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Leituras para quem anda pela galáxia…

Texto: NUNO GALOPIM

Entre a oferta que entra em cena para assinalar os 50 anos de “Star Trek” há vários livros. Escolhemos três. Uma memória. Um olhar científico… E um guia turístico!

Não é a primeira vez que alguém assina uma história do universo Star Trek. Mas o que Marcus Berkemann nos propõe em Set Phasers To Sun é, mais do que um acumulado de factos e das suas respetivas contextualizações, uma visão comentada de 50 anos de criações. Colaborador semanal do Independent e frequentemente presente nas páginas no Daily Mail, é um confesso admirador do universo que Gene Roddenberry criou nos anos 60. Conhecedor de causa, sabedor dos acontecimentos e suas consequências e, com toda a história televisiva e cinematográfica na ponta da língua, faz desta memória um percurso explicado, e inevitavelmente pessoal, de meio século de aventuras projetadas por onde o homem nunca antes tinha ido.

Como em qualquer texto onde a presença do autor é claramente marcada – e é isso o que faz a diferença entre as visões ao jeito de enciclopédia e as memórias vivenciais devidamente habitadas – Marcus Berkmann valoriza o que mais o entusiasmou nestes 50 anos de criações. E por isso dedica parte significativa à série clássica dos anos 60 (revisitando muitos dos episódios, que aqui comenta), concedendo igualmente destaque à Next Generation. O cinema tem algum impacte também nestas páginas, cabendo aos outros spin offs uma presença também crítica, embora mais discreta. O autor tropeça apenas na sua birra com o segundo filme de J.J. Abrams, aqui lembrando-nos de como, por vezes, mesmo no mais informado e bom comunicador dos fãs, há sempre uma costela emocional (coisa que Spock e Data resolveriam) que por vezes fala mais alto. E nesse caso, convenhamos, excede-se um pouco. Até porque há quem ache o filme bem interessante (e aí eu digo “presente!”)…

O facto de ser um título não oficial dá liberdades ao autor, uma delas a possibilidade de, no final do volume, nos apresentar um guia dos episódios da série clássica e da Next Generation, cada um classificado de uma a cinco estrelas. Falta, apenas, um caderno com algumas imagens para compor a coisa.

E agora, algo… completamente diferente. Publicado pela National Geopgraphic, com prefácio de William Shatner, Star Trek: The Official Guide To Our Universe, de Andrew Fazekas, é um volume de 237 páginas, com capa dura, que, profundamente ilustrado, nos dá a ver o que a ciência hoje sabe sobre o universo (com sugestões de observações) e junta, em doses discretas, olhares sobre algumas das invenções tecnológicas que, ao longo de 50 anos, foram surgindo entre os episódios e os filmes.

Num plano mais de “ficção” há a assinalar a edição de Star Trek: Vulcan um livro de 160 páginas com texto de Dayton Ward e ilustrações de Livio Ramondelli e Pater Markowsi, que aborda o planeta onde nasceram Spock, Sarek ou T’Pau (a senhora, não a banda) ao jeito de um guia turístico. Não faltam mapas, lugares “a não perder”, notas sobre paisagens, edifícios e costumes… Um bom companheiro a títulos de calibre semelhante antes já editados em volta deste universo como, por exemplo, o delicioso dicionário de Klingon (que vinha acompanhado com uma cassete para treinar a pronúncia). A imaginação ainda não se esgotou por estes lados!

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