Novos lançamentos: Christie, Wolitzer e Gárdos
“O Aprendiz de Gutenberg”
de Alix Christie
390 págs, Saída de Emergência
Com vida feita inicialmente na área de San Francisco (Califórnia) e hoje a residir em Londres, Alix Christie é, além de autora, jornalista e tipógrafa. E terá sido do processo de aprendizagem das artes da tipografia, que a teve a dada altura como aprendiz de dois mestres californianos, que Alix Christie encontrou o ponto de partida para o interesse pela figura de Gutenberg e dos primórdios da impressão de livros que a, entretanto a conduziram a este livro. Romance histórico, narra episódios na vida de um jovem ambicioso, a quem o trabalho de caligrafia destinava a uma carreira de sucesso em Paris. Levado a Mainz conhece aí Gutenberg, cuja invenção ameaça a arte em que era já exímio. E é num conflito entre hábitos antigos e uma revolução que vive a criação da famosa Bíblia de Gutenberg, o primeiro livro impresso da história.
“A Mulher”
de Meg Wolitzer
288 págs., Teorema
Com o seu romance Os Interessantes (de 2013), que a Teorema também publicou entre nós, as escritora norte-americana Meg Wolitzer ganhou certamente uma multidão de admiradores, revelando o livro ser uma peça capaz de marcar (como poucos) toda uma geração. A Mulher precede esse épico precisamente dez anos. Originalmente publicado em 2003, traduz um dos exemplos de uma escrita observadora que, aqui, foca o universo da conjugalidade, cruzando-o com memórias de opções em tempos tomadas e o peso que as suas consequências podem vir a ter alguns anos depois. Depois de ter visto um outro romance seu a ser adaptado ao cinema por Nora Ephron, A Mulher será levado ao ecrã por Frances McDormand, num filme que contará com Glenn Close no papel protagonista.
“Carta à Mulher do Meu Futuro”
de Petér Gardós
223 págs., Alfaguara
A partir de uma descoberta de cartas trocadas entre os seus pais, o realizador de cinema Péter Gardós criou um romance e, dele, fez entretanto nascer uma adaptação ao cinema que recentemente teve estreia por ocasião da Judaica – Mostra de Cinema e Cultura. Nascido em Budapeste em 1948, o húngaro Péter Gardos parte dessas cartas trocadas quando os seus pais estavam na Suécia, depois de terem sido libertados dos campos de contração para os quais haviam sido enviados durante a II Guerra Mundial. O livro narra a história (real) de um jovem húngaro que, feito pele e osso, sobreviveu a Bergen Belsen e, agora, sabendo que há 117 mulheres húngaras a viver em campos de refugiados, escreve a cada uma, esperando que as suas palavras e caligrafia as possam seduzir. O romance, antes mesmo da sua adaptação ao cinema, fez história ao merecer grande destaque na edição de 2015 da Feira do Livro de Londres. – N.G.

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