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Memórias das histórias do rock chegaram já aos anos 80

Texto: NUNO GALOPIM

A revista mensal “The History of Rock”, criada a partir de textos e imagens dos arquivos do “Melody Maker” e do “NME” já conta 18 edições. A mais recente é dedicada a bandas e artistas que deram que falar no ano de 1982.

A ideia já leva uns valentes meses de vida, tendo começado por nos levar numa viagem no tempo até 1965 e, depois, a cada 30 dias, nova edição entrava em cena, somando um ano ao calendário e fazendo avançar a história. Criada pela equipa que faz a Uncut, recorrendo aos arquivos dos semanários Melody Maker e NME, The History of Rock é uma revista mensal que, a cada edição, revisita um ano na história da cultura pop/rock, usando textos (e imagens) originalmente publicados no ano em questão. Ao cabo de 18 edições, a mais recente leva-nos a 1982, aprofundando o mergulho nos anos 80 iniciado com uma edição dedicada a 1980 que tinha os Pink Floyd (a propósito de The Wall) na capa e uma, sobre 1981, com Bruce Springsteen como imagem principal.

Nick Cave é o rosto que vemos numa capa que anuncia nomes como os The Jam, The Clash, Stranglers, Fun Boy Three, Dexy’s Midnight Runners, The Cure, Ozzy Osbourne, Phil Collins, U2, Neil Young, Felt, Lemmy, Wham! (que então nasciam com um primeiro single) ou Miles Davis.

O rol de chamadas não deixa de traduzir a “comichão” que a pop e as eletrónicas então causavam frequentemente nestas frentes do jornalismo musical, pelo que reside aí a discrepância maior entre o que é a política de destaque à colheita de elementos para a capa e o conjunto de artigos que, lá dentro, nos transportam a tempos não menos importantes para artistas ou bandas como os Duran Duran, Associates, Scritti Politti, The The, Robert Wyatt, Eurythmics, Tom Tom Club, Orange Juice, Japan, Prince, Marvin Gaye, Culture Club, Depeche Mode, Yazoo, Monsoon (que revelavam nesse ano a voz de Sheila Chandra), Everything But The Girl, Roxy Music… Ou seja, passaram tantos anos e a forma de destacar conteúdos mostra ecos do que era então a vá vontade com a qual alguns destes nomes (não todos) eram abordados.

Independentemente da política de capa e das opiniões que os artigos traduzem, este continua a ser um belíssimo arquivo da história do jornalismo musical pop/rock made in UK. Cada um depois aplica os seus filtros de gosto à leitura. Mas só a hipótese de reencontrar reportagens, entrevistas e críticas da época é, logo à partida, um motivo de interesse.

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