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11 perguntas a… Pedro Gonçalves

Fez carreira nos jornais e na rádio, com a música no foco das atenções. Hoje trabalha em publicidade. E fala-nos dos seus discos, livros, filmes e séries de televisão.

1. O primeiro disco comprado.
Descontando os discos que, sem grande critério mas com muito sucesso entre mim e o meu irmão (destaco, entre eles, um vinil dos palhaços Los Rudi Lata), existiam em casa dos meus pais, o primeiro que quis conscientemente ter foi o single China Girl, de David Bowie. Não consigo imaginar porquê. Foi uma compra por impulso e aconteceu numa loja de discos cuja identidade tento em vão há anos recordar. Pedi aos meus pais e eles deram-me. Só mais tarde começaram a chegar a casa, via Euroclube, as edições em vinil dos álbuns dos Smiths com selo Transmedia.

2. O filme mais marcante visto na infância.
Direi dois e deixarei ao critério de especialistas se falamos de infância ou adolescência: Beat Street, que me recordo de ver sozinho aos 12 anos e de ter ficado fascinado com aquele primeiro contacto com o hip hop e o breakdance; e Os Goonies, que vi com 13 anos, por fazerem qualquer puto que deambulou pelos anos 80 acreditar que havia coisas maravilhosas para descobrir para lá do eixo Benfica – Damaia.

3. Um livro que tenha mudado a vida.
Muito provavelmente, se não tivessem sido as crónicas de Miguel Esteves Cardoso compiladas em A Causa das Coisas em 1986 eu não teria tentado fazer qualquer coisa da minha escrita. E hoje não estaria aqui a responder a estas perguntas.

4. Uma série a não perder.
Verão Azul, obviamente. Mas também Monty Python’s Flying Circus, Black Adder, A Balada de Hill Street, This is England, Mad Men, The Office, Breaking Bad, House of Cards e, actualmente, Vinyl. E deixo para o fim um pecado que levei algum tempo a perdoar: só ter visto The Wire meia dúzia de anos depois de terminar.

5. O mais recente filme visto no cinema.
A inenarrável sequela do extraordinário Point Break, ou Ruptura Explosiva, na criativa tradução portuguesa. É absolutamente lamentável. Temo pelo que possa acontecer a Trainspotting.

6. A canção que mais vezes foi escutada.
Sou muito pouco dado a listas e estatísticas, mas não mentiria se dissesse que é uma entre várias do álbum The World Won’t Listen, dos Smiths.

7. O livro a ser lido neste momento.
Boy, Interrupted: Memoir of a Former Smith, de Dale Hibbert.

8. O músico preferido.
Os Smiths. Sempre.

9. O autor com mais livros lidos.
Muito provavelmente, Enid Blyton. Não me lembro de ler 21 livros de qualquer outro autor. Falo d’Os Cinco, como é evidente.

10. O mais recente concerto assistido.
Por mais bizarro que pareça, até porque não terá sido há tanto tempo quanto isso, não consigo lembrar-me. Mas como sabia que esta pergunta viria à baila, para compensar o embaraço fui ao fundo da internet à procura de referências ao primeiro concerto que vi por vontade própria (na realidade, por vontade e convite do meu amigo Rui Vieira): Xutos & Pontapés, GNR e Essa Entente no Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, a 7 de Fevereiro de 1988. Tinha 15 anos e lembro-me mais facilmente do que tinha vestido nesse dia do que do último concerto que vi.

11. Se tivesses de escolher uma canção de Morrissey, seria…
Estás a pedir-me que escolha, entre os 20 dedos que tenho nas mãos, aquele que salvaria de um ataque de ratazanas esfomeadas. Aqui vai: hoje é November Spawned a Monster, amanhã pode ser Late Night, Maudlin Street e no dia seguinte Speedway. Se a Morrissey juntarmos os Smiths, a lista estende-se até ao fim dos tempos.

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