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“One Nite Alone… Live”: finalmente um disco ao vivo!

Texto: NUNO GALOPIM

A primeira gravação ao vivo de Prince oficialmente editada em disco chegou em 2002 juntando registos de palco da One Nite Alone Tour e também das atuações ‘aftershow’ que depois aconteciam em regime mais festivo e informal.

Não faltavam por aí bootlegs ao vivo de Prince quando, só depois da viragem do século (e por isso com mais de vinte anos de obra discográfica) o músico resolveu colocar no mercado um álbum live. É certo que havia já em Sign ‘O’ The Times (o filme) um registo de palco, embora enquadrado num filme-concerto que não esgotava as suas imagens nos momentos live… Assim como havia vídeos “live” como Prince and the Revolution: Live (de 1985), Lovesexy Live 1 + 2 (1989), Live! − The Sacrifice of Victor (1995) ou Rave Un2 the Year 2000 (2000), entre outros. Mas, até então, nem um registo ao vivo estava editado em disco (oficial)! E é sabido que Prince tinha por hábito registar o áudio das suas atuações (pelo que se imagina também aí a existência de um vasto arquivo a eventualmente explorar mais dia menos dia). Mas quando, em 2002, edita pela primeira vez um álbum ao vivo, está longe de nos dar o registo daquilo que seria o melhor dessa mesma história de palcos.

Prince poderia ter optado por construir uma coleção de fragmentos dessas gravações. Ou até iniciado uma série de lançamentos através dos quais poderia ter dado caução oficial a muitos dos registos ao vivo que já por aí circulavam. No fundo podia ter sugerido o caminho da chamada “bootleg series” de Dylan. Mas optou, e a escolha tem o valor sublinhado de quem sempre quis não viver das nostalgias de glórias passadas, por mostrar-se com uma gravação do seu presente em palco. E assim nasceu One Nite Alone… Live. Uma edição que começou por emergir via NPG Music Club e que depois se mostrou em vários formatos, juntando um disco (duplo) registado durante uma série de noites da digressão mais recente (a que se apresentava precisamente como One Nite Alone Tour) e um terceiro disco com gravações efetuadas em três concertos aftershow dessa mesma ronda de palcos. Há ainda uma versão em caixa, com um quarto disco, que corresponde ao álbum de estúdio também intitulado One Nite Alone.

O CD duplo gravado em palco não representa um registo de palco em regime solitário (apesar do título o parecer sugerir). Prince estava em cena acompanhado por Rhonda Smith (baixo), John Blackwell (bateria), Renato Neto (teclas), os saxofones de Candy Dulfer, Maceo Parker e Najee e o trombone de Greg Boyer, apresentando um alinhamento pelo qual tanto surgiam temas mais recentes como clássicos como When U Were Mine, Take Me With U, Raspberry Beret, Diamonds & Pearls, Nothing Compares 2 U, Starfish & Coffee ou Sometimes It Snow In April, alguns deles em novos arranjos. Já o terceiro disco, com o título individual One Nite Alone… The Aftershow: It Ain’t Over! traduz momentos de maior informalidade e liberdade, numa série de jams pelas quais passam também temas com história como Alphabet Street ou Girls & Boys, e aqui com Larry Graham no baixo.

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