte do kickboxing) sul-coreana, uma DJ islandesa residente em Londres e uma farmacêutica indiana… E nós só conseguimos suspirar por mais. – M.R.V.

7. “Fargo”
de Noah Hawley
(FX)
Com a excelente primeira temporada, Fargo desfez logo todo o ceticismo que pudesse haver sobre se valeria a pena voltar ao universo do filme oscarizado. Com a segunda, ao anunciar uma prequela (a história desta vez passa-se em 1979), mais uma vez temia-se o pior. Mas afinal, era só a fasquia subir a uma altura impensável. Fargo não só salta airosamente por cima das mais altas expectativas, como faz o salto mortal, aterra segura e deixa-nos de boca aberta. Não devia ser possível haver televisão tão elegante e eficiente, tão empolgante e inteligente. Atirem-lhe com prémios que merece-os todos. – D.B.


8. “The Leftovers” 
de Damon Lindelof e Tom Perrotta
(HBO)
Dois por cento da população mundial desapareceu, simultaneamente e sem deixar rasto, num único dia. Esta é a premissa da série The Leftovers, mas não é isso que a torna especial. Os criadores Damon Lindelof (também de Lost) e Tom Perrotta não perdem muito tempo com o desaparecimento propriamente dito, mostrado apenas em analepse no penúltimo episódio da primeira temporada, centrando-se antes na maneira como esse fenómeno afectou uma pequena localidade – Mapleton, Nova Iorque, na temporada anterior, e Jarden, Texas, agora – e os seus habitantes. Nem todos os episódios são perfeitos, e há muitas escolhas questionáveis, mas nos melhores dias, The Leftovers está ao nível da melhor televisão e do melhor cinema americano. E isso é uma raridade. – Luís Filipe Rodrigues

9. Broad City
de Ilana Glazer e Abbi Jacobson
(Comedy Central)
Ainda existirem pessoas em 2015 que questionam, sem ponta de ironia, se as mulheres têm tanta piada quanto os homens é tão ridículo e absurdo que nem dá para rir de vergonha alheia. Mas acontece, mesmo que exista uma série como Broad City, criada e protagonizada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson. O que poderia ser uma narrativa banal – o quotidiano de duas melhores amigas que vivem em Nova Iorque – torna-se em Broad City numa das séries mais importantes da actualidade. Importante não só porque Ilana Glazer e Abbi Jacobson são duas excelentes humoristas e improvisadoras (ambas estudaram na Upright Citizens Brigade por onde passou, entre muitos outros, Amy Poehler, produtora executiva da série), mas por retratarem aqui a amizade feminina sem competições, abordando todos e quaisquer assuntos (sexo, drogas) de forma despreocupada, sem agendas pré-definidas. – J.M.

10. Homeland
de Howard Gordon e Alex Gansa
(Showtime)
Carrie Mathison (Claire Daines) ainda é a personagem principal de Homeland, mas à quinta temporada deixou o trabalho na CIA e vive em Berlim, num dia-a-dia (quase) normal. Mas esta série já não é mesmo assim o que era há cinco anos e não avançou por tão bons caminhos desde que perdeu, à terceira temporada, o primeiro protagonista, o prisioneiro de guerra Nicholas Brody. A vida continuou no ecrã. Os americanos continuam a ser os good guys que correm mundo atrás dos bad guys. Há good guys que afinal são bad guys e good guys que parecem ser super-heróis. E Carrie, uma mãe dedicada e profissional competente, mas com a intrincada personalidade, dividida entre a preocupação e a insanidade. – Rita Rocha

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: