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A ousadia de inventar o futuro

Texto: NUNO GALOPIM

Uma nova antologia dos Human League conta-nos a história de uma banda com um papel pioneiro na história da pop eletrónica, recordando episódios desde os seus primeiros discos até aos que gravaram depois da viragem do milénio, num tempo em que eles mesmos sabem que a nostalgia é o que lhes vale a atenção que ainda hoje recai sobre a sua música.

Chegou hoje aos escaparates das novidades uma antologia que cruza a discografia dos Human League de fio a pavio. Começa assim por recuar aos dias em que o single Being Bolied (1978) representou um ousado esforço pioneiro na construção de uma visão pop unicamente feita com a ajuda de sintetizadores e fitas pré-gravadas. Sem guitarras. Sem baterista… Foram dos primeiros a assimilar em solo britânico e em contexto pop ideias escutadas em discos que vinham da Alemanha, repensando paradigmas na relação instrumental da música pop que, afinal, estavam a inventar um futuro que ali dava importantes passos pioneiros.

Cronologicamente ordenado, o alinhamento junta essencialmente os singles editados desde então até ao mais recente Credo (2011), juntando um ou outro lado B, sem esquecer peças menos mediatizadas da etapa anterior a Dare! como o EP The Dignity Of Labour (1979) ou o EP Holiuday 80 (1980) do qual é aqui recordada uma versão de Nightclubbing, clássico criado em parceria entre Iggy Pop e David Bowie, que recorda que não era só na escola “eletrónica” que os Human League encontravam as peças que os haviam formado.

Segue-se a cisão interna que originou dois grupos distintos, Martyn Ware e Ian Craig Marsh partindo para formar os Heaven 17 e ficando Phil Oakey com a condução dos destinos dos Human League rumo a um destino mais pop e luminoso que em breve teria resultados maiores em Dare! (1981), o seu álbum de referência que nos deu clássicos da pop eletrónica desses dias como Love Action, Don’t You Want Me ou Open Your Heart. E convenhamos que mora entre a alma desse álbum a essência de uma nova visão pop que mudou o panorama da música popular, semeando descendências que ainda hoje são consequentes.

Uma difícil relação com o sucesso ditou caminhos criativos menos afinados daí em diante, umas vezes com bons discos, outras nem por isso. Hysteria (1984), sucessor de Dare! tardou a nascer e revelava já sinais de dúvida sobre que caminho tomar. Crash (1986) afinava uma opção estética mais clara ao chamar a bordo os produtores Jimmy Jam e Terry Lewis e, com eles, uma incursão pelo R&B que, 30 anos depois, soa a coisa datada e a tiro inconsequente. Igualmente inconsequente seria Romantic? (1990), tentativa de reinvenção com novo line up mas com ementa fraca de novas canções.nNo plano da relação com o grande público as coisas correram menos mal em Octopus (1995), um álbum de tentativa de regresso após novo hiato. Decididamente melhor seria depois Secrets o álbum que, em 2001, os acompanhou revigirados num momento em que as canções e memória da banda entravam no circuito da nostalgia…

Em tempo de assinalar este reencontro com memórias dos Human League, deixo aqui uma série de perguntas e respostas que resultam de conversas que fui tendo com o vocalista Phil Oakey ao longo dos tempos. Algumas feitas para jornais, outras usadas em versões com extras no Sound + Vision. O que se segue, aqui, é assim uma montagem que cruza vários desses episódios.

Qual o segredo que mantém uma banda por quase 30 anos?
Talvez o facto de sermos únicos. Não no sentido de sermos geniais, mas por não termos concorrência. A maior parte das bandas são um pouco parecidas com outras bandas. E nós tentámos sempre ser diferentes. Há bandas que soam a Ramones, a Motorhead, a Kraftwerk… Nós temos uma identidade.

A nostalgia explica as plateias que ainda hoje juntam à vossa frente?
Creio que a base que justifica o nosso público é a nostalgia, sim… Apenas porque estamos aí… Mas também tivemos muita sorte de ter participado na criação de um novo som. Antes de nós não havia nada igual…

Antes de vós a pop fazia-se essencialmente com guitarras. O que vos levou a imaginar que a pop seria também possível só com sintetizadores?
Em primeiro lugar éramos admiradores da música pop. Gostávamos de algum rock progressivo, como os Van der Graaf Generator. E um de nós, o Martyn Ware, confessou que gostava dos Slade. Então resolvemos não ser pretenciosos, não ser arty. Não íamos fazer música de vanguarda. Íamos fazer pop. Adorávamos Donna Summer e os Abba. Eu trabalhava como porteiro e tinha acesso livre a telefones. E havia uma linha para a qual podíamos ligar e ouvir álbuns pop inteiros. Cada vez que saía um disco novo dos Abba ouvia-o inteiro. Cada um era melhor que o anterior! Além dos discos, houve a influência do filme A Laranja Mecânica, que também nos marcou bastante.

O vosso palco ideal seria o Korowa Milk Bar?
Sim, mas menos sexista.

Foi porteiro de um hospital e de um teatro… E trabalhou numa livraria universitária. Como é que a música o roubou a esses empregos?
Conhecia o Martyn Ware e o Ian Marsh, que tinham um grupo. Desentenderam-se com um outro tipo que trabalhava com eles. E juntei-me a eles. Creio que me chamaram porque era alto… Acho que foi a única razão…

Já tinha aquele penteado bizarro que depois fez escola?
Já o tinha antes. Já o tinha quando trabalhava no hospital e no teatro. Era mais comprido de um lado que do outro.

Quando o grupo começou, o trabalho com os sintetizadores era já uma certeza para os Human League?
Essa era a ideia dos músicos que criaram o grupo percursor dos Human League, que se chamava The Future [e que mais tarde saíram para formar os Heaven 17, mais concretamente Ian Craig Marsh e Martyn Ware]. Eu também só queria trabalhar com sintetizadores. Ainda hoje sinto que só me sinto bem a lidar com sintetizadores, até porque não domino nenhum outro instrumento. Perco-me… Se um músico entra em estúdio para tocar guitarra é porque eu não posso dar o meu contributo nesse momento. Nem sei mesmo ver, se algo soa mal, o que é que está errado. É um mistério para mim.

Antes de vós, Gary Numan teve um número um com Are Friends Electric?  Esperavam que a pop feita com electrónicas alcançasse o êxito que de facto veio a ter?
Todos o sabíamos. A única questão em aberto era ver quem seria o primeiro [a ter um single no número um]. Creio que começámos bem, com bons concertos e um par de álbuns interessantes, mas no início havia gente a fazer música mais comercial e, devo dizer, bem melhor do que a nossa. Veja-se o Electricity dos Orchesltral Manouevers in the Dark…

Já compunha canções antes de se juntar aos Human League?
Não, de modo algum… De resto, nessa altura estava casado e a minha mulher dizia que eu não sabia cantar! Foi com graças ao Martyn e do Ian que consegui aprender a fazer música. Quando pequei na letra do Being Bolied, por exemplo, não consegui encontrar o ritmo à primeira. Os amigos ajudaram-me muito.

Os Human League são uma banda da grande familia pós-punk britânica. Porque foi esse período tão criativo?
Foi muito criativo sim. E uma das razões foi o facto de termos tentado afastar de nós uma ideia de elitismo. Mas para mim o período mais criativo de sempre foi o do disco. O nascimento do disco, a sua capacidade para optar por sintetizadores, cordas ou mesmo xilofones… Não havia limites! E acima de tudo havia sempre um protagonismo na abordagem à voz.

Que impacte tiveram em vós os pioneiros electrónicos de 70?
Foram referências fundamentais. Não escutávamos muito os Tangerine Dream… Não conhecíamos então os Can que, para ser honesto, que só depois aprendi a conhecer… Já os Kraftwerk tiveram outro impacte, até porque nos mostraram, claramente, o que podíamos fazer. Havia também outros nomes que nos influenciaram então, como Jean Michel Jarre, o Daniel Miller e também Giorgio Moroder… De resto, I Feel Love, de Moroder, foi uma peça fundamental para nós. Queríamos ser uma espécie de novos Donna Summer(s)…

Mas com um clima mais sinistro…
Era verdade, talvez por sermos uns rapazes do Norte de Inglaterra que tinham visto muitos filmes de ficção científica.

É isso que define o “ambiente” de Sheffield, de onde vêm?
Sem dúvida.

Como justifica o facto de Sheffield nos ter dado tantas bandas electrónicas na alvorada de 80?
Nunca obtive uma explicação definitiva para esse facto. Éramos uma cidade muito continental… O único lugar onde vou e sinto haver afinidades com Sheffield é a cidade de Colónia, na Alemanha. Na altura não sofremos a taxa de desemprego de outras cidades inglesas, e podíamos comprar os instrumentos que nem eram astronomicamente caros. Tínhamos de fazer horas extraordinárias para os pagar, é certo, mas isso ainda não mudou… Sheffield era, também, uma cidade consideravelmente arty. A cidade adorava os Roxy Music e David Bowie…

Não havia, também, uma certa dinâmica punk nas entrelinhas dos primeiros discos dos Human League?
Nunca teríamos conseguido fazer nada se não tivesse acontecido o fenómeno punk. Mudou a forma de encarar a música e o ser-se músico. Gostávamos muito dos Clash, que eram também muito populares em Sheffield. Mostraram-nos que não tínhamos de ser exemplares nem geniais. Podíamos apenas procurar expressar-nos.

Apesar do clima menos luminoso dos dois primeiros álbuns, pontualmente apareciam nos vossos discos frestas de calor pop, como o Empire State Human . Essa semente já lá estava…
Era a tal procura de sentido na herança de Giorgio Moroder. Ele foi, de resto, a grande inspiração para essa canção.

Mas algo muda de Travelogue para Dare… E o som ilumina-se.
A equipa envolvida tem muito a ver com o que mudou. Em primeiro lugar há logo que destacar a presença das vozes femininas, que aligeiraram muito a intensidade do som. A luz em vez da sombra…Tínhamos de seguir naquele sentido. Tínhamos uma dívida enorme, na ordem das 50 mil libras, com a editora. Ou fazíamos um disco que nos ajudasse e à nossa carreira, ou acabava tudo e voltávamos a trabalhar em hospitais. Era o momento de avançar…

A presença de Joanne Catherall e Susan Ann Sulley acentuou também um certo toque glam
Aí era uma reacção de oposição de época à estética visual do punk e, de certa forma, uma herança dos Roxy Music e de David Bowie. De certa forma assumimos frontalmente uma pose de estrelato, política que muitos grupos rejeitavam em absoluto. Veja-se o caso dos Pink Floyd, que vendiam milhões de discos… Não era essa a nossa posição. Éramos uma banda muito visual. Gostávamos de cinema e de trabalhar com imagens em geral. De resto, fizemos nós mesmos as capas dos nossos primeiros discos.

Como é que se relacionavam com os outros grupos que, nessa altura assumiram igualmente essa herança do período glam?
Alguns desses grupos saltaram para a carruagem da imagem quando esta ia já em andamento. Creio que os Duran Duran usaram muito a nossa linguagem. Os Soft Cell, curiosamente, eram mais um grupo de performance (como deopis os Fischerspooner), mas tinham canções muito bem escritas. A banda que sempre me pareceu ter mais afinidades reais connosco foram os Cabaret Voltaire, até porque usavam slides em concertos, como nós… E havia a seriedade… Bom, na realidade não era assim tão sério como parecia, talvez mais irónico. E senti também sempre muitas afinidades com os Devo.

Passados tantos anos, Dare! ainda tem um certo sabor futurista…
Muitos dos avanços tecnológicos que aconteceram depois dos sintetizadores analógicos têm sido, de certa forma, coisas com “sabor antigo”… As ferramentas de gravação que apareceram são, sobretudo, máquinas de gravação. Os samplers são gravadores que permitem um trabalho muito rápido. No final dos anos 70, os sintetizadores eram, de facto, uma novidade absoluta… Costumo dizer que os samplers são como uma máquina fotográfica, ao passo que os sintetizadores analógicos permitem fazer pintura. Partimos de uma tela em branco e temos de a ilustrar. Fazemos o que queremos, mas temos de criar e não apenas dar forma a algo que já existe. Por isso penso que, ainda hoje, os sintetizadores são ainda o instrumento mais moderno que existe.

Dare! teve um fortíssimo impacte junto ao público, mas certamente também dentro do grupo. Foi difícil pensar o que fazer depois?
De facto…Esse disco foi a materialização exacta daquilo que queríamos fazer, isto sem querer dizer que não me orgulhe de discos que tínhamos feito antes ou dos que gravámos depois. Mas na altura queríamos mesmo continuar a fazer música pop as nossas finanças eram até então tremidas, pelo que também nesse sentido o disco foi positivo. Tal como foi positivo trabalhar com aquele grupo de pessoas… O mais interessante em Dare! foi o resultado do esforço coletivo de nove pessoas, que não teriam atingido aqueles resultados sozinhos.

Porque levaram tanto tempo a conceber um sucessor (na época era hábito editar-se um álbum por ano)?
Toda a gente ficou meio afetada, meio doida! Para ser honesto, o grupo nem era quem estava mais louco. O Martin Rushent, que era o produtor, perdeu toda a confiança no que estávamos a fazer depois. Se o Martin não se tivesse sentido daquela forma, o sucessor teria aparecido mais cedo… Ele afastou-se, tínhamos o Mirror Man e o Fascination, que não podíamos depois juntar a mais nada… Essas duas canções iriam fazer parte de um álbum que não pudemos completar sem o Martin. Vistas as coisas à distância, reconheço que talvez tenha sido lesivo o volume de sucesso que então vivemos. Foi prematuro… E não tínhamos talento para responder à altura…

Curiosamente, na altura eram sistematicamente sovados pela imprensa britânica. Mas quando em 2001 lançaram Secrets, passaram de bestas a bestiais…
É um facto! As críticas que tivemos com Secrets foram as melhores que alguma vez obtivemos. E o mesmo voltou a acontecer, depois, com um disco de material mais antigo, dos inícios de vida do grupo [The Golden Hour Of The Future, de 2002]… Penso que tudo isso também se deve ao facto de sermos hoje um grupo discreto, que está algures no cenário. Não temos um protagonismo actual evidente. E as pessoas falam de nós como alguém que usa instrumentos interessantes e faz boas canções.

Secrets saiu numa pequeníssima independente. É talvez por isso não conheceu a exposição que poderia ter vivido?
Mesmo assim estou muito satisfeito com o disco, indepententemente das vendas.

Metade do álbum eram temas instrumentais. Sempre tiveram um fraquinho por instrumentais…
Na verdade somos uma banda instrumental (risos). Impomos a nós mesmos a obrigação de fazer canções. Começamos sempre por ter a parte instrumental e só depois esta evolui para o formato de canção. Nunca partimos das vozes… Nos anos 70 era difícil fazer carreira com instrumentais… Um Oxygene (Jean Michel Jarre) é uma rara excepção… Desde que a música de dança mudou os hábitos, tornou-se mais fácil…

Com Crash, em 1986, ensaiaram uma linguagem assumidamente americana…
Foi uma experiência interessante. Não era bem um álbum de Human League, mas mais um ensaio sobre como é que os americanos fazem discos. O Jimmy Jam e o Terry Lewis não só são extremamente talentosos como foram verdadeiros gentlemen. Ajudaram-nos, abriram-nos os olhos… E deram-nos um número um, sem o qual talvez não estivéssemos aqui hoje. E creio que o mesmo se voltou a passar, mais tarde, com o Tell Me When. São pequenas histórias e momentos de sucesso que nos fazem sentir porque fazemos música há tantos anos.

Os dois álbuns dos anos 90, Romantic e Octopus, foram tentativas de reencontrar a alma perdida de Dare?

Não creio que houvesse uma ideia definida do que poderíamos fazer quando gravámos o Romantic… Nessa altura estávamos até perdidos. Deixámos de usar sintetizadores e adotámos os samplers, que toda a gente então usava, não por acreditarmos nesses instrumentos, mas porque pensávamos que nos fariam novamente famosos. Foram dias difíceis. Creio que só nos reencontrámos apenas em Secrets… Agora estou sentado no estúdio, a olhar para os instrumentos que sei que quero explorar e como os explorar.

O que é soar a Human League?

O fundo deve ser inteiramente sintético. A única gravação possível com um microfone é a voz. Usamos gravação digital, mas estamos a trabalhar com sintetizadores analógicos. Queremos pequenas imprecisões… Rejeitamos a perfeição dos instrumentos digitais.

Porque são os Human League vistos hoje como referência?

Creio que tivemos a sorte de estar no lugar certo na altura certa. Apenas isso. Mas não somos melhores do que os Kraftwerk nem do que os Pet Shop Boys. Somos apenas um degrau no processo.

Como sobreviveram numa indústria que exige a novidade e a visibilidade permanentes?
Felizmente nunca saímos da nossa cidade: Sheffield. Nunca entrámos na cena das festas de Londres. Ainda vivemos perto dos pais da Suzan e Joanne. Nunca perdemos o contacto com a família. E sempre fomos um pouco cínicos e suspeitámos sempre de toda a gente. Muita gente em bandas pop é ingénua. Nunca o fomos. Se um tipo nos entra porta dentro, de fato e gravata, a dizer que nos vai fazer ganhar um milhão, dizemos-lhe “boa sorte”! Só acreditamos se o provar… Se nos desafiarem para irmos a um programa de televisão com regras bizarras não vamos. De resto, boicotámos até presentas em alguns programas.

Como por exemplo?
O Solid Gold, na América. Era o único de música programa transmitido à escala nacional, nos EUA, quando lá fomos pela primeira vez [em 1981]. Tinham sempre dançarinos… Dissémos-lhes que não trabalhávamos com dançarinos. Tinhamos a Suzanne e a Joanne e não queríamos que os espectadores confundissem que era com quem não era da banda. Disseram que não podiam tirar os dançarinos. Os profissionais de televisão são sempre arrogantes… E nós cancelámos a presença no programa. Responderam-nos que a decisão nos ia custar o sucesso na América. Mas três semanas depois éramos número um.

Essa foi uma boa decisão. Mas há outras que lamente?
Deveríamos ter trabalhado mais…

Como assim…
Deveríamos ter feito mais discos. E guardado o dinheiro num banco. Fazemos isto porque gostamos de música. Mas as nossas vidas evoluem, temos de comprar uma casa para viver… E a mobília…

Com o título ‘Anthology – A Very British Synthesizer Group’, esta antologia surge em duas versões. Uma primeira com dois discos com o alinhamento essencial, havendo uma outra, com um terceiro CD com versões em maquete ou misturas de trabalho de algumas canções, juntando ainda um DVD com os telediscos e registos de atuações televisivas ao longo da história da banda.

Fontes da entrevista aqui e aqui as partes 1, 2, 3 e 4 de outra.

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