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Os Diários de Kiev

Texto: NUNO GALOPIM, em Kiev

Depois de uma semana de ensaios, o dia de ontem assinalou o arranque da etapa final da edição deste ano do Festival da Eurovisão. Portugal faz-se representar por “Amar Pelos Dois”, canção de Luísa Sobral, interpretada pelo seu irmão Salvador, que está a ser a grande sensação aqui por Kiev…

O dia foi de descanso para grande parte da delegação portuguesa porque cabia desta vez ao segundo grupo de 18 canções, mais duas das “big five” (França e Alemanha) e ainda aos anfitriões (Ucrânia) a presença na segunda semi-final. Para muitos foi dia para conhecer um pouco mais da cidade. E também de receber visitas. Entre elas esteve Paulo Fonseca (ver foto mais abaixo), treinador do Shakhtar Donetsk que, juntamente com alguns jogadores, fizeram questão de vir dar o seu apoio à canção portuguesa. Não faltam também fãs de muitas nacionalidades a tentar tirar uma foto e obter um autógrafo de Salvador Sobral. E na manhã de ontem um grupo de fãs espanhóis fez questão de nos dizer que eles, como muitos compatriotas seus, este ano são portugueses (eurovisivamente falando, claro).

Houve dados interessantes a colher entre as casas de apostas. E, ao terem acertado em ambas as semi-finais em nove das dez apuradas (com uma taxa de precisão na ordem dos 90%), são um dos mais interessantes indicadores a ter em conta na hora de avaliar as possibilidades para as 26 canções concorrentes na final de amanhã. E hoje de manhã os números dos bookies (as casas de apostas) mantém o favoritismo para a canção italiana, com a portuguesa em segundo e ainda em rota de aproximação, e a búlgara logo a seguir em terceiro lugar. A performance de Kristian Kostov (Bulgária) na semi-final de ontem pode reaproximá-lo dos dois primeiros de quem se tinha distanciado nos últimos dias. Em quarto lugar, recuperando dos deslizes da semana passada, está a Bélgica. Seguem-se a Suécia e a Roménia (esta já sob claro impacte da segunda semi-final), descendo o Reino Unido para sétimo. Croácia, Arménia e França completam o Top 10 das canções que têm mais probabilidades de acabar no topo da classificação.

Outro indicador interessante são as visualizações das performances nas semi-finais no canal oficial da Eurovisão no YouTube. A canção portuguesa lidera com mais de um milhão de visualizações, seguindo-se a belga com 657 mil. Neste canal a canção italiana soma apenas 357 mil visualizações, mas atenção que o teledisco de Occidentali’s Karma é o mais visto de sempre na história do Festival da Eurovisão, já com mais de cem milhões de visualizações somadas desde que a canção venceu, no início do ano, o Festival de San Remo. Ainda é cedo para comparar estes valores com os dos vídeos das canções da semi-final de ontem. Mas é importante observar o comportamento da canção búlgara, que é das mais fortes candidatas a vencer a final de amanhã.

Na arena o dia viveu-se de forma semelhante à de terça-feira, embora com o sofrimento agora entregue a 18 outras delegações. De tarde encontrei-me com Nathan Trent (Áustria) no bar da zona dos camarins e com ele conversei sobre como começa a haver várias canções que tentam romper o modelo mais formatado que tem imposto os paradigmas nos últimos anos, ora pela via da pop eletrónica mainstream ou pelo registo da balada de produção imponente. E a pop com travo R&B da sua canção, juntamente com as propostas que nos chegam com a folk da canção búlgara ou o cruzamento de ecos de tradições locais com contemporaneidade da canção da Hungria (isto para fechar esta reflexão nas que concorriam na segunda semi-final) são sinais de que há novas ideias em campo. Todas foram apuradas. De resto, todas as que usam línguas que não o inglês (como também acontece com a canção portuguesa e a italiana) estão na final. Dá que pensar, não é verdade?

De noite, após serem conhecidos os dez semi-finalistas, foi revelada a ordem de desfile das 26 canções na final. Amar Pelos Dois será a 11ª a ser apresentada. Do ponta de lança número 9 passamos ao avançado número 11… Não parece mal.

Dia 4

A manhã de quarta feira chegou tranquila. Depois das emoções vividas na noite anterior, entre o arrepio daquela sublime interpretação de Amar Pelos Dois em plena semi-final e a explosiva manifestação de alegria que a revelação do apuramento para a final gerou não só entre a delegação, como na sala e também entre os muitos jornalistas que acompanhavam a emissão no press center, a quarta-feira seria um dia diferente. Todos me diziam, antes da semi-final, que o apuramento da canção de Salvador Sobral era garantido… Assim o indicavam as sondagens de opinião nos sites dedicados à Eurovisão, tal como o sugeriam as bolsas de apostas (que na verdade acertaram em nove dos dez apurados, melhor portanto do que as sondagens nas últimas eleições americanas). Nos camarins as outras delegações não se cansavam de elogiar a canção portuguesa.

Já ontem aqui contei que Måns Zelmerlöw, vencedor em 2015, que encontrei mesmo antes de rumar às cabines de comentadores (que aqui partilho com o meu amigo José Carlos Malato, já velho parceiro de trabalho dos dias da XFM) dera a passagem à final como mais do que certa… E, já agora, vale a pena lembrar que, mal terminou a emissão, ao sairmos das cabines, logo os comentadores nossos vizinhos – os gregos, o bielorusso, os belgas, entre outros mais – correram à nossa porta para celebrar com entusiasmo uma canção que todos eles tinham já elogiado antes… O fenómeno, de facto, cruza aqui as fronteiras. E, tal e qual a canção dos irmãos Sobral o sugere, a música comunica e emociona, mesmo se não soubermos a língua na qual as palavras são cantadas.

Foi em festa que vivemos os momentos seguintes. Chegámos tarde ao hotel. Mas nem por isso a manhã foi de sono longo. Havia um almoço com os euro fãs portugueses em Kiev (e atenção que são muitos!) organizado pela OGAE Portugal, o ramo nacional da maior associação de clubes de admiradores do Festival da Eurovisão. A delegação esteve presente, salvo Salvador Sobral, que merecidamente tirou o dia para descansar depois de tão intensa agenda de entrevistas, ensaios e emoções vivida entre domingo e terça-feira. O presidente da OGAE, José Carlos Garcia, presenteou Luísa e Salvador Sobral, assim como a chefe da delegação Carla Bugalho, com lembranças de Kiev… O colar vermelho, tradicional ucraniano, que Luísa recebeu, poderá ter visibilidade mediática em breve… Mas veremos se assim acontece…

Tínhamos acordado nesse dia com a boa notícia de que a canção portuguesa tinha ultrapassado a italiana na mais importante sondagem dos sites dedicados à Eurovisão… Nas bolsas de apostas sentia-se uma perda de avanço da canção italiana face à portuguesa, embora Occidentali’s Karma, de Francesco Gabbani, ainda se mantenha como a mais clara favorita à vitória. Com o avançar das horas chegaram boas notícias das audiências obtidas pela transmissão da semi-final na televisão portuguesa. E no momento da atuação de Salvador Sobral estavam um milhão e 200 mil pessoas a ver o programa (sendo que a audiência total do programa representou a melhor para um Festival da Eurovisão desde 2012). Naturalmente também nos chegaram a Kiev os ecos do entusiasmo à la Seleção Nacional que esta participação do Salvador está a gerar em Portugal… Assim como vamos sabendo do modo como, em outros países, esse encantamento também é já bem claro. Na revista Monocle, por exemplo, a notícia sobre o Festival da Eurovisão chama atenção dos leitores para apenas uma das canções. Imaginem qual… Pois é, acertaram… E o também britânico The Guardian a aponta numa peça em que se analisa o passado recente do Reino Unido neste certame… Na rádio islandesa Amar Pelos Dois passa com insistência… E a coisa não fica por aí…

A tarde foi de trabalho intenso para quem disputava a segunda final e preparava também a sua transmissão televisiva. Rumámos ao grande pavilhão onde há, além da arena que acolhe o espetáculo, uma enorme zona de imprensa (que inclui a grande sala das conferências de imprensa), uma outra para fãs com acreditação e, claro, toda a área de trabalho das delegações.

Havia festa grande, depois do ensaio da noite, no EuroClub, esta promovida pelo sempre entusiasmado Wiwibloggs (especializado em Eurovisão) e a OGAE… Mas isso era para quem ainda tinha bateria com energia a essas horas… E para quem não tem de trabalhar na manhã seguinte.

Hoje à noite decorre a segunda semi-final, na qual mais dez canções serão apuradas entre as 18 a concurso. Dos “big five” apresentam-se as canções da França e da Alemanha. E hoje é também apresentada a canção do país anfitrião: a Ucrânia.

Dia 3

De Portugal chegavam notícias de que quase não se falava de outra coisa. Faltava já menos de uma hora para o início da primeira semi-final e, em Kiev, cada um dos elementos da comitiva preparava-se para rumar ao seu respetivo lugar. E foi então que, de passagem em frente ao camarim sueco encontrei o vencedor de 2015 Måns Zelmerlöw, apresentador no ano passado e que este ano é comentador para a televisão do seu país. E logo ali ele mesmo sublinhou as qualidades raras da canção portuguesa, desejando a melhor sorte, mas dizendo desde logo que acreditava que a qualificação para a final iria acontecer. Umas três horas depois voltámo-nos a cruzar no mesmo local. Os dois satisfeitos, naturalmente. E ele com aquele sorriso que nos sugere a expressão: “eu tinha dito…”. Pois é, acertou…

Foi um grande orgulho para todos não só a magnífica interpretação em palco de Amar Pelos Dois e, depois, a qualificação, algo que não acontecia a uma canção portuguesa desde 2010 (sendo que em 2013 e 2016 não participámos sequer, curiosamente nos dois anos em que o Festival da Eurovisão se realizou na Suécia).

A agitação favorável em torno da canção portuguesa era já evidente na semana dos primeiros ensaios (assegurados pela autora da canção, Luísa Sobral) e, após a chegada a Kiev de Salvador, as bolsas de apostas cimentaram o segundo lugar para Portugal no favoritismo para a vitória. Mas no final da tarde de ontem, após o terceiro ensaio corrido, um dos sites eurovisivos mais visitados mostrava o inesperado: Portugal ultrapassava a Itália numa sondagem sobre quem poderá vencer o Festival. E a essa hora ainda ninguém imaginava quais seriam os dez países apurados… À noite, ainda o programa não tinha terminado, e o vídeo com a atuação portuguesa no canal oficial da Eurovisão já era o mais visto, com dez vezes mais visualizações do que o segundo classificado. Vejamos como reagem hoje as bolsas de apostas. Que bom que é para a música portuguesa. Para os irmãos Sobral… E para o Eurofestival, que volta assim a lembrar que há ali espaço para se escapar às regras afinadas para as mais habituais receitas de sucesso. Assim como para a presença de outras línguas que não o inglês.

Os ensaios tinham corrido bem durante a tarde. E no momento de pausa a Luísa e o Salvador chegaram até a cantar outras músicas no camarim. Já por aí circula uma belíssima versão, pelos dois, da canção finlandesa.

Jamala, a cantora ucraniana que venceu a edição do ano passado com 1944 fez questão de esperar junto do camarim, no final do ensaio da tarde, para cumprimentar pessoalmente Salvador Sobral e destacar as qualidades artísticas do músico e da canção. Vários concorrentes deste ano fizeram o mesmo… E ainda antes de terem começado os ensaios corridos, e através das redes sociais, a canção tinha já sido elogiada por antigos vencedores como Alexander Rybak (Noruega, 2009) ou Conchita Wurst (Áustria, 2014).

Além da canção e do apuramento outro motivo de orgulho pela presença em Kiev de Salvador Sobral foi a sua intervenção na conferência de imprensa dos dez apurados, que se seguiu ao fim do programa. Enquanto a maior parte dos outros concorrentes falavam mais de si e das suas canções, Salvador Sobral, que envergava uma camisola na qual se lia “S.O.S. Refugees” lembrou que, estando a ter a visibilidade que um acontecimento como estes lhe confere, achou que seria correto falar daqueles que tentam fugir da morte nos seus países e rumar à Europa. Sublinhou que havia de facto ações em curso, mas que é preciso agilizar certos processos e eliminar burocracias como, por exemplo, e como referiu, quando são pedidos documentos de identificação em quem fugiu em barcos de borracha. Além disso vincou ainda a ideia de que estas pessoas que fogem da morte não são emigrantes…

Mais adiante falou de como o Festival da Eurovisão pode ser uma plataforma para a apresentação de um artista a um espaço mais vasto, não só o europeu como mais além. E confessou que gostaria de ir tocar a outros países dizendo, no seu sentido de humor já tão conhecido por aqui, qua via com bons olhos a possibilidade de fazer uma digressão europeia, até mesmo mundial.

Na sala, onde se juntava uma multidão de jornalistas de todo o mundo, as palavras de Salvador Sobral, sobretudo quando falou dos refugiados, foram as mais aplaudidas.

Dia 2

Se o domingo foi dia de festa (com trabalho pelo meio), a segunda-feira da delegação portuguesa em Kiev viveu precisamente o oposto. Depois de uma semana de ensaios técnicos assegurados no palco por Luísa Sobral, era chegada a vez de ser o seu irmão, Salvador, a entrar em cena. E no primeiro ensaio corrido, que decorreu ao início da tarde, cantou com a segurança e tranquilidade a que já nos habituámos, vivendo aquela paz de quem sabe da responsabilidade que o momento acarreta mas que dispensa a ansiedade com que muitas vezes o enfrentar destes palcos pode desencadear.

À noite, no segundo ensaio corrido, já com transmissão interna para todos os países envolvidos e com uma multidão de fãs na sala, a assistir, ainda foi mais arrebatador, gerando a maior salva de aplausos no momento que antecede o início da canção, acompanhada depois com aquele silêncio com que se brindam aqueles que nos pedem que os escutemos com atenção. As delicadas nuances que a sublime composição depois sugere tanto no canto como nos arranjos habitou a sala de uma forma completamente diferente de todas as restantes 17 participantes nesta primeira semi-final. E no fim, irromperam aplausos ainda mais denunciadores de que a comunicação ocorrera… E, curiosamente, com a única das canções a concurso nesta semi-final que não se apresenta em língua inglesa.

É verdade que houve outro momento alto. E esse coube à canção italiana, a favorita – e a única que nas bolsas de apostas ultrapassa a canção portuguesa – que rompe também com a ditadura da língua inglesa… Ainda esta manhã, conversando com um chefe de delegação veterano, ele me contava que o efeito que estas duas canções poderão ter na edição deste ano do Festival da Eurovisão poderá levar alguns a questionar a opção aparentemente óbvia pela língua inglesa no futuro… Mas deixemos essa reflexão para mais adiante.

Se tiverem tempo e curiosidade corram um pouco entre os sites e blogues que estão a fazer uma cobertura mais intensa sobre o Festival da Eurovisão… E aí poderão tomar consciência de como os dois ensaios da canção portuguesa confirmaram da melhor maneira as altas expectativas já aqui levantadas pela Luísa na semana passada.

Sendo o primeiro dia de Salvador Sobral no pavilhão onde decorre o festival (e esta semana arranjarei aqui um momento para o descrever) foi preciso filmar o pequeno instante que antecede a entrada em palco da canção. É essa a imagem que abre este post.

Para os comentadores (eu e o José Carlos Malato) foi dia de ter uma reunião com os companheiros de trabalho das restantes estações de televisão aqui representadas. E, depois, de mergulhar na cabine que é a nossa casa de trabalho ao longo desta semana… Mais adiante aqui a apresentarei… Mas hoje está na hora de rumar ao pavilhão… Porque é dia decisivo… A RTP1 transmite a semi-final em direto, a partir das 20.00 horas.

Dia 1

Não estamos muito habituados a viver estas coisas eurovisivas assim, sob este fulgor… Não só está a canção portuguesa em ascensão clara nas bolsas de apostas (vai neste momento em segundo lugar, já afastada do terceiro, e a aproximar-se da favorita italiana), como ontem havia uma expectativa evidente pela chegada de Salvador Sobral que, vindo diretamente do aeroporto, e de dois voos consecutivos, chegou à red carpet mesmo a tempo… No limite, como num thriller de argumento pensado para fazer a plateia vibrar até ao último instante.

As câmaras correram a acolhê-lo, num sem fim de entrevistas, pedidos de fotografias, autógrafos, momentos de grande emoção sempre que havia ajuntamentos de fãs portugueses, mas também com manifestações de entusiasmo vindas de gentes de outros cantos da Europa. Dos nuestros hermanos havia até bem sonoros gritos de apoio… Foi longo o percurso, claramente cansativo para os irmãos Sobral, com Luísa, que assegurou a primeira semana de ensaios e estabeleceu entretanto já uma familiaridade com todo este universo, a passar o testemunho a Salvador.

A passadeira vermelha é uma plataforma para meios de comunicação e para fãs e estendia-se em frente à fachada do belíssimo Palácio Mariyinsky, um exemplo de arquitetura barroca aqui na capital ucraniana. Estavam ali representadas as principais estações de televisão europeias, e Salvador Sobral falou para a espanhola TVE, a britânica BBC, assim como para canais na Arménia, Azerbaijão, Estónia, Ucrânia, Suécia, Polónia… Havia rádios. E muitos sites dedicados ao Festival da Eurovisão, entre os quais o internacional e sempre bem informado Wiwibloggs, que é atualmente o campeão do entusiasmo. Eram muitos… Às tantas perdi-lhes a conta.

Seguiu-se a festa de abertura da edição 2017 do Festival da Eurovisão no Euroclub, que está montado num pavilhão não muito distante da red capret e por onde todos os dias há festa para concertos e pezinhos de dança. Estavam por lá as delegações, os respetivos cantores e muitos fãs e jornalistas. A cantora Alma, francesa, celebrava a vitória de Emmanuel Macron no momento em que eram reveladas as primeiras projeções de voto. Câmaras e microfones iam visitando os intérpretes concorrentes… Pelos altifalantes iam saindo as canções deste ano. E quando ouviam a sua, os respetivos representantes agiam cada qual à sua maneira. Mesmo não estando ali naquele instante os dois cantores, os restantes elementos da Bielorússia fizeram a festa ao som da sua canção, uma das poucas que, como Amar Pelos Dois, é cantada na língua original do país.

De manhã, ao mesmo tempo que Salvador Sobral viajava desde Lisboa, a restante comitiva portuguesa caminhou entre etapas de um circuito de street art no centro histórico de Kiev, pelo qual se descobrem murais e paredes pintadas por artistas nacionais e estrangeiros. Entre eles estava Vhils.

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3 Comments on Os Diários de Kiev

  1. Miguel Matias // Maio 8, 2017 às 3:02 pm // Responder

    Great! 🙂
    Bom texto Nuno! Esperemos que tudo continue a correr como até aqui até sábado! 🙂

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  2. Nuno, o Salvador, num certame deste tipo, é uma espécie de aparição do Elliott Smith na cerimónia dos Óscares com “Miss Misery” …
    Não achas?

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