A vez dos Genesis na série para colecionadores da “The Ultimate Music Guide”
Texto: NUNO GALOPIM
A revista Uncut tem procurado modos de dar vida aos seus arquivos e, também aos dos semanários musicais Melody Maker e NME em edições especiais que têm vindo a construir olhares temáticos sobre a história da cultura pop/rock e seus parentes mais próximos. Se por um lado a série The History of Rock já relatou vinte anos de histórias, discos, concertos, polémicas e revelações, tendo o mais recente número sido dedicado a 1985 (e com Tom Waits na capa), por outro as edições monográficas dedicadas a um músico ou banda continuam a expandir-se, usando o mesmo método, ou seja, a recolha devidamente arrumada de artigos publicados à altura dos acontecimentos de que se fala, para recordar biografias e discografias que ajudam a contar esta mesma história.
Neste momento essas edições monográficas estão divididas em duas séries, ambas com o título comum The Ultimate Music Guide. Uma, com o subtítulo DeLuxe, usa o mesmo tipo de papel (de maior gramagem) da série The History of Rock e tem já números publicados sobre Neil Young, Bob Dylan, John Lennon, os Pink Floyd, David Bowie e os Beatles.
Uma outra, com o subtítulo New Collector’s Edition, e que no passado já abordou nomes como os de PJ Harvey, Leonard Cohen, os Byrds, Beach Boys, Radiohead, Fleetwood Mac, Queen ou Kate Bush, acaba de lançar um número dedicado aos Genesis.
Seguindo a lógica habitual a revista, com 124 páginas, conta através de entrevistas, artigos de fundo e críticas, a história da discografia de estúdio da banda de fio a pavio – ou seja, de From Genesis to Revelation (1969) a Calling All Stations (1997) não esquecendo depois os discos ao vivo e as edições em vídeo que completam a história. Assim como olhares pelas antologias, as caixas e até os valores que o colecionismo dá a discos dos Genesis.
Com figuras com importantes carreiras a solo como Peter Gabriel ou Phil Collins esse universo tem igualmente representação, tal como os discos em nome próprio de Tony Banks ou do projeto paralelo Mike & the Mechanics.

Deixe um comentário