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Conheça os compositores do Festival da Canção 2019 (Primeira Semifinal)

Depois de um ano especial, que representou a primeira ocasião em que Portugal acolheu o Festival Eurovisão da Canção, e que por isso gerou um alinhamento alargado de concorrentes, a edição de 2019 do Festival da Canção retoma o modelo de 2017 e contará com 16 canções a concurso. 14 resultam de convites diretos da RTP, uma vez mais tendo em conta a representação da diversidade de géneros musicais que tem sido aplicada desde que foi posta em prática uma remodelação do formato após um ano de pausa verificado em 2016. Os dois restantes concorrentes chegaram de dois concursos promovidos pela Antena 1, um deles (Mariana Bragada) através do programa “Masterclass” e aberto a quem não tenha até aqui música editada, o outro (Filipe Keil) através de um concurso de livre submissão pública.

Segunda feira serão revelados os intérpretes das canções. Para já ficamos aqui a conhecer os compositores do Festival da Canção 2019. Estes são os que vamos encontrar na primeira semifinal, que terá lugar a 16 de fevereiro.

Calema

De origem santomense mas há já algum tempo a residir em Portugal, os irmãos António e Fradique Ferreira formaram os Calema, dupla que neste momento soma já mais de 100 milhões de visualizações na plataforma YouTube e viveram em 2018 um ano intenso, com mais de cem concertos apresentados em doze países. Com cinco anos de diferença entre si os dois irmãos começaram por cantar versões e conquistaram primeiros seguidores em França. Em 2015 lançam “Bomu Kêlê”, um primeiro álbum de temas originais de sua autoria. Em 2017 chegou “A Nossa Vez”, um outro álbum de canções originais que viu o seu single de lançamento a alcançar as 50 mil visualizações no dia de lançamento. Seguiu-se uma digressão que os levou a palcos por todo o país, incluindo passagens por alguns festivais como o Sol da Caparica ou a Expofacic. A digressão, que passou por Cabo Verde, Reino Unido ou Luxemburgo, conheceu um momento de consagração na passagem pelo Coliseu de Lisboa, que esgotou na ocasião. Este ano os Calema têm uma data agendada para o mítico Olympia, em Paris. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Conan Osíris

Conan Osíris é o nome artístico de Tiago Miranda. A sua biografia oficial conta que nasceu no mesmo dia do realizador de cinema de animação Hayao Miyazaki (ou seja, 5 de janeiro). Teve a sua estreia discográfica em 2016 com o álbum “Música Normal”. Explicou então que “Música normal é qualquer música que dê pra ser absorvida por um ser vivo. Música normal é uma música que dá para o que a pessoa quiser: rir, chorar, dançar, viajar, tomar banho.” Em 2018, e já depois de ter lançado um segundo álbum, ao qual chamou “Adoro Bolos”, fez a sua estreia televisiva numa participação do programa da RTP “5 Para a Meia Noite”. Ao vivo, num palco sem câmaras pela frente, a estreia ocorreu na Galeria Zé dos Bois, em Lisboa. Conan Osíris é autor, compositor e também produtor das suas canções. Nasceu em de Lisboa e aprendeu música sozinho. Estudou arte e design e acima de tudo estudou a vida e as pessoas. E trabalhou na mais antiga sexshop de Portugal. Esta corresponde à sua estreia no Festival da Canção.

D.A.M.A.

Francisco M. Pereira (Kasha), Miguel Coimbra e Miguel Cristovinho são o núcleo central dos D.A.M.A. O grupo nascido em Lisboa, começou por ser um projeto de pop/rap, tendo progressivamente procurado libertar-se de quaisquer restrições musicais, procurando sempre escrever canções com que as pessoas se identifiquem e que, acima de tudo, transmitam uma mensagem positiva. Chamaram atenções quando uma versão de “Popless” dos GNR tocou pela primeira vez na rádio. Em 2014 asseguraram a primeira parte do concerto de One Direction no Estádio do Dragão (Porto) alargando mais ainda a popularidade do grupo. No mesmo ano editaram o seu álbum de estreia ao qual chamaram “Uma Questão de Princípio”. O segundo álbum “Dá-me um Segundo” saiu em outubro de 2015 e entrou para 1º lugar do TOP nacional. Depois de em 2015 esgotarem dois dias no Campo Pequeno e de em 2016 lotarem por completo o Altice Arena em 2017 lançaram “Lado a Lado”, um terceiro álbum. A sua obra inclui ainda várias canções de êxito lançadas fora do alinhamento destes três discos. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

D’Alva

Alex D’Alva Teixeira nasceu em 1990 e Ben Monteiro em 1980. A música que fazem juntos nasce sob a ideia de inclusão tanto nas questões musicais como raciais, etárias, sociais ou religiosas. E foi sob essas premissas que lançaram, em maio de 2014, o disco de estreia “#batequebate”. Os D’Alva são uma banda cujo código genético é multicultural. Tanto Alex como Ben cresceram na Grande Lisboa, mas África e o Brasil correm no sangue das suas famílias. Essa herança transporta-se para palco com a liberdade e a energia próprias dos trópicos, cruzada com um espírito estético pop. Em poucos meses foram convidados para atuar para nos festivais NOS Alive e Sol da Caparica e em salas mais intimistas, como por exemplo, o Theatro Circo de Braga. Foram responsáveis pela banda sonora tocada ao vivo no desfile do criador Luís Carvalho, na última edição da ModaLisboa. Nos Portugal Festival Awards, foram nomeados na categoria de Melhor Atuação ao Vivo – Artista Revelação. O seu mais recente disco, “Maus Êxitos”, foi lançado em outubro de 2018 e entrou diretamente para o número um do top de álbuns do iTunes. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Filipe Keil

Tiago Filipe Pinheiro Batista (nascido em Chaves em 1991) é um cantor, compositor, letrista, produtor musical e arquiteto que se apresenta com o nome artístico Filipe Keil. Desde cedo mostrou interesse pela música e o piano foi o primeiro instrumento que o cativou. Em 2006 escreveu a sua primeira canção – “Só quero um mundo melhor” – inspirada pelo que via nos noticiários. Foi com essa canção que concorreu no Festival da Canção Júnior na RTP, que correspondeu à sua primeira experiência televisiva. Em 2007 mudou-se para Silves onde fez o ensino secundário em Artes Visuais e em 2009 partiu para Lisboa para fazer um mestrado integrado em Arquitetura. Formou a sua primeira banda (os Copycats, que tocavam versões). Em 2013 lançou o single de apresentação, “Kind of Funny” e participou no programa de talentos “Factor X”. Compôs o seu primeiro disco a solo em 2014, o EP “Keil”, produzido em parceria com Liberdade (Gustavo Almeida). Em 2017, lançou um single e um EP de temas acústicos, incluindo o tema “Sonhador” e participou no programa “Masterclass” da Antena 1. Esta é a sua estreia no Festival da Canção.

Flak

Flak, pseudónimo de João Pires de Campos, é um músico e produtor português com uma carreira de mais de 35 anos. Em 1983 fundou, juntamente com Xana e Alex Cortez, os Rádio Macau, banda com o qual editou oito discos e escreveu temas como “Anzol”, “Amanhã é sempre longe demais” e “Elevador da Glória”. Em 2001 formou os Micro Audio Waves com que viajou pela Europa e cujo disco “No Waves” foi considerado como um dos mais excitantes do ano pelo lendário John Peel da BBC. Fez parte dos Palma’s Gang nos anos 90 e produziu discos de Jorge Palma, GNR, Entre Aspas e os próprios Rádio Macau, bem como de várias bandas emergentes. Em 2017 uniu forças com Benjamim (pseudónimo de Luís Nunes, também ele músico e produtor), tendo em vista a gravação de um sucessor do há muito esgotado álbum a solo (homónimo) lançado por Flak em 1998 – álbum que incluía temas como “Sei onde me vou perder”, “Imenso Adeus” e “De Azul em Azul”, tema cantado por Xana (Rádio Macau). O álbum novo – “Cidade Fantástica” – foi gravado entre o antigo estúdio de Flak na Rua do Olival e o Estúdio/Submarino de Benjamim e chegou às lojas em novembro. Lura tinha já participado no Festival da Canção na edição de 2001 com “Da Terra à Lua”, em dueto com Paulo Abreu Lima. Esta é, contudo, a sua estreia como compositora.

Lura

Natural de Cabo Verde, onde nasceu em 1975, Lura estava a estudar desporto em Lisboa, quando um primeiro desafio a levou a descobrir uma outra paixão: o canto. E ainda antes da viragem do século viu um tema seu a ganhar visibilidade internacional no álbum “Onda Sonora: Red Hot + Lisbon”. A exploração mais profunda das suas raízes começou a ganhar forma em “Di Korpo Ku Alma” (2004), disco que teve edição em dez países, valendo-lhe ser notada pelos BBC World Music Awards e os Victoires de La Musique. Seguem-se os álbuns “M´bem di Fora” (2006) e “Eclipse” (2009). Em 2010 a compilação “The Best of Lura” inclui, além dos seus clássicos, “Moda Bô”, um inédito gravado com Cesaria Évora nas primeiras semanas desse mesmo ano. O álbum incluía ainda um DVD contendo um concerto gravado pela RTP. De regresso a Cabo Verde gravou entretanto o álbum “Herança” (2015). Em 2018 juntou à sua discografia o EP “Alguem di Alguem”. Lura tinha já participado no Festival da Canção na edição de 2001 com “Da Terra à Lua”, em dueto com Paulo Abreu Lima. Esta é, contudo, a sua estreia como compositora.

Tiago Machado

Tiago Machado nasceu em Lisboa e concluiu os seus estudos de piano no Conservatório de Música Nacional e cedo demonstrou uma grande paixão pelo jazz (que foi aperfeiçoando como autodidata). Em paralelo ao estudo do piano foi assinando inúmeras composições para artistas consagrados, entre os quais se destaca “Ó Gente da Minha Terra”, interpretado por Mariza. Além desta canção, Tiago Machado é autor composições como “Melhor de Mim”, (Mariza), ” O Homem do Saldanha” (Carlos do Carmo e Marco Rodrigues), “Alguém me ouviu” (Boss AC). Em 2017 partiu para uma nova aventura: o seu primeiro disco a solo, ao qual chamou “Soundlapse”, que descreve como uma fusão de tudo aquilo que ele é, já que tem a dimensão do cinema, o dramatismo do fado, a técnica da música clássica e a face mais frenética do jazz. Neste disco contou com a participação dos músicos Vicky Marques na bateria e percussão, Hugo Aly no baixo elétrico, e um ensemble de cordas. Mariza foi a convidada especial em “Soundlapse”, interpretando o poema de Florbela Espanca “Meu Portugal”. Em 2008 participou como compositor no Festival da Canção com “Em Água e Sal”, tema cantado por Marco Rodrigues que ficou classificado em terceiro lugar.

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