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11 perguntas a… Samuel Úria

No momento em que edita o álbum “Carga de Ombro”, Samuel Úria fala sobre os seus discos, livros, filmes e séries de televisão.

Foto: Rita Carmo

1. O primeiro disco comprado.
Uma falta de memória vergonhosa para um músico, mas não consigo recordar-me com certeza. Lembro-me, ainda assim, de ter dado alguns escudos a um colega do 6.º ano para ele me gravar um best of dos Bee Gees numa k7.

2. O filme mais marcante visto na infância.
Ia dizer o Goonies, mas entretanto lembrei-me do Birdman of Alcatraz que recordo assistir com o meu avô numa Lotação Esgotada da RTP. Nunca o revi (e até comprei o DVD) para não adulterar a memória perfeita que dele tenho. Mesmo sem rever, arrisco a certeza de que o Birdman of Alcatraz é melhor do que o Birdman de Iñárritu.

3. Um livro que tenha mudado a vida.
Sem dúvida a Bíblia. E se a levar na hipotética mochila de refugiado até posso vir a ser Presidente da República.

4. Uma série a não perder.
Correndo o risco de adensar o maior chavão televisivo, The Wire é a série a não perder. Ando a revê-la de forma regrada: uma temporada por ano como deve ser.

5. O mais recente filme visto no cinema.
O Rio do Ouro do Paulo Rocha

6. A canção que mais vezes foi escutada.
Possivelmente a Way Down in the Hole do Tom Waits. Não só por ter ouvido mil vezes o álbum Franks Wild Years, mas também porque é o genérico daquela série que escolhi ali atrás na pergunta 4. Em quase todos os meus discos aparecem blues em tom menor e essa canção do Waits não estará isenta de culpas.

7. O livro a ser lido neste momento.
Moderadamente técnico, mas conta. Drawing from Life do Joe Kubert está, literalmente, ao meu lado neste momento.

8. O músico preferido.
Um gajo tricéfalo, com as cabeças de Dylan, Cohen e Cash, é o meu músico preferido.

9. O autor com mais livros lidos.
Tendo em conta a minha dieta na pré-adolescência (o período mais ávido de leitura) suspeito tratar-se de um cavalheiro oitocentista. Verne, Conan Doyle, Twain: qualquer destes arrisca-se a ser a resposta certa.
… mas depois há a BD. Aí Charlier, Eisner, Pratt ou Goscinny. A resposta continua a ser múltipla, não dá para apurar um com certeza.

10. O mais recente concerto assistido.
Creio que o último foi do Matt Elliott na Casa Independente.

11. Um disco ao qual dirias em tempos que não lhe tocarias e agora dele gostas muito…
Curiosamente, alguns discos do Springsteen podem fazer parte desta lista. E uso o “curiosamente” porque hoje é um dos meus músicos preferidos. Quando eu era miúdo o Springsteen aparecia tão destacado que fui acometido por esse horrível preconceito – aquele que suspeita da qualidade quando há popularidade. Já teria uns 18 anos quando as coisas começaram a mudar. Hoje é um amor assolapado.

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