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Mexefest (dia 1): ou como Baio, NAO e Jagwar Ma conquistam Lisboa

Texto: GONÇALO COTA

Os Jagwar Ma, NAO e Baio apresentam as canções dos seus mais recentes álbuns na primeira noite do Vodafone Mexefest, onde houve também espaço para a música portuguesa se celebrar a si própria.

As luzes fracas da Sociedade Portuguesa de Geografia chegaram para mostrar que Lula Pena tem uma sensibilidade nas mãos rara e comprovável pela maneira delicada com que dedilha a guitarra. Deseja-nos, antes de mais, uma boa viagem pelas músicas de Phados e Troubadour, cantadas num português invulgar que junta o melhor dos trejeitos linguísticos da bossa-nova, das mornas cabo-verdianas e, claro, do fado.

Baio ensina-nos uma lição em The Names, o seu primeiro álbum a solo: ainda há terreno virgem por explorar no electro-pop. O baixista de Vampire Weekend, que nos cumprimenta em cada música com um português irrepreensível, fez mexer as ancas das pessoas que encheram do espaço que lhe foi confiado ao som dos ritmos sintetizados de Sister of a Pearl ou I Was Born in a Marathon, num concerto que primou pela coesão de ritmos e pelo carisma do intérprete.

NAO é claramente a vitória da noite. Apesar da voz irrepreensivelmente afinada e extremamente particular de tão aguda que é, foi a performance corporal da londrina que aqueceu todos os presentes no Coliseu dos Recreios, que sabiam, na ponta da língua, as letras da estreante. Ao som do seus espectacular álbum de estreia, dançava descalça e abanava a sua enorme afro de forma frenética, domando facilmente um palco que parecia enorme. Em For All We Know tudo parece facilmente construído : desde o funk e ao pop que são enriquecidos pelas baladas r&b, como In The Morning, passando pelas letras que tanto nos falam de instabilidade, como de emancipação.

Dinamite, projecto de Gonçalo Tocha, explodiu e dos destroços permaneceram intactos Ana Bacalhau, B Fachada, Best Youth, Da Chick, D’Alva, Márcia, Mitó e Tochapestana e decidiram cantar e celebrar as músicas de Dina, que conta já com 40 anos de carreira. Pode ouvir-se um pouco de tudo, desde B Fachada a cantar acappella o Amor de Água Fresca até Da Chick e D’Alva a fazerem as melhores interpretações do concerto. No final, uma tímida Dina veio ao palco para receber carinho de todos.

A fechar o primeiro dia, o Coliseu esperava, cheio, por Jagwar Ma. Antes disso, o Vodafone Vozes da Escrita faz aparecer Carlão no topo do camarote presidencial para nos trazer uma declamação de um texto escrito em nome próprio, O Princípio de uma Boa Queca. O trio australiano não demorou muito mais para brindar connosco com o ainda fresco Every Now and Then, onde a house e o rock se fundem, que, só com ajuda do jogo de luzes pesado, era possível entorpecer as batidas psicadélicas mais bruscas. A bateria deu lugar aos sintetizadores e às caixas de som, que deram assim ritmo a temas como Say What You Feel ou OB1.

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