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Ecos das imagens de Valérian andavam já entre “O Quinto Elemento”

Texto: NUNO GALOPIM

Vinte anos antes de levar as aventuras de Valérian e Laureline ao grande ecrã, o realizador Luc Besson foi inspirado por elementos desta série de banda desenhada para criar algumas imagens de “O Quinto Elemento”.

Vinte anos depois de O Quinto Elemento o realizador Luc Besson volta aos terrenos da mais barroca ficção científica com uma adaptação ao grande ecrã das aventuras de Valérian e Laureline, um clássico da banda desenhada que surgiu pela primeira vez nas páginas da revista Pilote, em 1967.

Na verdade Valerian e a Cidade dos Mil Planetas não traduz a primeira materialização no ecrã da admiração antiga do realizador por esta série de banda desenhada. E se recuarmos a O Quinto Elemento não só encontramos ali ecos evidentes do sentido de diversidade de gentes e lugares que fazem as histórias de Valérian e Laureline, como o próprio Jean-Claude Mézières, um dos autores das aventuras destes agentes espaço-temporais, foi um dos nomes que Besson chamou para trabalhar a conceção visual desse filme estreado em 1997.

A ideia do táxi voador, que é o espaço de trabalho habitual de Korben Dallas, a personagem interpretada por Bruce Willis antes de ser desviada para outras missões, foi inspirada numa imagem que vemos na capa de Les Cercles du Pouvoir, livro de uma série recente das aventuras de Valérian originalmente publicado em 1994. Mézières mostrou as imagens a Besson, transportando essas visões de tráfego intenso entre as cidades do planeta Rubanis para a Nova Iorque do futuro que acolhe parte da narrativa de O Quinto Elemento.


Os próprios mondoshawans, o povo pacífico que zela pelo “quinto elemento” e as “pedras” que podem ser a salvação de todos contra o “mal” têm muito do sentido de estranheza fisionómica que passa pelos seres que habitam algumas das aventuras de Valérian. Os shingouz, na verdade, sugerem algumas das linhas dos mondoshawans, com as devidas diferenças…



Em O Quinto Elemento acompanhamos uma história que cruza os tempos, revelando primeiro que num velho templo egípcio estão guardadas “armas” de defesa contra o mal. E quando, no futuro, este irrompe pelo sistema solar adentro, há que as recuperar… O azar bate à porta e a missão não corre como previsto, sendo a nave dos mondoshawans destruída antes de chegar ao seu destino. Um pedaço de um ser ali encontrado é reconstruído, ganhando forma uma rapariga de cabelo ruivo e raros poderes (interpretada por Milla Jovovich)… É ela quem, tentando fugir das autoridades, aterra (literalmente) no táxi de Korben Dallas, ele acabando, contra a sua vontade, em embarcar numa missão de salvamento de tudo e todos… Pelo caminho há um povo shapeshifter com ar de rinoceronte bípede que mata que se farta. Um milonário (interpretado por Gary Oldman) em conluio com o mal e que tem Tricky (sim, o músico), a vestir a pele do seu ajudante. Um sacerdote (Ian Holm) que conhece os preceitos milenares em jogo… Um estridente animador de rádio. E uma cantora de ópera de pele azul. Sci-fi mais barroca não há…

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