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E eis que surgem as primeiras críticas ao novo “Twin Peaks”

Conta quem já viu (em Cannes) os dois primeiros episódios da nova temporada de Twin Peaks que tudo começa num espaço que imediatamente associamos ao grande salão vermelho do Black Lodge. O chão com padrões em ziguezague, as cortinas vermelhas e uma atmosfera sempre inquietante costumam dominar aquele lugar. Há elementos familiares… Mas, e como relatam as críticas já publicadas, este regresso mostra-se ainda mais intrigante do que a série que há pouco mais de um quarto de século fez história na televisão.

A pequena cidade de Twin Peaks deixa de ser o único cenário da ação, que agora se estende a outros lugares e junta elementos adicionais à trama.

Ficam por isso aqui os excertos de cinco dessas críticas (com links para os textos originais):

“Cheia de gigantes, anões, monstros e fantasmas, Twin Peaks parece mais um conto de fadas dos tempos modernos escrito sob a ação de LSD do que um argumento cautelosamente redigido pela CIA. Ao menos na série original havia uma estrutura viewer-friendly, ou um “quem-fez-isto?” que colava as peculiaridades num todo comum. O início da nova temporada é mais… O que é isto? (…) Com esta série ele [David Lynch] tem de agradar a um novo público além de satisfazer os superfãs que esperaram 26 anos, imaginando os caminhos que a série poderia tomar. Ao pegar nas pontas e ao agitá-las de forma ainda mais solta os dois primeiros episódios parecem mais facilmente poder agradar aos que estão ainda no desconhecido. Mas esta foi uma série que elevou radicalmente as ambições da televisão – devemos dar-lhe tempo para nos revelar se pode novamente fazer a mudança”. Mark Lawson (The Guardian).

“Nestas duas primeiras horas o novo Twin Peaks de David Lynch é desconcertante, estranho, divertido e basicamente impossível de abordar numa crítica”. Daniel Fienberg (Hollywood Reporter)

“A série de culto faz o seu regresso muito esperado num modo mais lento, mais triste e muito mais assustador”. Sean T. Collins (Rolling Stone)

“Há novas personagens (incluindo, nas duas primeiras horas, alguns rostos notáveis que se estreiam na série), novas tramas e novas cidades – e na verdade não acontece muita coisa na cidade de Twin Peaks, por isso habitue-se a essa realidade. Honestamente não temos a certeza de que uma única fatia de tarte tenha sido consumida nestas duas primeiras horas”. (…) A série foi magnificamente filmada por Peter Deming, e a banda sonora de Angelo Badalamenti é mais icónica do que nunca… As peças do puzzle inspiram o êxtase. Mas quando as tentamos juntar que tipo de imagem criamos”? Liz Shannon Miller (IndieWire)

Twin Peaks: The Return é arrepiante e lento. Mas é interessante. A série é muito teimosamente ela mesma – não é bem cinema nem é bem televisão, rejeitando os modelos narrativos normativos. Não é particularmente divertida de ver e pode até ser perturbante. Mas nunca há uma sensação de estarmos a ver algo desprovido de uma visão ou de uma intenção. A visão de Lynch é tão grande e absoluta que ele a pode fazer como algo que, em outras circunstâncias, seria inaceitável”. Sonia Saraya (Variety)

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