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It was 50 years ago today…

Texto: NUNO GALOPIM

Editado a 5 de agosto de 1966 o álbum “Revolver” abriu novos horizontes à música dos Beatles e, no mesmo ano de “Pet Sounds” abriu caminho a novas possibilidades de criação em estúdio.

Editado em Agosto de 1966, Revolver é um dos álbuns dos Beatles apontado muitas vezes como o seu melhor (estatuto que, dividindo naturalmente opiniões com Sgt. Peppers, The Beatles ou Abbey Road).

Este é o disco que confirma definitivamente os sinais de mudança tenuemente levantados em Help! e depois reforçados em Rubber Soul. Aprofunda sobretudo a relação com o trabalho de estúdio, com resultados evidentes seja na gestão cénica de efeitos (recrutados em fitas do arquivo de Abbey Road) em Yellow Submarine, seja no visionário Tomorrow Never Knows, tema que encerra o alinhamento e traduz um claro interesse do grupo pelas mutações em curso na linha da frente do underground pop/rock londrino (ler a emergência do piscadelismo, que assim conta este como um dos primeiros álbuns a reflectir esse presente em construção).

Revolver é um disco intenso, rico em acontecimentos nas mais variadas frentes, desde logo no departamento da escrita, revelando não apenas interessantes evoluções em Lennon e McCartney, como apresentando com maior protagonismo que até então a presença de George Harrisson, que assina três temas, entre os quais o eléctrico Taxman ou o encantatório Love You To, que reforça um interesse pela música indiana que já dera sinais de presença no disco anterior.

Se a música traduz um olhar em frente, a capa por seu lado assinala um reencontro com memórias. Em concreto com o velho amigo Klaus Voorman, que tinham conhecido nos dias de Hamburgo. Voorman compôs uma imagem feita de desenho e colagens, usando fotografias de Robert Whittaker tiradas nos últimos anos. Colocando-se discretamente a si mesmo numa fresta entre os cabelos de George Harrisson…

Revolver foi editado numa altura em que os Beatles estavam a chegar ao fim da sua relação com o palco. A sua última digressão surge depois do disco, contudo sem as novas canções levadas aos alinhamentos ao vivo, dado que eram composições mais elaboradas que nunca, criadas em ambiente de estúdio.

Nos EUA o álbum saiu com a mesma capa e título, contudo com alinhamento reduzido a 11 temas, uma vez que o recentemente editado Yesterday and Today já tinha antecipado três canções de Revolver. O disco atingiu o número um em diversos territórios e hoje é frequente presença em listas dos melhores discos de sempre.

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