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O sobrevivente a quem colocam o mundo nas mãos

Texto: NUNO GALOPIM

No ritmo “clássico” de um episódio a cada semana, a nova série da Netflix “Designated Survivor” lança um thriller com ingredientes políticos com a Casa Branca por cenário central e Kiefer Sutherland como protagonista.

O chamado ‘designated survivor’ é uma figura fundamental para a eventual sucessão presidencial nos EUA em caso de calamidade. E existe para que, numa ocasião em que estejam reunidos num mesmo local os mais altos cargos do poder executivo, possa haver alguém capaz de assegurar a continuidade da governação na eventualidade de surgir uma situação que não deixe nenhum deles com vida. Todos os anos, durante a comunicação presidencial conhecida como ‘State of The Union’ há sempre alguém do executivo que é posto de lado, num local desconhecido e sob vigilância, que fica assim pronto para a eventualidade. Tem contudo de obedecer aos requerimentos mínimos para poder exercer o cargo: ser natural dos EUA, ter mais de 35 anos de vida e mais de 14 deles passados no país. É o que acontece com Thomas Kirkman, personagem que Kiefer Sutherland veste em Designated Survivor, uma nova produção da Netflix que, para contrariar aquela lógica mais frequente de oferta imediata de toda uma época de uma só assentada, retoma a velha rotina do episódio semanal… E não parece estar a ser má ideia, já que a vontade de ver o que se passa a seguir vai fermentando ao longo de sete dias… Tal como tantas vezes acontecia noutros dias, com outras séries.

Designated Survivor coloca-nos perante um ataque em tudo inesperado, que destrói o Capitólio durante o ‘State of the Union’, aparentemente não deixando sobreviventes. Apontado nesse mesmo dia como ‘designated survivor’ (apesar de acabar de ter sido convidado a deixar o executivo para tomar um cargo de prateleira dourada), o Secretário da Habitação acompanha, com a mulher, o discurso. Ao mesmo tempo que tenta, ao telefone, convencer a filha (bem pequena) a ir dormir. E sem saber que, numa discoteca da cidade, o filho (adolescente) está a fazer negócios ilícitos… Quando o atentatdo o obriga a rumar à Casa Branca e jurar a constituição, sabemos já quem é e que relações tem com aqueles com quem vive e com quem trabalha… Agora, em tempo de crise, uma figura sem “visual” nem “voz” presidencial terá de se reinventar para não só ter de enfrentar uma comunicação ao país, como os quadros militares e diplomáticos num momento de crise que a todos coloca à prova…

O episódio piloto – que está já disponível no Netflix português – lança de forma clara a trama, abrindo uma outra frente narrativa entre os agentes do FBI que têm em mãos a tentativa de compreender o que sucedeu e tentar encontrar os autores do ataque ainda não reivindicado. E tudo parece indicar que, desta vez, podem não ser os suspeitos do costume…

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