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Foi há 40 anos que uma sala escura nos disse… “não estamos sós”

Texto: NUNO GALOPIM

Chegou às salas de cinema em novembro de 1977 e, juntamente com o impacte do contemporâneo “Star Wars”, fez de 1977 um momento de viragem na história do relacionamento do cinema com a ficção científica. Foi há 40 anos. Hoje é um clássico.

O ano de 1977 representou um ponto de viragem na história do cinema de ficção científica. Por um lado acolheu a estreia de A Guerra das Estrelas, de George Lucas. Por outro assinalou também a chegada aos grandes ecrãs de Encontros Imediatos de Terceiro Grau, filme de Steven Spielberg que, depois de Tubarão (1975) o estabeleceu como uma das novas grandes forças do cinema norte-americano.

O filme materializou o que era um projeto do realizador já com alguns anos. Spielberg queria experimentar o espaço da ficção científica e este filme surge numa época em que, talvez como consequência de uma cultura gerada pelos filmes de série B, C, D (e por aí abaixo) dos anos 50 e 60, o interesse pelos “ovnis” – ou seja, objetos voadores não indentificados – gerava dúvidas generalizadas sobre se estaríamos ou não sós no universo (a campanha de marketing usava mesmo um cartaz com a frase “não estamos sós”). O próprio título refere um conceito levantado por “ovniologistas”: um encontro imediato é aquele em que existe, além do contacto visual com um alienígena, um momento de comunicação.

O filme começa por apresentar uma série de situações em locais bem distintos do globo. Todas elas resultam de fenómenos aparentemente estranhos, algo acabando por ligá-los… Uma equipa de cientistas recolhe e estuda os dados, levantando hipóteses. Mas Spielberg opta por seguir antes duas famílias, cada qual com uma história pessoal de relacionamento com fenómenos invulgares. Visitantes de um outro mundo? Cruzando informações e juntando pontas soltas os protagonistas acabam por seguir rumo a uma antiga chaminé vulcânica no Wyoming. Quem os espera?…

Visualmente deslumbrante – fruto de mais um trabalho de efeitos visuais de Douglas Trumbull, o mesmo que esteve com Kubrick em 2001: Odisseia no Espaço – e inteligentemente centrado na exploração das personagens (uma delas interpretada por François Truffaut, que anos antes tinha adaptado ao cinema o assombroso Farenheit 451 de Ray Bradbury) o filme junta ainda um elemento adicional determinante: a música. E não apenas pela banda sonora criada por John Williams, já que uma das formas de comunicação que permite a ligação entre os humanos e os alienígenas que nos visitam é mesmo a música.

Os 40 anos da estreia de “Encontros Imediatos de Terceiro Grau”, de Steven Spielberg, são assinalados com uma edição especial comemorativa (4K UHD + Blu-ray + Livro).

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1 Trackback / Pingback

  1. Foi há 40 anos que uma sala escura nos disse… “não estamos sós” – A luz de bons preceitos humanos, refletirá um estado de equilíbrio harmônico com tudo que vemos e com o que não vemos .Apenas sentimos.

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