Dez imagens nos 150 anos de Kandinsky
Texto e seleção das imagens: NUNO GALOPIM
Pioneiro da arte abstrata, o russo Wassily Kandinsky (1866-1944) foi uma das vozes maiores da pintura na primeira metade do século XX. Natural de Moscovo, viveu parte da infância em Odessa e formou-se pela Universidade de Moscovo em direito e economia, chegando mesmo a ensinar direito romano. A pintura só lhe bateu à porta depois. Entusiasta da etnologia, começara a viajar e a notar relações entre formas e cores. E chegou a ter entre as suas primeiras reflexões sobre a arte uma visão que ligava a pintura a métodos de composição musical… Sem o imaginar então começava a compor um futuro diferente para si mesmo, que aos 30 anos o levaria a mudar-se para Munique, para estudar na Akademie der Bildenden Künste München.
A sua obra começou por traduzir ecos e relações com movimentos seus contemporâneos, mas um caminho muito pessoal haveria de emergir pouco depois, não apenas no plano prático, mostrando as suas pinturas entre 1910 e 1914 sinais de novos caminhos, trilhando rumos que aprofundaria logo a seguir, num período em que regressa à Rússia, onde se mantém até 1921, saindo por manifesta discordância com as visões da arte do regime que ali surgira depois da revolução.
Criara contudo uma obra (e uma reputação) tanto como pintor como enquanto teórico da arte, que lhe valeriam um convite, em 1922, para ensinar em Berlim, na Bauhaus, onde fica até que o regime de Hitler a manda encerrar em 1934. Muda-se então para França, onde vive a etapa final da sua obra, à qual dedica um esforço de síntese pela qual procura arrumar definitivas formas e visões. E é em França que morre, em 1944, em Neuilly-sur-Seine.
“Vista sobre Murnau, com Comboio e Castelo” (1909)










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