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Estes livros davam um filme…

Texto: NUNO GALOPIM

Já com quatro volumes publicados (o quinto chega em janeiro de 2019) a série “Olympus Mons” apresenta uma trama que cruza épocas e locais distintos para, depois de uma descoberta feira em Marte, nos deixar sem dúvidas de que não estamos sós no universo…

Mais próximo dos universos narrativos (e até mesmo visuais) dos comics do que das referências mais clássicas das histórias sci-fi na banda desenhada franco-belga (e que vão de um Moebius a Edgar P. Jacobs, com um vasto mundo de referências pelo meio), a série “Olympus Mons” é uma das muitas em curso num momento em que estes territórios da ficção constituem presença bem notória na agenda de novos lançamentos de banda desenhada em língua francesa. De “Cenntaurus” (que temos aqui acompanhado) a séries como “Arctica” ou “Survivants” ou outras mais, estas séries mostram em comum uma lógica de construção que parece procurar fontes de inspiração mais perto do cinema e das séries televisivas de ficção científica, mostrando por isso tramas e imagens que buscam um “realismo cinematográfico” distante das visões que a BD foi lançando em espaços de referência do género como a série “Incal” ou “Valerian”. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, já dizia Camões…

Apesar de estar longe do caráter visionário e consideravelmente mais imaginativo e “autoral” da brilhante série “Aâma” de Frederik Peeters (da qual falámos aqui), “Olympus Mons” representa mesmo assim uma das prostas narrativamente mais elaboradas entre as que todos os meses vão surgindo neste terreno da BD de ficção científica em língua francesa. O título refere o gigantesco Monte Olimpo em cuja base caberia o território português e que representa não só a maior elevação de Marte mas representa igualmente o maior vulcão conhecido no sistema solar. É ali que a primeira missão tripulada ao planeta vermelho encontra destroços do que parece ser uma nave alienígena…

Essa descoberta integra uma rede de acontecimentos que a narrativa apresenta com uma lógica semelhante à montagem em paralelo do cinema. Ou seja, faz evoluir várias histórias ao mesmo tempo, cada qual acontecendo num tempo e num lugar diferentes, desde o Monte Ararat na Turquia às costas da América por alturas da chegada dos navegadores europeus, embarcações Viking, instalações secretas na ex-URSS, divisões militares da Alemanha nazi ou um futuro próximo no qual uma estranha anomalia é detetada no fundo do mar de Barents…



Não querendo aqui fazer “spoiler” fica apenas a referência que, depois de um volume um que lança o contexto e termina perante a revelação desse achado marciano, a narrativa evolui a bom ritmo nos tomos seguintes. O quarto volume, recentemente publicado, mostra uma boa gestão do dosear de surpresas e dúvidas… E as cenas dos próximos capítulos só chegam no quinto volume, a publicar em janeiro… Já sabemos, pelo que a trama nos mostra, que não estamos sós… Mas quem são afinal os “outros”?…

Ah, e tal como sugere o título deste post… Estes livros davam um filme!

“Olympus Mons”, com texto de Christophe Bec e desenhos de Stefano Rafaelle, é uma série de volumes de capa dura, com 56 páginas cada, da Soleil. Estão já publicados quatro volumes:

1 “Anomalie Un” (janeiro de 2017)
2 “Opération Maibrace” (setembro de 2017)
3 “Hangar 754” (dezembro de 2017)
4 “Milénaires” (setembro de 2018)

O volume 5, com o título “Dans L’Ombre Du Soleil” será publicado em janeiro de 2019.

Aqui fica o trailer de lançamento desta série:

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