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Israel já apresentou o ‘slogan’ para o Festival da Eurovisão 2019

A edição de 2019 do Festival da Eurovisão, que vai decorrer em Tel Avive, em Israel, já tem um ‘claim’, ou seja, o ‘slogan’ que define a ideia central da identidade do show e dos demais eventos a si associados.

A escolha foi apresentada este fim de semana: “Dare To Dream”. Que sugere como se poderá dizer em português, o desafio de sonhar.

A partir de 2002 cada edição do Festival da Eurovisão passou a apresentar um slogan (ou “claim” como oficialmente são rotulados). Os primeiros focaram-se em aspetos ligados à própria conceção cénica e criação de elementos temáticos no espetáculo. Foi assim em 2002 em Talin, na Estónia, que inaugurou esta ideia ao dar à edição desse ano o mote “A Modern Fairytale”, explorando depois ecos de contos de fadas nos postcards que antecediam cada canção. “A Magical Rendez Vous” em Riga (2003), “Feel The Rhythm” em Atenas (2006) ou “True Fantasy” em Helsínquia (2007) sugeriram outras ocasiões em que entre a música e os ambientes cénicos o mote se explicava.

Mas houve quem quisesse ir mais longe, dando sentidos mais políticos e sociais a estes motes e narrativas, sempre no quadro dos valores eurovisivos. Em 2004 Istambul era a primeira cidade de um estado maioritariamente muçulmano a acolher o Festival da Eurovisão, sugerindo como mote o inclusivo “Under The Same Sky”. Um ano depois, Kiev parecia traduzir os sinais de um despertar do país após o desmembramento da URSS com “Awakening”. Nova ideia de união surge em Belgrado (2008) com “Confluence of Sound”, Malmo (2013) com “We Are One”, Copenhaga (2014) com “Join Us”, Viena (2015) com “Building Bridges” ou Estocolmo (2016) com “Come Together”, cabendo a Kiev, em 2017, o mote que talvez expressa de forma mais direta estes mesmos valores em jogo: “Celebrate Diversirty”. Para a edição de 2018 do Festival da Eurovisão em Lisboa foi escolhido o igualmente inclusivo “All Aboard!”, que sublinhava, além dessa vontade de acolher a diversidade, um jogo de palavras que remetia desde logo para a sugestão de um navio, peça que assim assegurava a ligação ao conceito narrativo desenvolvido e que tinha os oceanos como elemento central, não numa evocação nostálgica da história dos descobrimentos portugueses, mas enquanto espaço pelo qual os portugueses se relacionaram com o mundo, alertando também para o facto de serem algo que urge preservar.

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