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Top 10 Álbuns de 2016, por João Patrício

O ano de 2016 foi marcado por descobertas e regressos aguardados. Não fazendo distinção de estilo musical, a lista daqueles que considero serem os melhores álbuns deste ano dispara em várias direcções, desde o RnB à pop, passando pelo registo mais eletrónico e alternativo.

A lista é liderara por 99,9% de Kaytranada. O segundo álbum do produtor canadiano oferece um ritmo contagiante da primeira à última faixa, numa fluidez que poucos discos actualmente mostram. O ouvinte dificilmente repara nas transições entre faixas, e esse é sem dúvida um ponto forte a destacar neste álbum. As colaborações também dizem muito deste 99,9%: Vic Mensa, AlunaGeorge, SYD dos The Internet e Little Dragons são argumentos de peso que fazem deste o melhor álbum de 2016.

James Blake, NAO e Lady Gaga surgem como os regressos mais esperados. The Colour In Anything dá-nos uma sonoridade mais profunda do registo de Blake. O terceiro álbum do cantor, mais imersivo, apresenta mais uma vez o enlace perfeito entre a delicadeza da instrumentação clássica e a agressividade do registo eletrónico. Também do Reino Unido chega For All We Know de NAO. A voz doce da cantora passa por canções que balançam entre a sensualidade e a calmaria e um ambiente mais ritmado e divertido. E a faixa em colaboração com A.K. Paul, que marca a presença de um nome quase desaparecido, é algo que ficará a marcar o meu ano. Certamente Joanne fará parte da lista de piores discos de 2016 para muitos. Não é aqui o caso. É certo que o single de avanço não tem tanta pujança como os de álbuns anteriores. É também certo que a viragem para algo que se aproxima da country não é o ideal(izado) da cantora. Mas há que reconhecer aspectos extra-musicais neste disco: refiro-me à lírica e à impressão de um cunho pessoal ao longo de todo o alinhamento. Este não é um álbum de Lady Gaga, mas de Stefani Joanne Angelina Germanotta.

Entre as descobertas, River Tiber e Allure destacam-se. No primeiro caso fala-se de um artista do Canadá que deu a conhecer o seu primeiro álbum, e com ele todo um percurso obscuro por caminhos de RnB com atalhos em direcção ao experimental, ao psicadélico. Do outro lado do espectro musical, Allure ilumina o espaço ao som de faixas como Glow, num flirt com a dance music um tanto reminiscente dos anos 90.

Em francês, os Poom ocupam a nona posição desta tabela. As faixas não são completamente novas, pelo que algumas delas já haviam sido publicadas na página do Soundcloud do grupo. O destaque neste disco vai para as canções mais calmas, completamente evasivas.

Numa lógica de “duas cabeças pensam melhor do que uma” Connan Mockasin e Sam Dust, mais conhecido por LA Priest, juntaram esforços e conceberam os Soft Hair, duo que também deu título ao LP de estreia. Conhecendo o repertório de ambas as partes era certo que daqui a genialidade surgiria a par de um registo eletrónico alternativo, quase tresloucado e deslocado daquilo que se considera como “mentalmente são”.

1. Kaytranada – 99,9%
2. James Blake – The Colour In Anything
3. River Tiber – Indigo
4. Justice – Woman
5. Allure – Divine
6. Soft Hair – Soft Hair
7. NAO – For All We Know
8. Glass Animals – How to Be a Human Being
9. Poom – 2016
10. Lady Gaga – Joanne

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