Últimas notícias

Descobrir os impressionistas australianos na National Gallery

Texto: NUNO GALOPIM

Obras de pintores como Tom Roberts (1856–1931), Arthur Streeton (1867–1943), Charles Conder (1868–1909) ou John Russell (1858–1930) permitem-nos uma verdadeira viagem de descoberta, patente neste museu londrino até 26 de março de 2017.

Arthur Streeton, "Golden Summer, Eaglemont" (1889)

Estávamos ainda longe da chegada das ferramentas de comunicação que transformaram o mundo numa sociedade global. Mas em finais do século XIX a difusão geográfica da cultura ocidental estendia-se para além das fronteiras do velho continente, tendo já adquirido importante expressão nos territórios que correspondiam ao espaço colonial (tanto os estados já independentes como os que se mantinham ainda sob a alçada de um poder central a milhares de quilómetros de distância).

A Austrália, no outro lado do mundo, conhecia por esses dias a expansão de uma cultura urbana que se centrava essencialmente em dois polos: Sidney e Melburne, aonde chegam em primeiro lugar ecos das expressões artísticas que então faziam a modernidade em solo europeu. E dali depois iam partindo rumo a outras cidades e destinos ainda mais remotos.

O impressionismo chegou assim, ali, em finais do século XIX, pouco depois de marcar a agenda do momento na pintura europeia. Os ecos que ali gerou são o tema de uma exposição que inaugurou este mês na National Gallery de Londres e que, com o título “Australian Impressionists” estará ali patente até finais de março de 2017, permitindo a muitos a descoberta de pintores e obras que podem até aqui ter escapado à nossa atenção. Tom Roberts (1856–1931), Arthur Streeton (1867–1943), Charles Conder (1868–1909) ou John Russell (1858–1930) são, aqui, os nomes em foco.

Ficam aqui alguns desses exemplos:


Charles Conder, “A Holiday at Mentone” (1888)


Tom Roberts, “Allegro con Brio, Bourke Street West’” (ca. 1885-6)


Tom Roberts, “Holiday Sketch at Coogee” (1888)


Arthur Streeton “Fire’s On” (1891)


John Russell, “Madame Sisley on the Banks of the Loing at Moret” (1887)


John Russell, “Rough Sea, Morestil” (ca. 1900)

O catálogo da exposição, editado por Christopher Riopelle (um dos curadores do museu), é uma publicação ilustrada com 128 páginas e está à venda no site do museu.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: