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O que escutar no Super Bock em Stock? – Parte 1

Texto: GONÇALO COTA

É chegada a altura de desenhar os trajetos pelo Super Bock em Stock! Para diminuir as “dores de cabeça”, durante os próximos dias deixaremos algumas sugestões do que se poderá escutar no festival que decorre nos próximos dias 23 e 24 de novembro.

Após sete anos como Vodafone Mexefest, aquele que é um dos principais festivais de música a ocorrer durante o inverno volta às suas origens: o Super Bock em Stock realiza-se já este fim-de-semana. Recuperando o carácter exploratório que lhe é característico, o de ser uma plataforma de descoberta para projetos que se enquadram maioritariamente nos terrenos da indie e da música alternativa, as diferentes salas da Avenida contarão com dezenas de nomes. Para facilitar o desenho do trajeto, e como não é possível ver tudo, apresentamos durante algumas sugestões. Escolhas pessoais e subjetivas, claro!

A primeira sobe a palco logo na primeira noite. Pelas 22 horas, na Sala da EDP (renomeada a Casa do Alentejo, assim, para o festival), o sul-africano Nakhane vem apresentar-nos o seu segundo longa-duração. Através de um mapa de influências que conta com os nomes de Anohni e Marvin Gaye, ou pela força das ideias e das palavras de James Baldwin e de Toni Morrisson, “You Will Not Die” parte de um conjunto de vivências autorais. Particularmente daquelas que estabeleceu durante o seu crescimento: é numa relação sentimentalmente rica, entre sua identidade sexual e o seu lugar origem, uma comunidade profundamente religiosa de Port Elizabeth, que “You Will Not Die” é construído. Mas também de um conjunto elegante, cuidado e diversificado de canções. Produzido por Ben Christophers (dos Bat for Lashes), aqui podemos escutar relações mais estreitas com a pop eletrónica (Clairvoyant) ou, por outro lado, harmonias imaculadas que abraçam a voz teatral de Nahkane (Violent Measures). Produzindo um efeito introspetivo e catártico, de início, será interessante compreender como estes sentimentos se traduzem em palco…

Natalie Prass chega-nos imediatamente a seguir. “The Future and The Past”, editado no início do ano, recupera as sonoridades funk e soul com que a americana cresceu – escutamos a influência de, por exemplo, Dusty Springfield-, dando-lhe um toque de identidade e modernidade. Apesar de este não ser um conjunto de canções de protesto, a eleição de Donald Trump alterou o rumo prevista para “The Future and the Past”, redimensionando-o para outras temáticas: é o caso do hino feminista Sisters, que utiliza repetidamente a expressão “nasty woman” dirigida a Hillary Clinton durante a campanha presidencial. Com a exclusão dos adornos musicais que embelezavam o seu primeiro LP, homónimo, a voz doce e cândida de Natalie Prass projeta-se de forma diferente durante as doze canções: enquanto “Short Court Style” é uma fresca canção pop, “Never Too Late” segue modelos mais convencionais da música jazz ou “Far From You”, uma bonita balada acompanhada por um piano. Para escutar na sexta-feira, Cinema São Jorge, pelas 23:45.

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