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Três canções nos 75 anos de Mick Jagger

Seleção e textos: NUNO GALOPIM

No dia em que assinala o seu 75º aniversário recordamos três canções que contam três episódios da história de Mick Jagger.

Nasceu a 26 de julho de 1943 em Dartford, no Reino Unido. Michael Philip Jagger, Mick para os milhões que desde 1963 o a bordo dos Roilling Stones, chega hoje aos 75 anos. Tornou-se há muito uma referência na música. E hoje é um entre outros da sua geração que vincam a mudança de paradigmas na forma de nos relacionarmos com a idade. Um rocker aos 75 anos? Sim, deixou de ser sequer uma questão. Não foi o primeiro, sublinhe-se. Chuck Berry, que nos deixou recentemente, gravou material para o seu derradeiro álbum até perto dos 90… Mas com Mick Jagger, pelo poder da imagem, o desmontar de “velhas” formas de entender a idade tornou-se evidência.

No dia em que sopra 75 velas (e certamente terá fôlego para isso) aqui ficam três canções nascidas em contextos distintos. Uma com os Rolling Stones. Uma a solo. E uma em dueto. Não são um ‘best of’ nem mesmo definem um completo arco cronológico. Apenas três canções. Porque não? Parabéns, Mick. Ou Sir Mick, que isto das etiquetas conta.

1965. Rolling Stones, “The Last Time”
Depois de uma sucessão de singles nascidos de versões de originais, que foram desde nomes de referência dos blues aos Beatles, os Rolling Stones apresentam, finalmente em fevereiro de 1965, um single nascido da escrita de Mick Jagger e Keith Richards. Depois de It’s All Over Now e de Little Red Rooster, ambos de 1964, este foi o terceiro single do grupo a chegar ao número um no Reino Unido, reforçando também do outro lado do Atlântico o estatuto que o grupo começara a trilhar no ano anterior. A canção foi gravada em janeiro de 1965 na Califórnia, traduzindo de facto o tema uma clara influência de referências americanas.

1985. David Bowie + Mick Jagger “Dancing in the Streets”
A ideia inicial era a de fazerem um dueto no Live Aid. Bowie em Londres. Jagger em Filadélfia. Mas a ligação por satélite obrigava a um segundo de delay. E para não forçar nenhum deles a fazer um playback, optaram por um plano B. Bowie estava então a gravar em Abbey Road as canções para a banda sonora de Absolute Beginners e, numa tarde, Mick Jagger voou e ali passou para que gravassem uma versão de Dancing in The Streets, original de 1964 de Martha and The Vandellas. Na mesma noite, com David Mallett, foram para a rua e, nas Docklands, numa série de takes, nascia o teledisco. Em meio dia um single e um teledisco nasceram assim. As imagens foram exibidas no Live Aid. Semanas depois era o single que estava na rua.

1987. Mick Jagger, “Let’s Work”
A relativamente curta discografia a solo de Mick Jagger sublinha o protagonismo que, de facto, a obra com os Rolling Stones sempre teve ao longo da sua carreira. O seu primeiro single a solo data de 1970 e, até ter gravado um primeiro álbum em nome próprio (o que aconteceu em 1985 com She’s The Boss), apenas registou o seu nome na capa de três outros singles, todos eles em dueto: um com Peter Tosh, um com os Jacksons, outro com David Bowie. Ao todo tem hoje quatro álbums a solo e uma mão-cheia de singles. Let’s Work serviu, em 1987, para apresentar o seu segundo álbum a solo, Primitive Cool.

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