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Os melhores ‘comics’ de 2015

Texto: LUÍS FILIPE RODRIGUES

Nunca foi tão fácil passar ao lado da Marvel e da DC como em 2015. E, também por isso, nunca foi tão fácil ler livros de banda desenhada bem feitos e consequentes, sem fugir muito do mainstream como em 2015.

“Zero”, de Ales Kot, Jordie Bellaire et al.

É verdade que as duas grandes editoras continuam a ser responsáveis mais de metade das vendas de comics nas lojas especializadas, mas isso importa cada vez menos, sobretudo num contexto como o atual, com públicos e canais de distribuição cada vez mais diversificados. E uma consequência direta desta relativa perda de influência é a fuga de cérebros da Marvel, e em menor grau da DC, rumo à Image e outros selos editoriais. É o caso de Jonathan Hickman, um dos arquitetos do universo Marvel desde o final da década passada, Rick Remender e Kieron Gillen, duas das suas estrelas ao longo dos últimos anos dez, ou Ales Kot, que há um ano era um dos nomes em ascensão por aquelas bandas. Todos eles deixaram de escrever para a Marvel para se concentrarem na Image nos últimos meses.

Não foi só por isso, contudo, que 2015 foi um ano de transição para a Marvel e a DC. Ambas continuaram a diversificar as respetivas linhas editoriais, apostando em livros formal e estilisticamente heterogéneos e dando um maior relevo às mulheres e minorias nas suas histórias – isto apesar de a maior parte dos livros continuar a ser escrita por homens brancos heterossexuais.

Enquanto os dois líderes de mercado estão concentrados em meter a casa em ordem, há muita coisa boa para ser lida noutros lados. É importante destacar a Image Comics, que continuou a crescer e se impôs como a terceira editora mais forte da indústria americana, e a primeira escolha dos grandes escritores de BD que querem lançar novos projetos. Mesmo assim, não deixou de apostar em livros arriscados e recompensadores, ainda que pouco lucrativos (como Material, de Ales Kot e Will Tempest, ou a antologia Island, coordenada por Brandon Graham e Emma Ríos) intercalados com projetos comercialmente mais viáveis e seguros.

Paralelamente, e indiferentes aos caprichos do mainstream, editoras de romances gráficos como a sempre essencial Fantagraphics, a Drawn & Quarterly ou a cada vez mais importante First Second continuaram a lançar alguma da melhor banda desenhada americana, independente do estilo de desenho ou assunto abordado.

1. “Zero”, de Ales Kot, Jordie Bellaire et al. (Image)
2. “Southern Bastards”, de Jason Aaron e Jason Latour (Image)
3. “Killing and Dying”, de Adrian Tomine (Drawn & Quarterly)
4. “The Tomorrows”, de Curt Pires, Adam Metcalfe et al. (Dark Horse)
5. “Material”, de Ales Kot e Will Tempest (Image)
6. “Fante Bukowski”, de Noah Van Sciver (Fantagraphics)
7. “Sam Zabel & The Magic Pen”, de Dylan Horrocks (Fantagraphics)
8. “Island”, de Brandon Grahah, Emma Ríos et al. (Image)
9. “The Omega Men”, Tom King, Barnaby Bagenda, Romulo Fajardo Jr. e Toby Cypress (DC Comics)
10. “The Sculptor”, de Scott McCloud (First Second)

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