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Leituras em tempo de chegada de Valérian e Laureline ao grande ecrã

Texto: NUNO GALOPIM

Publicações em língua francesa atentas aos espaços da banda desenhada têm destacado esta criação de Jean-Claude Mézières e Pierre Christin. A Beaux Arts e a dBD dedicaram páginas à ficção científica na BD. E a Pilote fez uma edição especial em capa dura.

Independentemente da(s) qualidades(s) da adaptação ao grande ecrã das aventuras de Valérian e Laureline, os 50 anos desta visão sci-fi de Christin e Mézières está a agitar o universo das edições impressas. Não apenas nos livros, com integrais reeditadas em várias línguas (entre nós a Asa dará conta do recado) e também com uma série de lançamentos de publicações francesas habitualmente atentas à banda desenhada.

Uma das primeiras a reagir, e com alguma antecipação, foi a Beaux Arts, que tem vindo a lançar, com alguma regularidade, edições especiais sobre obras de referência dos mais variados géneros narrativos da banda desenhada. Juntamente com séries como O Incal, de Jodorovsky e Moebius, Akira de Katsuhiro Otomo, Les Naufragés du Temps de Jean-Claude Forest e Paul Gillon ou o mais recente The Last Man on Earth de Brian K. Vaughan e Pia Guerra, as aventuras dos agentes espaço-temporais Valerian e Laureline merecem merecido destaque no Top 10 que define os conteúdos centrais de Les Secrets des chefs-d’oeuvre de la BD de science fiction. O conjunto de peças destaca aqui a ideia que presidiu à criação de um casal amoroso numa narrativa sci-fi, o foco na sugestão da diversidade entre os povos da galáxia, olhares sobre os animais exóticos, as naves e as personagens secundárias, incluindo ainda uma história em quatro pranchas.

A dBD, uma das melhores publicações em língua francesa de atualidades editoriais na BD, dedicou a capa da sua mais recente edição a um dossier sobre a ficção-científica, partindo naturalmente do “momento” de atenções focadas em torno das aventuras de Valérian e Laureline. Uma entrevista com os autores Jean-Claude Mézières e Pierre Christin abre o dossier que depois inclui artigos sobre as pulps clássicas que ajudaram a abrir caminhos a muitas histórias e autores de sci-fi, acrescentando ainda uma biblioteca ideal sci-fi em BD e um olhar sobre histórias sobre o futuro próximo e distante que surgiram já em banda desenhada.

A pièce de résistence deste mundo de ofertas chegou há dias com uma edição especial (em capa dura) da Pilote, a revista em cujas páginas Valérian surgiu pela primeira vez em 1967. Neste número, além de uma entrevista com os autores e de artigos sobre ficção científica como espaço de criação literária e fonte de inspiração, sem esquecer as sugestões de títulos de BD e de filmes fundamentais, há ainda textos sobre a adaptação ao cinema por Luc Besson. O melhor desta edição é contudo uma multidão de pequenas histórias em BD pelas quais autores diversos do nosso tempo imaginam situações para as personagens e os mundos de Valérian e Laureline.

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