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1989. Em tempo de revisitar uma década

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Editada em 1989, “Decade”, a primeira antologia dos Duran Duran, traçou um retrato dos grandes momentos que a banda viveu nos anos 80 através de um alinhamento que juntava 14 singles.

O impacte que a música dos Duran Duran teve sobre a década de 80 e a forma como a sua história se ajustou a algumas das grandes “novidades” da década – entre elas a entrada em cena do teledisco e a alvorada da era MTV – cedo deixou claro que seriam desde logo lembrados como uma referência daquele tempo. A preguiça de quem age por nostalgia é que depois não deu ouvidos a outros momentos da sua obra igualmente marcantes, sobretudo os da presente década, mas esse não é um problema exclusivo da obra de uma banda cuja vida cruza várias décadas.

Apesar de terem começado a carreira em 1978 só em 1980 encontraram a formação com que se apresentaram em disco. E, de facto, ao terem um primeiro single em 1981, acabaram por ser um dos nomes que, de fio a pavio, cruzou os oitentas. Não admirou que, em 1989, ao fechar a década, editassem um primeiro best of a que chamaram, simplesmente, Decade. O alinhamento, de 14 temas, traduz um olhar transversal sobre os cinco álbuns de estúdio editados na década, juntando ainda The Wild Boys e A View to a Kill. A grande diferença surge na edição brasileira, que troca All She Wants Is por A Matter of Feeling (do álbum Notorious).

Não era ainda hábito (apesar de haver já exemplos), o de juntar um ou mais inéditos em hora de apresentar um best of. Mas de facto houve um. Tratava-se de Burning The Ground, uma colagem de elementos de canções dos Duran Duran, lançado em single pouco antes de editada a antologia, mas excluída do seu alinhamento. Uma má decisão editorial, note-se.

O melhor de Decade é o trabalho de design gráfico, por Stephen Sprouse, que definiu também o grafismo da capa de Burning the Ground.

A segunda grande antologia surgiu em 1998, numa altura em que se assinalava o fim de um relacionamento do grupo com o grupo EMI. Greatest fazia então nova incursão pela memória, juntando como “novidade” o recente Electric Barbarella, que era relativamente desconhecido já que o álbum Medazzaland (de 1997) tinha apenas sido lançado nos EUA e Japão.

De então para cá a discografia dos Duran Duran só voltou a conhecer antologias de primeiro plano com as caixas Singles Box Set 1981-1985 (de 2003) e Singles Box Set 1986 – 1995 (de 2004), que juntavam (com pontuais omissões) a integral dos temas surgidos em todos formatos de todos singles do grupo lançados entre Planet Earth e White Lines (Don’t Do it), ou seja, os que correspondem à etapa em que estiveram na Parlophone.

O restante volume de compilações dos Duran Duran correspondem a lançamentos mid price ou budget, alguns deles de âmbito local. Esta discografia de compilações recorda habitualmente temas da etapa EMI, na sua maioria fechando mesmo os alinhamentos em memórias dos anos 80. Incluem-se aqui títulos como Night Versions (1998), Original Gold (1999), The Essential Collection (2000), The Biggest and The Best (2012) ou Greatest Hits on CD & DVD (2012), entre outros mais, por esta face da discografia havendo compilações associadas a outras séries ou marcas, fora portanto da “obra” canónica do grupo.

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