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Na hora de virar uma página

Texto: NUNO GALOPIM

O Grande Auditório do CCB encheu na noite de ontem para descobrir as canções do novo álbum dos The Gift num concerto que mostra como chegou a hora para ir para lá da celebração de memórias nas quais assentaram os últimos anos da vida em palco da banda.

Vitrais e uma luz pouco intrusiva serviram de cenário aos primeiros momentos daquela que estava ainda a ser para muitos a descoberta das canções de Altar, o novo álbum dos The Gift. E foi assim que começou a noite (bem) vivida no Grande Auditório do CCB, escutando os temas mais melancólicos do novo disco, sublinhando não só a capacidade da banda em levar ao palco uma cuidada transposição dos acontecimentos criados em estúdio, como sublinhando na vida em palco para You Will Be Queen, mais do que no encadeamento do alinhamento do disco, a força potencial de mais um single. Não foi por acaso que, ao escutá-la (e esta, como contou Nuno Gonçalves, estava já na carteira dos temas compostos desde os tempos de Explode), Brian Eno lhes terá dito que, naquele tema em concreto, “já lá estava tudo” e que só faltava fazer com que, daqui a 20 anos, ele fosse cantado num karaoke no Japão…

Depois de alguns anos a viver o díptico Explode/Primavera e um alinhamento de memórias que assinalou os 20 anos de carreira da banda era chegada a altura de injetar um novo repertório em palco. E as dez canções de Altar fazem o prato principal desejado, mostrando-se Malifest um momento de puro festim dançável, confirmando Big Fish como um clássico bem nascido (e com pernas para correr ao longo deste verão) e em Love Without Violins o momento central desta nova aventura.

Na hora de revisitar memórias as escolhas reincidiram mais por recordações recentes do que por evocações dos primeiros tempos. De Explode ouviu-se quer a versão completa de The Singles quer (o bem eficaz em palco) RGB. De AM/FM ouviu-se Music. Em português cantou-se Primavera e Clássico. E, para mergulhar por um momento em escolhas menos esperadas, um (belíssimo) The Difference Between Us, dos tempos de Film, que foi na verdade o mais saboroso de todos estes episódios. Bom alinhamento! E com banda que não esconde os quilómetros de estrada que já correu.

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