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Pop/rock em papel: Nick Cave, Led Zeppelin e Duran Duran

Texto: NUNO GALOPIM

Edições especiais de revistas “Ultimate Music Guide” e “Classic Pop” apresentaram, recentemente, olhares panorâmicos sobre as obras de Nick Cave, os Led Zeppelin e os Duran Duran.

A edição regular de edições especiais sobre artistas e bandas começa a juntar aos lançamentos mensais das revistas de música uma fonte de complementos (ou mesmo alternativas). Nas últimas semanas entraram algumas em cena e, como sempre, olhando, com entusiasmo, diversos nomes nas mais variadas frentes da criação pop/rock. Olhemos três casos: Duran Duran, Led Zeppelin e Nick Cave.

Esse tom de respeito e entusiasmo habita, justamente, as edições “Ultimate Music Guide” que recentemente revisitaram as obras de Nick Cave e dos Led Zeppelin, a primeira assinalando os 40 anos sobre a edição do single de estreia dos Boys Next Door (os antepassados dos Birthday Party) e a aproximação do meio século sobre o lançamento do primeiro álbum dos Led Zeppelin.

O número dedicado a Nick Cave (edição “remasterizada”) abre com um prefácio pelo próprio e fecha com um posfácio de Warren Ellis. Pelo meio há novos textos para cada um dos seus álbuns – incluindo Birthday Party, Bad Seeds e Grinderman – assim como textos reportagens e entrevistas “de época” extraídos dos arquivos do Melody Maker, do NME e da Uncut. O retrato inclui ainda um artigo sobre a relação de Nick Cave com o cinema e um outro sobre os seus livros e ainda um Top 30 das suas melhores canções.

O número dedicado aos Led Zepplelin segue um modelo semelhante, juntando aos textos sobre os álbuns do grupo uma resenha de artigos dos arquivos do NME e Melody Maker. Pelas 146 páginas desta edição há ainda textos sobre os reencontros de Page e Plant, a obra a solo de Robert Plant ou as grandes reedições que o grupo tem vindo a realizar nos últimos anos.

Os Duran Duran são, por sua vez, objeto de um número especial da Classic Pop que alterna artigos bem estruturados com momentos de contorno light que sublinham uma história antiga de má relação da imprensa made in UK com a banda. O próprio grafismo (que tem muito a ver com o da Classic Pop) faz deste número especial um caso que, mesmo colmatando uma lacuna, deixa muito por fazer. A listagem de álbuns destacados como sendo os “clássicos” – Rio, Seven and The Ragged Tiger, Notorious e Duran Duran (habitualmente referido como The Wedding Album) – é incompleta e talvez equívoca. Há, por isso, espaço para que um dia algo melhor possa aqui nascer.

Convenhamos que o modelo das edições “Ultimate Music Guide” da Uncut não seriam também o ideal para abordar o percurso dos Duran Duran já que parte destes números vive da reunião de textos da época. E salvo os que foram surgindo entre 1980 e 1981, o historial dos Duran Duran na imprensa é de franca má-vontade de muitos jornalistas para com a banda e a sua música. Eles aprenderam a viver com isso. Mas hoje, 40 anos depois da sua formação, e sendo o grupo um raro caso de longevidade, tomado como referência por novas gerações de músicos e com um presente bem mais interessante do que alguns dos episódios intermédios, fica claro que convém igualmente encontrar um outro tom para contar a sua história… A edição da Classic Pop opta por arrumar a biografia do grupo em artigos que a olham década a década, acrescentando outros textos sobre os projetos paralelos e a solo, os telediscos, um Top 40 de canções e uma lista de discos raros disputados entre colecionadores.

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