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Uma orquestra na era do “faça você mesmo”

Texto: NUNO GALOPIM

Obras de Richard Strauss, dirigidas por Gergiev, surgem no mais recente título da editora criada pela própria Orquestra Filarmónica de Munique para lançar tanto as suas novas gravações como registos de arquivo.

Os caminhos da autoedição começaram há já alguns anos a chegar aos terrenos da música clássica, com a “aventura” (bem sucedida, sublinhe-se) de John Eliot Gardiner e da sua Soli Deo Gloria a mostrar caminhos possíveis para além do mais “clássico” relacionamento com editoras que têm outros mais artistas e agendas a seu cargo. E tal como compositores ativos, como Philip Glass ou Michael Nyman criaram as suas etiquetas, multiplicaram-se nos últimos anos sobretudo as apostas de grandes orquestras na criação das suas próprias estruturas de edição . E da LSO Live (da LOndon Symphony Orchestra) à CSO Resound (da Chicago Symphony Orchestra) ou à SFS Media (da San Francisco Symphony), is catálogos têm vindo a surgir com regularidade e, em todos eles, já com edições a marcar posição entre as que mais se destacam nos respetivos anos editoriais.

Com uma vasta discografia que se divide historicamente em função das ligações contratuais dos seus maestros (é sobretudo impressionante o corpo de gravações pela EMI no período de 1979 a 1996 em que Sergiu Celibidache comandou os destinos da orquestra), a Orquestra Filarmónica de Munique lançou a sua própria editora há pouco mais de um ano, tendo desde então começado a colocar no mercado gravações novas feitas já sob a direção de Valery Gergiev (que desde 2015 é o titular da orquestra), juntando mais recentemente incursões pelo arquivo das quais surgiram já novos discos registados sob as batutas de nomes como os de Sergiu Celibidache, Lorin Maazel, Zubin Mehta ou Christian Thielmann.

Don Juan e Ein Heldenleben, dois célebres poemas sinfónicos de Richard Strauss (1864-1949), um dos “inventores” da música orquestral do século XX, surgem agora naquele que é o sexto disco que a MPHIL edita com o maestro russo Valery Gergiev. Depois da estreia do catálogo com uma “quarta” de Bruckner e de edições dedicadas a Mahler (sinfonias números 2 e 4) e Shostakovich (sinfonias números 9 e 15), o disco que dedica a Strauss assinala uma primeira abordagem discográfica do atual maestro da orquestra que é uma referência na cidade que viu Richard Strauss nascer.

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